Espaços reduzidos: o que muda no setor moveleiro?

Comportamento das pessoas, construção civil e a relação com para o setor moveleiro se adaptar a tendência por espaços reduzidos

Publicado em 9 de outubro de 2019 | 10:24 |Por: Júlia Magalhães

É provável que você já tenha notado o aumento de empreendimento com ambientes reduzidos. De fato, não é apenas impressão sua. Esta é mais uma das mudanças de mercado que impacta diretamente no setor moveleiro.

De acordo com o Euromonitor Internacional, há expectativa de crescimento no comportamento das pessoas em optarem por famílias unipessoais. Entre 2019 e 2030, as famílias de pessoas solteiras deverão expandir para 23,4%.

Apartamentos com menos de 45 m² foram 42,6% das unidades lançadas na capital paulista em 2017 e 36,8% das vendidas, segundo o Secovi-SP. Além disso, 4 em cada 10 apartamentos novos não têm garagem, segundo Secovi-SP/2018. Ou seja, tendência que acompanha novas formas de ocupar a cidade e se deslocar. Resposta à dinâmica da chamada gig economy, ou economia compartilhada, em que os jovens trabalham de forma independente, têm filhos mais tarde e usam espaços de trabalho compartilhados (coworking).

Vale ressaltar que a capital paulista é a cidade com maior volume de população do Brasil e está entre as cidades mais populosas do mundo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).

Com base nos dados analisados em São Paulo, podemos dizer que há uma tendência crescente por moradias com metragens reduzidas. A afirmação é confirmada pelo engenheiro, Marcelo Rodacki, da Wrodacki.

“Há inclusive uma movimentação de startups nessa direção que estão investindo no conceito de coliving, oferecendo áreas de convivência mais elaboradas e com opções variadas, além de diferentes formas de contratação. Isso se dá pela busca das novas gerações por propósitos relacionados à sustentabilidade e economia colaborativa”, explica o executivo.

Espaços reduzidos: realidade em grande escala

Espaços reduzidosO comportamento do consumidor na escolha por ambientes com metragens menores, contudo, não se restringe a São Paulo. O cenário é percebido nas demais Regiões do país e do mundo. Além disso, a escolha caiu no gosto da população de forma geral: engloba todas as classes sociais.

Rodacki justifica a escolha em virtude do conceito de qualidade de vida que está mudando. “As pessoas estão buscando por experiências, posicionamento e memórias. Não é somente uma questão financeira, mas principalmente, comportamental. As novas gerações procuram por alternativas que estão de acordo com seu propósito de vida, seja na área profissional ou pessoal.”

Indústria moveleira deve se adaptar

Ambientes menores necessitam de móveis que tenham como premissa a funcionalidade. Os espaços são integrados e pedem que o mobiliário transite neste novo universo. Além de adaptáveis e versáteis. Assim, o sob medida, planejado e seriado poderão continuar ocupando seus espaços no gosto do consumido.

Outra realidade cada vez mais presente é o fato de que muitos empreendimentos têm ofertado apartamentos decorados, sobretudo, quando há oferta de projetos reduzidos. Realizar parcerias com a empresas de construção civil nestas ações pode ser alternativa interessante.

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Contudo, Rodacki aconselha o uso da tecnologia para se adequar à essa realidade. Em eventos internacionais, ele percebeu lançamentos de ferramentas como de sensoriamento 3D, processamento 3D e visualização 3D. O escaneamento a laser, explica, é poderosa para levantamento de medidas dos ambientes de forma precisa.

“O material obtido é rico em informações para estudos e criação de projetos. Otimiza a produção de móveis devido à redução de erros, retrabalhos e inferências. Oferece inclusive, material para uso em realidade virtual ou aumentada. É uma excelente alternativa para quem quer se destacar no mercado.”

Ademais, de acordo com o engenheiro, podemos esperar um aumento da aplicação de tecnologias baseada em inteligência artificial. “Novos equipamentos, como o escâner a laser, que visam a exaltação do potencial humano e a redução de trabalhos mecânicos e falhas humanas”, finaliza.


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