Indústria italiana: crise política impacta o setor de máquinas

Crise política interna contribui para os resultados negativos

Publicado em 15 de agosto de 2019 | 10:51 |Por: Everton Lima

A Guerra comercial entre Estados Unidos e China continua influenciando as atividades econômicas de todo o mundo, incluindo a indústria italiana. Dados divulgados pelo instituto de pesquisa da Itália Acimall mostram queda nas exportações. As exportações de máquinas voltadas para a indústria moveleira caíram 14,4%. O instituto comparou o segundo trimestre de 2019 com o último trimestre de 2018.

Sendo assim, essa indústria experimentou o segundo trimestre seguido de resultados negativos. As vendas para o mercado doméstico também não esboçaram reação. Entre os meses de abril e junho, esses empresários viram suas vendas despencarem 36,3%. Nos meses de janeiro até março, os industriais italianos já haviam amargado números ruins: -10,3%.

Exportações de máquinas brasileiras cai e incertezas assustam o setor

Crise política na Itália

Desde 2018, a Itália não cresce, experimentando a chamada “recessão técnica”. Isso quer dizer que no ano passado, a Itália produziu menos riquezas do que nos anos anteriores. Além do impacto doméstico, uma vez que o baixo crescimento afeta a indústria e a geração de empregos, está o fato de que esse país é a terceira economia da Zona do Euro. Portanto, o mau desempenho italiano tem impacto em todo o continente.

No entanto, a grande preocupação dos italianos neste momento é lidar com uma nova crise política. O primeiro-ministro Giuseppe Conte sofre com a oposição liderada pelo político de extrema-direita Matteo Salvini. Os opositores, que eram aliados de Conte, pedem novas eleições, alegando que isso resolveria o problema de governabilidade.

Alemanha crescendo pouco

Além das incertezas sobre o rumo da política italiana, os europeus ainda precisam lidar com o baixo crescimento da Alemanha. Depois de experimentar quase dez anos de crescimento contínuo, o país de Angela Merkel lida com as consequências causadas pelo impasse comercial entre Estados Unidos e China.

Contudo, sem exportar para os EUA, a tendência é de que os produtos chineses entrem no mercado europeu. Isso prejudicaria a indústria dos países do bloco. De acordo com dados oficiais da União Europeia, mais de 64% dos negócios realizados na Europa são feitos entre os países do bloco, incluindo a indústria italiana e alemã.


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