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63 JUNHO 2026 diferença em relação a um centro de usinagem pleno está na escala e na profundidade dessas operações, segun- do Greipel, da SCM. “Um centro de usinagem é otimizado para usinagens complexas, longas e contínuas, como a fabricação de portas com perfis trabalhados, por exemplo. Já o centro de furação com fresagem incorpora- da é ideal para quem precisa dessas operações de forma complementar, sem renunciar à agilidade e do espaço reduzido que a furadeira CNC ofere- ce”, explica. Em conclusão, os centros de furação modernos conseguem realizar ranhuras, fresagens leves e algu- mas usinagens, porém com certas limitações quando comparados a um centro de usinagem CNC completo e dotado de motores mais potentes e focados para essas operações. “Na verdade, os dois equipamentos são necessários na marcenaria moderna. O centro de furação para aumentar a produtividade de furação seriada e de montagem, e o centro de usinagem para flexibilidade e peças especiais”, destaca Giunta, da Biesse. TENDÊNCIA NAMARCENARIA Os principais fatores para o centro de usinagem ser uma tendência nas mar- cenarias hoje são: precisão, velocidade e flexibilidade. “Esses três pontos tornam os centros de furação extremamente eficientes. Além disso, o custo dessas máquinas se tornou mais acessível nos últimos anos. Com isso, marcenarias de médio porte (ou até menores) já conseguem investir nessa tecnologia, tornando-a uma tendência crescente”, assinala Büscher, da Homag. Também entregam alta produtividade e automação em um espaço compacto, características cada vez mais impor- tantes para marcenarias de todos os portes. Além de reduzirem significati- vamente o tempo de produção, essas máquinas diminuem erros manuais, padronizam processos e permitem executar diferentes operações em sequência em uma única passagem da peça. Isso gera ganho de eficiência e melhora o acabamento dos móveis. Outro ponto importante é a versatilidade. “Máquinas como a Morbidelli cx110 da SCM conseguem atender desde pequenas produções sob medida até operações seriadas com alta repetibilida- de, tornando o investimento interessante tanto para pequenas marcenarias quanto para indústrias maiores”, aponta Greipel, da SCM. Além disso, os centros de furação acompanham a evolução da in- dústria moveleira, integrando softwares, automações e conceitos da Indústria 4.0, permitindo um fluxo de produção mais inteligente, conectado e competitivo. Giunta da Biesse aponta que a tendên- cia também está ligada ao conceito de “fábrica inteligente” e Indústria 4.0, no qual todas as máquinas se comunicam com softwares de produção da casa ou de terceiros, aumentando a eficiência operacional da marcenaria. Outros fatores importantes, segundo ele, são a possibilidade de automatizar processos antes feitos em várias máquinas, facilida- de de operação mesmo para empresas menores, o retorno mais rápido do investimento, a capacidade de trabalhar em produção seriada ou em “lote 1”, o melhor aproveitamento do material, a maior padronização das peças, a diminui- ção de erros e retrabalho com a redução geral do tempo de produção. Centro de furação Flexdrill Max Giben
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