O posicionamento da marca na atual comunicação

Desafios de construir uma marca em um cenário onde quem detém o poder é o consumidor

Publicado em 5 de agosto de 2019 | 17:04 |Por: Portal eMóbile

Começo propondo uma reflexão: como o posicionamento da sua marca pode ser determinante em um momento de transformação?

Nos anos 60 o estado de São Paulo teve um governador carismático que entre outras frases que ficaram marcadas pronunciou a seguinte pérola: “bem ou mal, falem de mim”. Dizer que ele estava errado (naquela época) não faz sentido. Afinal, ele atingiu quase todos os seus objetivos (faltou a presidência da república).

É importante buscar esta citação para estabelecer (mais uma vez) a diferença entre a sociedade do século passado, a atual e especialmente a que está se formando. E que, por sua vez, irá mandar no mundo nas próximas décadas.

Antes uma marca era propagada no conceito de massificação. Neste formato a comunicação era unilateral. Ou seja: o anunciante estabelecia a sua “verdade” pela grande exposição na mídia que se criava. Observem que não havia espaço para o contraditório, quando muito uma propaganda boca a boca, quase nunca contrária.

O tempo foi passando, regulações, Código de Defesa do Consumidor e Serviço de Atendimento ao Cliente (Sac). Além da explosão das possibilidades de divulgação (mídias sociais por exemplo). Com esta nova realidade a marca ficou muito mais sensível a comparações, avaliações e por consequência ser substituída.

Entrou em cena, a partir disto, o reinado do consumidor. Neste novo contexto o poder trocou de mãos. Conferindo ao cliente a possibilidade de escolher aquilo que julgue melhor a partir de seus critérios. Não mais por força de imposição.

Muito deste novo comportamento está ligado a nova ordem econômica e social que prioriza a satisfação pessoal em detrimento de qualquer outro critério. Sendo assim o ser é mais importante que o ter. Veja a matéria publicada marketing digital – desafios e oportunidades, por Kika Fazollo e meu artigo anterior, sobre comportamento do consumidor.

No mundo atual (e no futuro próximo) o consumidor é conectado. Embora se discuta muito até que ponto e qual o nível de dependência tecnológica esta nova geração terá no futuro. Contudo, é certo que o uso da plataforma digital nas suas diversas possibilidades como fonte de consulta é massacrante, o que cria um nivelamento entre as ofertas.

Aí reside o maior desafio e por consequência a grande oportunidade. Se as marcas estão expostas, muitas vezes em forma de leilão (exemplo marketplace), o que leva então alguém a comprar um produto ou serviço sem que ele seja necessariamente o mais barato?

A resposta para esta pergunta é: “o posicionamento da marca na cabeça do consumidor”.

Quando um consumidor busca um produto ou serviço na internet a maioria vai buscar no Google. Em seguida, em um canal marketplace (às vezes lojas das marcas). Lá, avalia o mesmo produto e serviço por preços diferentes. Voltemos a fazer ao exercício da empatia. Por que nos compraríamos um Samsung Galaxy Note 9 em uma loja “A” por R$ 4.000,00 reais e não por R$ 2.699,00 na loja “B”?

A resposta é a seguinte: por mais que a diferença seja enorme o que o cliente leva em conta nesta hora é a confiabilidade que ele tem no canal de vendas. Afinal, a marca nos dois casos é a mesma Samsung. Em outras palavras, ou o canal de venda consegue transmitir valor em sua oferta de produto e serviço, ou vai perder todos os orçamentos.

Isto tudo reforça a importância do posicionamento da marca e sobretudo, ser “Top of Mind”. Embora muita gente ainda confunda market share com lembrança de marcas, a cada ano fica mais claro o quanto é importante ter como filosofia e estratégia o foco na superação da satisfação do cliente. Cada vez mais o ambiente empresarial moveleiro será mais competitivo. Portanto, cada vez mais será necessário que a sua marca esteja presente como primeira na lembrança do seu cliente. Quanto melhor posicionado você estiver menos determinante será o preço na escolha do cliente.

Saiba mais sobre a importância de ser Top of Mind, a marca que está na frente das outras no espaço mental do consumidor e, portanto, com mais possibilidade de ser comprada.


Carlos Bessa

Atuo há 25 anos no setor moveleiro de forma direta em todos os polos de produção moveleira do Brasil, tanto com indústrias como com fornecedores e lojistas. Tenho participação internacional nas principais feiras internacionais do mundo divulgando o móvel brasileiro. Uma das publicações foi premiada como o Top de Marketing da ADVB. Tenho atuação intensa na International Alliance of Furnishing Publications (IAFP, em português Associação Internacional das Revistas Moveleiras Especializadas) em que atuei como secretário-geral no período de 2014 a 2016, atualmente, sou Diretor Superintendente da Revista Móbile.

Notícias do Mercado Moveleiro

Conheça nossas publicações:

eMobile

Atualizado diariamente por uma equipe de jornalistas profissionais, o Portal eMóbile agrega as notícias mais atuais e relevantes para os profissionais do setor moveleiro, sejam eles industriais, varejistas, marceneiros ou designers e arquitetos.


  • CONTATO
  • contato@revistamobile.com.br
  • Avenida Sete de Setembro
  • 6810, 2º andar - Cj 18
  • Seminário | 80240-001
  • Curitiba | Paraná
  • (41) 3340 4646