Dados do setor de móveis são divulgados pela Abimóvel

O estudo fala sobre produção, consumo e emprego, além de acordo Mercosul e União Europeia

Publicado em 9 de julho de 2019 | 18:26 |Por: Larissa Bartoski de Sena

De acordo com um estudo divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), com dados do setor de móveis, a indústria veem se destacando. Entre os destaques, como geradora de emprego. Aliás, resultados positivos também são vistos da produção moveleira. Relatório aponta alta de 6,2% em abril sobre março de 2019, um índice maior que o da indústria da transformação brasileira.

O estudo “Conjuntura e Comércio Externo do Setor de Móveis no Brasil”, realizado pelo Iemi – Inteligência de Mercado, para a Associação, traz dados dos meses de abril e maio de 2019. Desta forma, é possível traçar um panorama da evolução da indústria de mobiliário.

De acordo com a presidente da Abimóvel, Maristela Cusin Longhi, a indústria brasileira de móveis é um setor estratégico para a economia brasileira. “É caracterizada por um universo amplo de empresas, em torno de 19 mil, de diversos portes e de capital nacional”, ressalta.

dados do setor de móveis

Presidente da Abimóvel, Maristela Cusin Longhi

“O setor tem crescido e se profissionalizado a cada ano, com ações empreendidas pela Abimóvel, tanto no mercado interno como no mercado externo. Como o Projeto Brazilian Furniture, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), voltado às exportações e internacionalização da indústria de mobiliário”, assinala.

Acordo Mercosul e União Europeia

O recente acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia, em processo de ratificação, é considerado por Maristela uma oportunidade de acelerar o ingresso e a expansão da indústria brasileira de móveis no continente europeu.

Programa Indústria + Avançada ajuda empresas a entrarem na indústria 4.0

Maristela ressalta a inserção de empresas brasileiras em importantes feiras internacionais do setor. Por exemplo, o Salone del Mobile Milano, tido como um dos principais eventos de móveis e interiores. “Consideramos a participação brasileira em Milão, através do Projeto Brazilian Furniture, um grande sucesso. Foram gerados mais de 4,8 mil contatos comerciais de 90 países”, comemora a presidente.

O novo acordo, portanto, amplia ainda mais penetração no mercado estrangeiro. “Certamente, a redução de tarifas fortalecerá nossa competitividade. Já temos sido reconhecidos como uma novo polo criativo no mundo. Com valorização de nosso design, acabamento, qualidade e materiais naturais, como a madeira, couro e as rochas ornamentais. Na medida em que o acordo entre em vigor, teremos uma atuação ainda mais robusta”, sublinha a presidente.

Produção e consumo

Na produção, considerando a evolução física, houve aumento de 6,2% em abril sobre março de 2019. No referido mês, a produção de móveis em volumes foi de 34 milhões de peças. Sendo assim, o crescimento, em volumes, foi maior que o da indústria de transformação – atingiu 4,7% em abril sobre março de 2019. Em relação ao consumo aparente, o relatório aponta alta de 6,4% em abril, no comparativo com maio de 2019.  O consumo em abril foi de 32,4 milhões de peças.

Emprego

Mesmo com os desafios conjunturais do atual momento, a indústria brasileira de móveis continua se destacando como geradora de empregos para o Brasil. Em abril, o volume do emprego no setor de móveis permaneceu estável (0,0%). Entretanto, no acumulado dos últimos 12 meses, registrou crescimento de 1,8%.

Além disso, as horas trabalhadas na produção dos empregados da indústria moveleira apresentou alta. Foram 5,8% em abril sobre março de 2019. O resultado é novamente superior ao da indústria da transformação, que registrou crescimento de 2,0% nas horas trabalhadas em abril sobre março.

Comércio externo de móveis

No mês de maio, as exportações de móveis somaram US$ 56,9 milhões, em uma alta de 4,0% em relação a abril de 2019. No acumulado do ano, de janeiro a maio de 2019, as exportações de móveis somaram US$ 248,6 milhões, na comparação com igual período de 2018. Os principais países comparadores nos primeiros cinco meses do ano foram: Estados Unidos, Reino Unido, Uruguai, Chile e Peru.

Os principais estados exportadores de móveis do Brasil são Santa Catarina (41,3%), Rio Grande do Sul (29,1%) e Paraná (14,6%). Juntos, respondem por 84,8% das exportações brasileiras de móveis entre janeiro e maio de 2019.

(com informações de assessoria)


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