Produção industrial registrou quedas no mês de maio

Taxas negativas estão no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Publicado em 26 de julho de 2019 | 09:15 |Por: Larissa Bartoski de Sena

A produção industrial caiu em vários pontos no mês de maio, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As, em relação ao mês anterior foram no Espírito Santo (-2,2%), Rio Grande do Sul (-1,4%), Santa Catarina (-1,3%) e Minas Gerais (-1,0%). Assim como na Região Nordeste (-0,9%), Ceará (-0,9%), Mato Grosso (-0,7%) e Pernambuco (-0,6%).

Entretanto, o Pará teve a maior alta da série histórica (59,1%) com a retomada do setor extrativo. As demais taxas positivas foram no Rio de Janeiro (8,8%), Goiás (1,6%) e Amazonas (1,2%). Os estados da Bahia (1,1%), Paraná (0,7%) e São Paulo (0,1%) também tiveram crescimento.

Com o decréscimo de 0,2% da produção industrial nacional entre abril e maio de 2019, na série com ajuste sazonal, oito dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas.

Os recuos mais acentuados foram no Espírito Santo (-2,2%), Rio Grande do Sul (-1,4%), Santa Catarina (-1,3%) e Minas Gerais (-1,0%). O primeiro local marcou a segunda taxa negativa consecutiva e, desta forma, acumulou perda de 6,7% no período. O segundo, por sua vez, eliminou parte do crescimento de 3,2% registrado em março e abril de 2019. Já o terceiro, ou seja, Santa Catarina, interrompeu quatro meses seguidos de alta, período em que acumulou expansão de 4,9%. E, por fim, o último voltou a recuar após apontar ligeiro acréscimo de 0,1% em abril de 2019.

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Ademais, a Região Nordeste (-0,9%), Ceará (-0,9%), Mato Grosso (-0,7%) e Pernambuco (-0,6%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em maio de 2019.

Altas na produção industrial

No lado das altas da produção industrial, o Pará mostrou crescimento atípico de 59,1%. Assim sendo, o avanço mais elevado nesse mês e na série histórica da pesquisa. Em suma, alta foi impulsionada pela retomada da produção de importante planta produtiva no setor extrativo.

Essa expansão reverteu três meses consecutivos de queda, com perda acumulada de 38,7% no período. As demais taxas positivas foram no Rio de Janeiro (8,8%), Goiás (1,6%), Amazonas (1,2%), Bahia (1,1%), Paraná (0,7%) e São Paulo (0,1%).

produção industrial

Comparação com maio de 2018

O crescimento de 7,1% da indústria do país foi acompanhado por doze dos quinze locais pesquisados. Dois fatores influenciaram esse avanço. O efeito-calendário (maio de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior). E também a baixa base de comparação, pois em maio de 2018, a atividade industrial havia recuado 6,3%. Queda que refletiu os efeitos da paralisação dos caminhoneiros.

Os maiores avanços nessa comparação foram no Paraná (27,8%), Rio Grande do Sul (19,9%) e Santa Catarina (19,3%). No entanto, Goiás (13,9%), Pernambuco (13,6%), Bahia (12,3%), São Paulo (11,7%) e Ceará (11,4%) também registraram taxas positivas acima da média nacional (7,1%), enquanto Região Nordeste (6,6%), Mato Grosso (5,7%), Rio de Janeiro (5,1%) e Amazonas (3,0%) completaram o conjunto de locais em alta.

Acumulado do ano

Frente a igual período de 2018, a redução na produção nacional alcançou sete dos quinze locais pesquisados. Destaque para Espírito Santo (-11,8%), Pará (-6,2%) e Minas Gerais (-4,3%). Pressionados, principalmente, pelos recuos assinalados por indústrias extrativas e em celulose, papel e produtos de papel (celulose).

As maiores altas foram no Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul (8,8%) e Santa Catarina (6,1%). As outras taxas positivas foram no Ceará (3,6%), Goiás (3,2%), Pernambuco (1,5%), São Paulo (0,5%) e Bahia (0,1%).

Análise semestral

Contra igual período do ano anterior, o recuo de 0,7% no período janeiro-maio de 2019 mostrou um menor dinamismo da a indústria do país frente ao último semestre de 2018 (0,0%). Desta forma, manteve a clara perda de ritmo iniciada no segundo semestre de 2017 (4,0%).

Nove dos quinze locais pesquisados também assinalaram perda de dinamismo, com destaque para Pará, que passou de 11,0% no segundo semestre de 2018 para -6,2% no índice acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, Espírito Santo (de 2,7% para -11,8%), Minas Gerais (de -0,8% para -4,3%), Pernambuco (de 4,8% para 1,5%) e Mato Grosso (de 0,3% para -2,7%). Por outro lado, Goiás (de -5,7% para 3,2%) e Paraná (de 2,7% para 10,4%) apontaram os avanços mais acentuados entre os dois períodos.

(com informações de assessoria)


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