Indústria de móveis e eletrodomésticos espera crescer até 20%

Redução de juros para financiamento de imóveis proposta pela Caixa Econômica Federal deve ter impacto positivo no setor moveleiro

Publicado em 21 de agosto de 2019 | 08:23 |Por: Júlia Magalhães

A indústria de móveis e eletrodomésticos é uma das que podem ser beneficiadas com a nova proposta da Caixa Econômica Federal. A nova linha de crédito imobiliário atualizadas pelo IPCA permitirá redução das taxas de juros em relação às médias de mercado: juro a partir de 2,95% mais inflação.

De acordo com o anúncio feito nesta terça-feira (20) pelo banco estatal, as taxas valem para novos contratos e já estarão vigentes a partir de 26 de agosto.

A Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), vê com otimismo as mudanças no crédito imobiliário, conforme comenta a presidente, Maristela Longhi. Com queda de consumo de 1,8% em 2019, a mudança pode significar um crescimento de até 20% no faturamento das indústrias no médio e longo prazo.

De acordo com a Associação, cerca de 25% dos resultados do setor, que faturou R$ 66,5 bilhões no Brasil em 2018, vem de compras para novas residências. “Podemos chegar progressivamente aos R$ 85 bilhões de faturamento anual”, estima Maristela.

Simbal confirma acerto trabalhista de R$ 2,8 milhões

Da mesma forma, o varejo de eletrodomésticos pode ganhar fôlego com o novo formato de financiamento imobiliário. Em resumo, qualquer incremento na construção civil residencial é uma ampliação, por consequência, à indústria de eletrodomésticos. Sobretudo, para as linhas branca (geladeira, máquina de lavar e fogão), marrom (televisão, vídeo e som) e de eletroportáteis (liquidificador, sanduicheira e batedeira).

Maristela Cusin Longhi, Presidente Abimóvel

Contudo, o impacto da novidade não deverá vir imediato. Conforme o novo financiamento imobiliário cresça, os ganhos para o setor deverão vir posteriormente.

Brazilian Furniture: oportunidade para indústria de móveis

A diretora executiva da Abimóvel, Cândida Cervieri, acrescenta que o setor moveleiro vem trabalhando fortemente as exportações. Explorando mercados, como América Latina, Central, Canadá, Estados Unidos, Chile, Oriente Médio, Peru, União Europeia e Uruguai.

Neste sentido, um propulsor para as indústrias moveleiras é o Projeto Brazilian Furniture. A iniciativa é uma parceria da Abimóvel com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e conta com certa de 140 empresas.

O processo de internacionalização é realizado por meio de um conjunto de ações estratégicas. Como por exemplo, o Projeto Comprador, missões internacionais e exposição em grandes eventos mundiais. Ademais, o Brazilian Furniture está estruturado para orientar e atender as necessidades das empresas em cada nível de maturidade exportadora. Sobretudo, com o intuito de fomentar e fortalecer as exportações e imagem do setor moveleiro.

Segundo a Cândida, este é um mercado iniciante comparado ao mercado interno. Entretanto, os números veem crescendo ano a ano. Considerando o primeiro semestre de 2019, participaram de ações mais de 230 empresas. Como resultado, um balanço de mais de 6,7 mil contatos comerciais. Além disso, neste ano, a Abimóvel contabiliza para o Projeto Brazilian Furniture, projeções de US$ 60 milhões em negócios. Valor somando contratos em andamento até agosto.

(com informações de assessoria)

CEO da Kiling fala de inovação em congresso

Empresário afirmou que a inovação não pode depender do surgimento de novas demandas do mercado

Publicado em 19 de agosto de 2019 | 17:30 |Por: Everton Lima

Na primeira semana do mês de agosto (8), ocorreu o 43º Fórum Paint & Pintura de Tecnologia e Gestão em Tintas – Região Sul. O evento foi realizado na cidade gaúcha de Caxias do Sul. O empresário Milton Kiling foi um dos participantes do fórum. Ele é presidente da Kiling, empresa que oferece soluções no mercado de tintas e adesivos imobiliários e industriais.

O empresário destacou a necessidade de planejar o crescimento do setor, mas de forma sustentável. “Mais do que refletir sobre o futuro, é necessário planejá-lo com os pés no chão e percepção das oportunidades que o setor de tintas e a demanda do mercado apresenta. Precisamos crescer, sim, mas o crescimento precisa ser com solidez, saudável”, afirmou.

-Color e-book da Tintas Killing é novidade em 2019

Ainda de acordo com Killing, a inovação no mercado de tintas não pode ficar refém das demandas já conhecidas: “Para o setor inovar e propor novas tecnologias, é necessário arriscar e sugerir o diferente, buscando não apenas atender às demandas do consumidor, mas também se antecipando às suas necessidades”, aconselha.

Desde 1962, a Killing investe em inovação

A Killing começou suas operações focando no mercado de calçados. A marca se tornou referência, oferecendo tintas e adesivos para que os empresários calçadistas tivessem os melhores resultados em seus processos de produção.

Contudo, no ano de 1972 a marca compra a Tintas Tucano, empresa que atuava no setor de tintas para o mercado moveleiro. Desde então, a Killing se tornou uma das marcas mais relevantes para o mercado de móveis.

Hoje, a empresa conta com fábricas em pontos estratégicos do continente americano. Suas operações estão divididas em três países: Brasil, Argentina e México. No Brasil, a companhia tem três fábricas, nas seguintes cidades: Novo Hamburgo (RS), Simões Filho (BA) e Curitiba (PR).

Assim, em 2015 ela se torna a maior exportadora de adesivos do país. No mesmo ano, a Killing obtém a certificação 9001 na sua unidade matriz.

(Com informações de assessoria)

Simbal confirma acerto trabalhista de R$ 2,8 milhões

Além de beneficiar a indústria moveleira de Arapongas, mais de 1,9 mil trabalhadores e ex-funcionários do Grupo serão beneficiados

Publicado em 16 de agosto de 2019 | 17:52 |Por: Júlia Magalhães

O Grupo Simbal, indústria de móveis e colchões de Arapongas (PR), confirma acerto trabalhista de R$ 2,9 milhões. Desta forma, mais de 1,9 mil trabalhadores e ex-funcionários serão beneficiados. Ademais, de acordo com o advogado do Grupo, Luís Gustavo Colanzi, todos os habilitados na recuperação judicial irão receber integralmente.

Colanzi explica que foi realizada uma Assembleia de Credores para recuperação judicial do Grupo Simbal, na última quarta-feira (14). Na ocasião, foi aprovada por margem expressiva, a liberação da quantia de R$ 2.795.000,00 (dois milhões e setecentos e noventa e cinco mil reais), para pagamento dos credores trabalhistas.

“A aprovação, que depende de homologação judicial, foi comemorada pela empresa e pelos trabalhadores.” Afinal, o acerto trabalhista trará grandes benefícios para o polo moveleiro de Arapongas e para muitas famílias.

Mostra Móveis e Congresso Moveleiro agitarão a cidade de Arapongas

Os credores decidiram suspender a assembleia por 90 dias. O advogado explica que nessa assembleia [de 14 de agosto] teve deliberação somente em relação aos créditos trabalhistas. “Os credores das outras categorias receberão através de imóveis. Por isso houve a suspensão, para aprofundar as negociações”, finaliza.

Grupo Simbal

Com quase 50 anos de atuação, a empresa encontra-se em atividades normais, se reestruturando buscando superar a crise. Esse valor agora definido, liquida integralmente a demanda trabalhista da recuperação judicial. Em junho de 2015, o grupo do setor moveleiro Simbal, entrou com um pedido de Recuperação Judicial.

Em nota divulgada pela empresa época, “o agravamento da crise no setor que registrou queda de 30% nas vendas no varejo em 2015, e os custos de produção e tributários provocaram desequilíbrio das contas do Grupo.” Portanto, foi necessária a recuperação judicial para sanar as empresas do conglomerado e preservar os cerca de 1,9 mil empregos diretos.

Indústria italiana: crise política impacta o setor de máquinas

Crise política interna contribui para os resultados negativos

Publicado em 15 de agosto de 2019 | 10:51 |Por: Everton Lima

A Guerra comercial entre Estados Unidos e China continua influenciando as atividades econômicas de todo o mundo, incluindo a indústria italiana. Dados divulgados pelo instituto de pesquisa da Itália Acimall mostram queda nas exportações. As exportações de máquinas voltadas para a indústria moveleira caíram 14,4%. O instituto comparou o segundo trimestre de 2019 com o último trimestre de 2018.

Sendo assim, essa indústria experimentou o segundo trimestre seguido de resultados negativos. As vendas para o mercado doméstico também não esboçaram reação. Entre os meses de abril e junho, esses empresários viram suas vendas despencarem 36,3%. Nos meses de janeiro até março, os industriais italianos já haviam amargado números ruins: -10,3%.

Exportações de máquinas brasileiras cai e incertezas assustam o setor

Crise política na Itália

Desde 2018, a Itália não cresce, experimentando a chamada “recessão técnica”. Isso quer dizer que no ano passado, a Itália produziu menos riquezas do que nos anos anteriores. Além do impacto doméstico, uma vez que o baixo crescimento afeta a indústria e a geração de empregos, está o fato de que esse país é a terceira economia da Zona do Euro. Portanto, o mau desempenho italiano tem impacto em todo o continente.

No entanto, a grande preocupação dos italianos neste momento é lidar com uma nova crise política. O primeiro-ministro Giuseppe Conte sofre com a oposição liderada pelo político de extrema-direita Matteo Salvini. Os opositores, que eram aliados de Conte, pedem novas eleições, alegando que isso resolveria o problema de governabilidade.

Alemanha crescendo pouco

Além das incertezas sobre o rumo da política italiana, os europeus ainda precisam lidar com o baixo crescimento da Alemanha. Depois de experimentar quase dez anos de crescimento contínuo, o país de Angela Merkel lida com as consequências causadas pelo impasse comercial entre Estados Unidos e China.

Contudo, sem exportar para os EUA, a tendência é de que os produtos chineses entrem no mercado europeu. Isso prejudicaria a indústria dos países do bloco. De acordo com dados oficiais da União Europeia, mais de 64% dos negócios realizados na Europa são feitos entre os países do bloco, incluindo a indústria italiana e alemã.

Entrevista: Irineu Munhoz fala sobre Congresso Nacional Moveleiro

De 3 a 5 de setembro, evento debate inovação e implantação de novos modelos de gestão no setor moveleiro

Publicado em 15 de agosto de 2019 | 10:10 |Por: Júlia Magalhães

Há dez anos o Congresso Nacional Moveleiro vem sendo sinônimo de inovação e espaço de conhecimento. A expectativa para a este ano não é diferente. O evento é marcado por encontros de negócios nacional e internacional, workshops, oficinas de ideias, palestras e painéis. Entre as palestras, aliás, haverá o Painel Móbile. O diretor superintendente, Carlos Bessa e Kika Fazollo, marketing da Revista Móbile, irão discorrer sobre tendências, perspectivas e soluções.

De acordo com o coordenador do evento, Irineu Munhoz, espera-se um público qualificado e focado em negócios. E não é para menos. Afinal, o mote da edição é: “Na era da transformação digital: os modelos de negócios e a inovação pelo significado na indústria moveleira”.

Munhoz explica que cenários no campo da inovação e da implantação de novos modelos de gestão exigem das empresas renovação. E, sobretudo, comprometimento com a busca de informações e experiências. Com isso, poderão ter segurança para os rumos traçados pelas empresas e profissionais. “Acreditamos que o Congresso seja um evento imperdível para empresários e profissionais que atuam em toda a cadeia moveleira.”

“O que esperar do futuro do setor moveleiro?” acontece em Bento Gonçalves

Em paralelo ao Congresso, acontece a 2ª MostraMóveis – direcionada a impulsionar vendas para o final do ano, conforme explica o coordenador. “Acreditamos que a Mostra vá potencializar negócios e ampliar resultados do setor para as vendas que se intensificam neste segundo semestre. São boas as expectativas de negócios devido também à previsão de aquecimento no varejo para as compras da Black Friday.”

Ademais, O Congresso acontece de 3 a 5 de setembro, em Arapongas (PR). As inscrições, gratuitas, já podem ser realizadas.

Confira entrevista exclusiva com Irineu Munhoz

Portal eMóbile – O Congresso Nacional Moveleiro tem como mote a transformação digital. Neste sentido, como avalia a indústria no atual cenário?
Irineu Munhoz – Os modelos de negócios entre empresas “B2B” foram pouco impactados com as transformações tecnológicas. Por outro lado, vemos que a relação B2C caminha muito mais rápido. Desta forma, a indústria precisa estar atenta a pequenos sinais que são fornecidos.

E, acima de tudo, buscar interpretá-los para não ficar fora do mercado que vem surgindo. Além disso, há uma expectativa grande com relação a movimentos como sustentabilidade. Assim como a ética e tantos mais que podem trazer novos padrões de agir entre consumidores e fabricantes.

“Constatamos que a evolução da internet e a popularização dos smartphones influenciaram a geração de novos compradores, alterando os padrões de compra do passado recente”

Como vê a evolução do varejo 4.0?
Munhoz – A inteligência artificial está cada dia mais presente em nosso cotidiano. O varejo, por sua vez, tem que estar afinado com as novas tecnologias usando-as para facilitar o seu dia a dia. E, com isso melhorar a interação com o consumidor. Não basta ter um produto de qualidade, que atenda às necessidades do cliente, o varejo tem que se relacionar eficientemente com o consumidor.

Vários painéis do Congresso vão abordar temas como a transformação digital, inovação, inteligência industrial e futuro do setor. Como avalia essas estratégias no mercado hoje? E qual a importância de o moveleiro participar de debates que envolvam esses temas?
Munhoz – A avaliação deve ser tratada por cada indústria nas suas relações de negócios pois a cada dia estamos configurando nossos negócios como sendo uma tratativa de muitos pontos a serem unidos. Por exemplo: Temos que olhar para o contexto, para as relações do homem com o ambiente, para a qualidade, para o preço e para o desempenho.

Não era assim no passado. Hoje, contudo, é imperativo que visualizemos os caminhos que o produto percorre do seu nascimento até sua morte. Por isso que a reflexão e o debate são fundamentais para que o setor construa uma ponte efetiva entre o presente e o futuro, entre a cadeia e o consumidor, entre o lucro e o resultado.

Qual a importância da transformação digital na competitividade e em um cenário de retomada de economia?
Munhoz – Criatividade e inovação são, certamente, as grandes protagonistas dos novos cenários de negócios. E não podemos negar que a transformação digital é uma excelente oportunidade de inovação, traz o cliente para mais perto, estreita o relacionamento tornando-o mais simples e menos burocrático. Em síntese, traz agilidade, portanto é uma vantagem competitiva.

Programe-se

Quando: 3 a 5 de setembro
Local: Expoara – Centro de Eventos – Arapongas (PR)
Inscrições para o Congresso: pelo App Congresso Nacional Moveleiro
Credenciamento para visitação: gratuito

Formóbile 2020 terá espaço dedicado à indústria 4.0

Visitantes poderão assistir a debates, palestras e exposições sobre o tema

Publicado em 14 de agosto de 2019 | 19:15 |Por: Everton Lima

A ForMóbile 2020 falará sobre indústria 4.0, também conhecida como “quarta revolução industrial”. Esse conceito trata do impacto que as novas tecnologias, como uso de dados, computação em nuvem, linguagens de programação, por exemplo, terão na indústria.

Ainda que muitos desses temas pareçam distantes do mercado moveleiro, é importante que os empreendedores reflitam sobre a sua aplicação na indústria nacional. Afinal, empresários de todo o mundo já entenderam a necessidade de investir nessas tecnologias.

Indústria do Futuro

Muitos passos precisam ser dados para que o conceito de indústria 4.0 comece a ser usado no dia a dia da indústria. Contudo, quanto antes os empresários começarem a fazer a lição de casa, melhor.

O estudo Indústria 2027, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) alerta que ” inovações convergentes, integradas, conectadas e inteligentes irão transformar a maneira como as empresas se organizam e os fatores-chave de sucesso competitivo. Não está assegurado que as empresas hoje relevantes em seus mercados continuarão a sê-lo ao longo dos próximos dez anos.”

Entretanto, frisa que as janelas de oportunidades para a absorção de tecnologias-chave ainda são amplas. “As soluções são flexíveis o suficiente para que sejam introduzidas de modo gradual sem que ativos fixos existentes sejam canibalizados.”

– Sua empresa está preparada para aproveitar as oportunidades da indústria 4.0? Descubra!

Especialistas do setor moveleiro e profissionais da área de tecnologia debaterão o tema na ForMóbile do ano que vem. No espaço “Indústria do Futuro”, os visitantes poderão entender, na prática, como as novas tecnologias podem ser usadas nos processos internos das empresas moveleiras. No espaço “Indústria do Futuro” os participantes poderão, não apenas assistir palestras e acompanhar debates, como também realizar perguntas aos especialistas.

O espaço “Indústria do Futuro”, aconteceu pela primeira vez na edição de 2018 da feira promovida pela Informa Markets. De acordo com a organização, foi um sucesso e, para 2020, estão preparando um conteúdo de qualidade, gratuito, a fim de que os interessados se aperfeiçoem no assunto.

Contudo, a Indústria 4.0 foi debatida pela primeira vez em 2016, na ForMóbile. Na ocasião, fornecedora de máquinas Homag, apresentou os caminhos para a manufatura avançada. Atualmente, o tema está em pauta entre as maiores associações internacionais do setor e vem recebendo investimentos dos grandes players do mercado.

A Revista Móbile também vem debatendo o assunto ao longo dos últimos anos. Dada a importância do mesmo, reunimos uma série de reportagens que saíram em nossas diversas plataformas.

Feira ForMóbile

De acordo com a organização, a expectativa é reunir mais de 600 marcas nacionais e internacionais para a edição 2020. Considerado o maior evento moveleiro da América Latina, a ForMóbile também estima receber 60 mil visitantes de 30 países. A feira acontece entre os dias 30 de junho e 3 de julho, no SP Expo, na capital paulista.

Programe-se

Data: 30 de junho a 3 de julho de 2020
Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo – SP)
Entrada: Gratuita

 

Confira 8 reportagens sobre Indústria 4.0 no setor moveleiro

Ciente do futuro da manufatura de móveis, reunimos oito reportagens produzidas ao longo dos últimos anos pela Móbile sobre Indústria 4.0 no setor moveleiro

Publicado em 14 de agosto de 2019 | 09:00 |Por: Thiago Rodrigo

A Indústria 4.0 no setor moveleiro brasileiro é uma ideia que pode estar muito distante. Por outro lado, também é um novo modelo de produção que é inevitável. Afinal, é fato que o futuro das indústrias é a quarta revolução dos processos produtivos. Ela possui conceitos que se desenvolvem a cada dia mais. Quando menos se esperar, será uma realidade em sua forma completa, fornecendo uma produção conectada e customizada de móveis

Divulgado pela primeira vez na Hannover Messe em 2011, foi projetado pelo Governo Federal Alemão. Tudo pensado para assegurar o futuro do país como local de produção com fabricação personalizada para os clientes. Isso tudo feito por meio da interligação dos componentes envolvidos com as mais modernas tecnologias de comunicação e informação.

Tecnologia de última geração para a indústria moveleira

Igualmente chamada de manufatura avançada, pode ter fábricas inteligentes com tecnologias para automação e troca de dados utilizando conceitos de sistemas físico-cibernéticos, Internet das Coisas (IoT) e dados na nuvem, entre outros. Por isso, confira a seguir oito reportagens que as publicações da Alternativa Editorial/Revista Móbile abordaram sobre a Indústria 4.0 no setor moveleiro.

Indústria 4.0 na ForMóbile 2016

Em 2016, a ForMóbile abordou pela primeira vez a Indústria 4.0 no setor moveleiro. A fornecedora de máquinas Homag, no Hotel Holiday Inn, ao lado do Pavilhão do Anhembi, apresentou os caminhos para a manufatura avançada. Na ocasião, o diretor de métodos, ferramentas e sistemas da Homag Group, Ernst Esslinger, explicou sobre a “produção conectada” da Homag e deu como exemplo a empresa Hali, da Áustria, que fabrica móveis para escritório. Leia a reportagem completa clicando neste link.

Indústria 4.0 no setor moveleiro

“Os grandes avanços na automação moderna tornaram possíveis a convergência de todos os estágios da cadeia de produção moveleira”, afirma o diretor da Ligna, Christian Pfeiffer. A declaração está na Móbile Fornecedores 271 da edição agosto/setembro de 2015 escrita pelo repórter Jorge Mariano. Primordialmente, a reportagem mostra como o conceito surgiu no que é o primeiro texto falando sobre o tema nas páginas da Revista Móbile.

Divulgação IMA

Indústria 4.0 no setor moveleiro está mais próximo do que se imagina

Indústria 4.0 no setor moveleiro está mais próximo do que se imagina

Estado de implementação da Indústria 4.0

Em resumo, interligação das máquinas, Produção personalizadas dos clientes e Peças inteligentes são alguns quesitos difundidos da Indústria 4.0 no setor moveleiro. No entanto, ainda é preciso aprimorar ou criar outros como Dados na nuvem, Sistemas físico-cibernéticos, Interfaces padronizadas e Segurança de TI. Assim sendo, entenda mais sobre isso na reportagem Manufatura avançada da Móbile Fornecedores 277, de 2016.

Desafios da manufatura avançada

Os principais obstáculos e as vantagens na introdução de processos produtivos automatizados na fabricação de móveis. Esses fatores foram apresentados na reportagem de Luis Antonio Hangai. De fato, a pesquisa Sondagem Industrial com relação a visão dos líderes industriais paranaenses mostrou três principais problemas que dificultam a aplicação da manufatura avançada. Confira eles acessando a revista Móbile Fornecedores 284.

Ligna exibe tecnologias de última geração para personalização de móveis

Os nove pilares da Indústria 4.0

A manufatura avançada, como também é chamada a Indústria 4.0, conta com nove pilares essenciais. Ou seja, são tecnologias habilitadoras para indústrias aplicarem o conceito em suas fábricas. Sobretudo, segundo relatório do Boston Consulting Group (BCG), o conjunto de tecnologias são robôs autônomos, manufatura aditiva, Internet das Coisas, segurança cibernética, simulação digital, big data, computação em nuvem, sistemas integrados e realidade aumentada. Leia sobre cada um deles na edição 286 da Móbile Fornecedores.

Indústria 4.0 na marcenaria

O futuro da marcenaria pode ser ter conceitos da Indústria 4.0. Enquanto isso, a marcenaria disruptiva também surge com potencial. Com o propósito de abordar o futuro da profissão, a Sob Medida 114, primeira deste ano, contou com reportagem sobre o assunto no especial Dia do Marceneiro. Afinal, a marcenaria caminha para uma produção conectada e a consolidação dessa transformação só pode ser chamada de Marcenaria 4.0.

Pixabay

Produção conectada e personalizada para o cliente são os principais benefícios da Indústria 4.0

Produção conectada e personalizada para o cliente são os principais benefícios da Indústria 4.0

Indústria 4.0 no Painel Moveleiro

A Ligna é a maior feira do mundo para a indústria moveleira, inegavelmente. Na reportagem “À frente de seu tempo” sobre o evento, tratamos de expor simulações de como a digitalização colabora para a integração dos processos em direção à Indústria 4.0. “A Ligna 2017 ficará como um marco na digitalização da indústria da madeira” exaltou o membro do conselho de administração Deustche Messe, Andreas Gruchow. Leia em Painel Moveleiro 19.

Pesquisa sobre Indústria 4.0 no setor moveleiro

Robôs autônomos

Eventualmente, uma das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 no setor moveleiro são os robôs autônomos. Junto a Stäubli, esmiuçamos os robôs autônomos e a implementação nas fábricas de móveis. Os robôs foram o grande facilitador da terceira revolução industrial. Entretanto, a grande diferença dos robôs na Indústria 4.0 é que eles se comunicam e interagem com os processos produtivos de toda a fábrica. Confira reportagem completa no Painel Moveleiro.

Mostra Móveis e Congresso Moveleiro agitarão a cidade de Arapongas

Em setembro, a cidade de Arapongas receberá dois importantes eventos para o setor moveleiro. Será a segunda edição da Mostra Móveis, paralela a um congresso.

Publicado em 13 de agosto de 2019 | 08:45 |Por: Everton Lima

Nos dias 3, 4 e 5 de setembro dezenas de expositores (e centenas de lojistas) participarão da segunda edição da Mostra Móveis. Evento realizado na cidade de Arapongas, no Paraná.

Patrocinada por marcas fortes do setor moveleiro, como a Sayerlack e a Berneck, essa é mais uma oportunidade para que empresários do mercado de móveis possam fazer bons negócios, aumentando a força e o faturamento de suas marcas.

A Mostra Móveis de 2018 foi um sucesso

Ainda que seja uma feira nova, a Mostra Móveis já tem resultados interessantes para mostrar. No ano passado, foram mais de 2,5 mil visitantes, mais de 70 expositores e mais de 800 lojistas. Tudo isso gerou impressionantes US$ 3,5 milhões em negócios.

Sendo assim, as expectativas com a Mostra Móveis deste ano são ainda maiores. Em 2019, serão 60 expositores que mostrarão ao público as novidades do mercado moveleiro.

“O que esperar do futuro do setor moveleiro? Acontecerá em Bento Gonçalves

Arapongas também terá o 10º Congresso Nacional Moveleiro

Especialistas, empresários e lojistas debaterão o futuro do mercado moveleiro. Visto que, paralelo à Mostra Móveis, acontece a décima edição do Congresso Nacional Moveleiro.

“Na era da transformação digital: os modelos de negócios e a inovação pelo significado na indústria moveleira” será o tema deste ano. Por isso, se você ainda tem dúvidas da relevância do mercado digital para o seu negócio, não deixe de ouvir o que grandes nomes do setor têm para dizer sobre o assunto. O evento é realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

Além das palestras e workshops, os participantes terão acesso a um “hackathon” moveleiro. Trata-se de uma maratona, na qual profissionais de tecnologia se reúnem por horas (às vezes dias) para solucionar um problema usando ferramentas digitais, como linguagens de programação e dados.

Sendo assim, essa pode ser uma ótima oportunidade aos empresários, que não têm tanta familiaridade com conceitos digitais, entenderem, na prática, como a tecnologia pode melhorar os processos de trabalho das suas marcenarias.

Ambos os eventos serão realizados na Expoara e têm custo zero para os visitantes. Informações podem ser obtidas nos sites oficiais da Mostra Móveis e do Congresso.

(com informações da assessoria)

Sindmóveis oferece treinamento sobre exportação

Instituição gaúcha oferecerá, em mais três oportunidades, aulas que ajudarão o empresário a se planejar para vender seus produtos fora do Brasil.

Publicado em 12 de agosto de 2019 | 14:12 |Por: Everton Lima

Com o objetivo de ajudar os empresários do mercado moveleiro a exportarem seus produtos, o Sindmóveis de Bento Gonçalves (RS) está realizando uma série de encontros em sua sede.

O objetivo é debater as oportunidades e desafios relacionados à exportação de móveis. Os participantes terão um treinamento completo, ministrado por especialistas em economia e com grande expertise no setor moveleiro.

O primeiro treinamento ocorreu no último dia 7 de julho, mas estão previstas outras três oportunidades para falar sobre exportação de móveis.

Sindmóveis fala sobre oportunidades e desafios

Ana Cristina Sant’anna Schneider é Mestre em Administração pela UFRGS e professora da Escola de Negócios da PUCRS. Além dela, Eduardo Trapp Santarossa, Mestre em Economia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2012) também dividirá seus conhecimentos com os participantes.

Uma vez que o empresário demonstre interesse em ter acesso aos encontros, ele aprenderá conceitos relevantes sobre comércio internacional. Todos contextualizados à realidade da indústria moveleira.

Ademais, o aluno refletirá sobre aspectos internos do seu negócio, como a capacidade produtiva da empresa, as regras que deverá obedecer para entrar em um novo mercado, os riscos dessa nova empreitada etc.

Além disso, Ana Cristina e Santarossa prometem fazer os participantes pensarem sobre a necessidade de desenvolverem uma marca forte para ter acesso a novos clientes. Portanto, questões voltadas ao marketing também serão debatidas.

“O que esperar do futuro do setor moveleiro?” acontece em Bento Gonçalves

Para participar dessa iniciativa, os interessados deverão procurar o Sindmóveis de Bento Gonçalves. Associados da instituição poderão ter acesso aos encontros pagando apenas R$ 50. Lembrando que para cada encontro é necessária uma nova inscrição.

Contudo, pessoas que não têm vínculo com o Sindmóveis também poderão assistir às aulas. Nesse caso, o valor que deverá ser pago é de R$ 90. O treinamento é ministrado presencialmente, no seguinte endereço: Rua Avelino Luiz Zat, 95 – Bairro Fenavinho – Bento Gonçalves.

 

Tom otimista com a economia marca o 29º Congresso Movergs

Palestrantes mostram que o pior da crise já passou, mas pedem cautela na hora de investir em novos produtos

Publicado em 8 de agosto de 2019 | 16:20 |Por: Everton Lima

Cerca de 400 pessoas participaram do 29º Congresso Movergs, realizado na cidade de Bento Gonçalves (RS). O evento teve como objetivo propor um debate sobre o atual momento político e econômico do Brasil. Além disso, de que forma esse cenário impacta a indústria nacional.

Participaram do congresso o jornalista Alexandre Garcia, o economista Marcelo Prado, o escritor Marcos Piangers, o empresário Júlio César Trajano Rodrigues, além do chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), André Nunes de Nunes.

Otimismo, mas com cautela

Júlio César Trajano Rodrigues, do Magazine Luiza, fez questão de demonstrar que os investimentos em sistemas digitais foram fundamentais para que a rede de varejo superasse o pior momento da crise econômica brasileira. Em 2015, as ações da empresa chegaram a custar apenas R$ 1,00.

Contudo, hoje o cenário é diferente — e tudo isso graças ao aplicativo Magalu. O app rendeu à marca mais de R$ 138 milhões de lucro líquido. As vendas pelo sistema cresceram 50% nos primeiros três meses de 2019.

Enquanto isso, as lojas tradicionais tiveram um avanço mais tímido: apenas 8% no mesmo período. Isso significa que todos os negócios devem ir para o digital? Nem sempre. O empresário ressaltou que investimentos e migrações para os ambientes digitais devem ser feitos baseados em estudos aprofundados sobre a realidade do negócio e do mercado.

O posicionamento da marca na atual comunicação

Já o economista Marcelo Prado chamou atenção para os números do setor moveleiro. Ele destacou que o Brasil ainda é um dos principais mercados desses produtos. Apenas no ano passado, esse mercado movimentou R$ 84 bilhões, de acordo com Prado.

No entanto, ele aponta que as projeções de crescimento do setor para os próximos cinco anos (2,6% ao ano) podem não ser suficientes para que o segmento recupere os níveis de produção que experimentava antes da crise. Todavia, ele não deixa de comemorar a retomada nos negócios. “Estamos começando a reinvestir na nossa indústria, os empresários estão colocando dinheiro nos seus negócios, o que é muito positivo”, afirma.

Congresso Movergs: o melhor do Brasil é o brasileiro?

Em tom de provocação, o jornalista Alexandre Garcia disse que se toda a população do Japão viesse morar no Brasil e se os brasileiros fossem viver no Japão ele teria “certeza de que em 10 anos o Brasil seria um país de primeiro mundo”.

Em sua participação no Congresso Movergs, Garcia frisou que a população deve manter o otimismo diante das mudanças na conjuntura política e econômica do país.

(Com informações da assessoria)


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