Intenção de compra: consumidor está mais disposto a gastar, diz estudo

Agosto teve o segundo maior índice do ano, perdendo apenas para fevereiro

Publicado em 2 de setembro de 2019 | 11:12 |Por: Everton Lima

Depois de cinco meses seguidos de queda, o índice que mede a intenção de compra por parte do consumidor voltou a subir. O indicador é calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No mês de agosto, o CNC revelou que a Intenção de Consumos das Famílias (ICF) foi de 91,4 pontos — em uma escala que vai de 0 a 200 pontos. Isso significa que as pessoas estão mais confiantes com a economia, demonstrando uma tendência de consumo maior do que a registrada nos meses anteriores.

No entanto, é importante esclarecer que o mês de fevereiro deste ano foi o momento em que o ICF apresentou números mais elevados: 98,5 pontos. A última vez que o indicador esteve acima dos 100 pontos foi há mais de quatro anos: 102,9 pontos em abril de 2015.

Estabilidade inflacionária estimula a intenção de compra

Segundo o levantamento, o consumidor tem percebido estabilidade na inflação. Isso faz com que ele se sinta mais seguro para planejar suas compras. No início deste mês, o Comitê de Política Monetário (Copom) reduziu a taxa Selic de 6,5% para 6%. Essa taxa é uma das ferramentas que o Governo utiliza para manter a inflação sob controle.

O ICF é a média de outros sete indicadores. Cada um deles analisa a segurança que o brasileiro demonstra com relação a determinado segmento de consumo ou renda. Quando o indicador está abaixo de 100 pontos, trata-se de um sinal de que o consumidor não está satisfeito com a economia. Assim, ele permanece demonstrando insegurança para gastar o seu dinheiro com o consumo de produtos.

Indústria de móveis e eletrodomésticos espera crescer até 20%

Assim, o ICF de 91,4 pontos é resultado de uma satisfação do brasileiro com relação ao seu trabalho. No quesito “emprego atual”, o ICF foi de 116,1, demonstrando que as pessoas estão seguras de que permanecerão empregadas.

Os indicadores “perspectiva profissional” e “renda atual” também ficaram acima dos 100 pontos — 103,8 e 108,8, respectivamente. Nesse caso, é possível concluir que as pessoas estão mais esperançosas com relação às suas carreiras.

Contudo, elas ainda demonstram cautela para consumir bens duráveis. Nesse caso, o ICF ficou em 62,6 pontos. Houve um crescimento de 2,4% com relação ao mês de julho. Também houve um aumento de 6% comparando com agosto de 2018. Em breve, o CNC divulgará novo índice revelando se houve variação na intenção de compra.

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