Fornecedores 360
46 FORNECEDORES SOB MEDIDA 360 MARCENARIA vertical (prateleiras altas, armários até o teto) ajuda a ganhar área sem ocupar o piso. Móveis multifuncionais podem ser bons aliados, mas pedem cautela: se forem usados com muita frequência, podem atrapalhar mais do que ajudar. Outra dica é manter um visual mais leve, evitando marcenaria até o teto sempre que possível e priorizando móveis versáteis, que se adaptam a diferentes usos. O uso de marcenaria até o teto deve ser feito com cuidado para a estética do ambiente, evitando elementos que criem a sensação de claustrofobia. Isso porque em ambien- tes pequenos, o excesso de informação pode intensificar a sensação de espaço reduzido. “Se estamos falando de um armário de portas fechadas, com estéti- ca clean e tons mais suaves, a depen- der de como está sendo solucionado o ambiente, ele pode ajudar mais do que atrapalhar, já que um dos grandes desafios de ambientes pequenos é en- contrar lugar para guardar pertences. Mas se o espaço tem circulação reduzi- da, elementos que fiquem distribuídos pelo ambiente vão comprometer ainda mais a circulação”, pondera Carolina. Alguns detalhes que passam desperce- bidos, mas fazem diferença em imóveis compactos são o espaço ao redor da cama: quando ela fica encostada na parede por falta de planejamento, arrumar o lençol e a roupa de cama vira uma tarefa mais difícil. Na cozinha, a altura do armário aéreo também merece cuidado: além de ser pensada conforme a estatura de quem mora na casa, essa peça deve ser menos profun- da que os armários inferiores, para não ficar na altura da testa de quem circula por ali. A proporção visual do mobiliá- rio é outro ponto que passa batido, de acordo com os escritórios: um móvel muito alto pode dar a sensação de que o pé direito é mais baixo do que realmente é, além de deixar o ambien- te com aparência de estar cheio. Por isso, vale sempre cuidar da composição visual do espaço como um todo. ILUMINAÇÃO E TOMADAS A recomendação da Freijó Arquitetura e Lima Vari Arquitetos é instalar interrupto- res entre 1 e 1,10 metro do chão e seguir as alturas padronizadas para tomadas baixas, médias e altas, sempre verificando o manual de cada eletrodoméstico, que costuma trazer especificações sobre posi- ção, tensão e amperagem. Um exemplo prático: emmicro-ondas de embutir, a tomada precisa ficar fora do nicho, para permitir a retirada do cabo sem retirar o equipamento. Amesma lógica vale para cooktop, forno e demais equipamentos embutidos. Mais do que a medida em si, o alinhamento entre esses elementos também é fundamental para a funciona- lidade e o acabamento visual do projeto. Nesses eletrodomésticos instalados em nichos na marcenaria, é importante não apenas considerar as dimensões de instalação solicitadas pelo fabricante como também medidas que permitam a utilização segura e confortável do equipamento. Os fornos convencio- nais e micro-ondas precisam permitir que a pessoa tenha total visão do prato quente que está sendo retirado. As circulações mínimas ao redor de bancadas, para permitir o trabalho na cozinha, o espaço mínimo diante de armários, para permitir acessar as roupas confortavelmente e a altura da mesa do home office ou das bancadas de áreas molhadas podem fazer toda diferença no dia a dia. Contudo, os profissionais da Freijó Arqui- tetura e Lima Vari Arquitetos reforçam a mesma ideia: não existe fórmula fixa, e as medidas ideais dependem de quem vai viver no espaço. “O que não muda é a importância de planejar cada detalhe, do corredor à tomada, para que a casa funcione bem no dia a dia”, definem. Cada elemento foi planejado para aproveitar melhor o espaço disponível, reunindo diferentes funções de forma organizada e prática Mariana Camargo
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