Fornecedores 362

28 FORNECEDORES SOB MEDIDA 362 Para a indústria, a discussão não se limita à meteorologia. Chuvas excessivas, alagamentos, vendavais, ondas de calor, incêndios e interrup- ções operacionais colocam à prova estruturas físicas e a qualidade das informações que uma companhia mantém sobre o próprio patrimônio. É nesse ponto que uma pergun- ta pode se transformar em uma questão de milhões: se uma fábrica sofresse um sinistro hoje, a empresa saberia exatamente quanto vale aquilo que perdeu? Nesse sentido, os eventos climáticos soam como um alerta também ao seguro patrimonial, mostrando a importância de toda indústria ter uma apólice de seguro para seus ativos industriais contra acidentes, incêndios ou eventos climáticos. De acordo com Fernando Mello, contador, empresário e CEO da Saraf Controle Patrimonial, mais importan- te do que ter a apólice de seguro é ter o capital suficiente para restaurar os ativos necessários para que a empresa possa voltar a gerar receita após o sinistro. “Quando falo capital suficiente, quero dizer que não basta apenas ter a apólice de seguros se ela não foi feita com base no valor real para reprodução dos ativos que foram perdidos no sinistro. É comum vermos casos em que ocorre o sinis- tro e quando a empresa dá entrada no seguro, o valor do prêmio é cal- culado com base em rateio e, muitas vezes, não cobre nem metade do que é preciso para restabelecer a infraestrutura necessária para voltar a operar”, aponta. Segundo ele, muitas vezes quando o sinistro acontece a empresa não consegue nem mensurar exata- mente o que ela perdeu. Um caso recente que ele conta é de uma fá- brica que sofreu um incêndio e não sabe as especificações e valores das máquinas que foram perdidas para poder adquirir outras com as mes- mas características. Para isso não ocorrer, Mello indica a execução de um inventário patrimonial, concilian- do o que sobrou fisicamente com o que está registrado no patrimô- nio. Dessa forma, consegue-se ter uma visão dos ativos registrados na contabilidade que não existem mais fisicamente. “A parte triste da histó- ria é que muitas empresas não têm uma cultura de controle patrimonial eficiente e não confia no que está registrado no patrimônio”, diz. SEGURO E INVENTÁRIO Durante anos, o patrimônio de uma indústria pode ser tratado como uma fotografia relativamente estável: máquinas, equipamentos, instalações e estruturas registrados na contabilidade e protegidos por uma apólice de seguros. O problema é que uma fábrica não permanece congelada no tempo, com equipamentos sendo substituídos, linhas de produção ampliadas, ativos mu- dando de unidade, novas tecnologias entrando na operação e investimentos milionários são incorporados. Nesses casos, a apólice nem sempre segue essemovimento namesma velocidade e, por isso, é preciso que seguro, inventário e valor real dos ativos falemamesma língua antes que um sinistro revele a diferença. “Apesar de serem três visões que apon- tampara finalidades diferentes, tratamdo mesmo patrimônio”, explica. O inventário é a evidência do que realmente existe em- presa, não somente fisicamente, mas tam- bémpermite assegurar que o valor desse patrimônio esteja registrado corretamente na contabilidade. O seguro temo objetivo de garantir a proteção do investimento feito neste patrimônio, coma segurança de que, emcaso de sinistro, será possível conseguir reconstituir o que perdeu. “Ter umcontrole patrimonial consistente, com o inventário atualizado é que vai garantir uma base confiável para avaliar o valor real dos ativos para determinar o valor do prêmio segurado”, pontua. CONTROLE PATRIMONIAL A operação real, o controle patrimonial e os valores utilizados como referên- cia para a proteção dos ativos devem estar sempre atualizados conforme as entradas de equipamentos na opera- ção. “Uma indústria é um organismo emmovimento. Compra máquinas, transfere equipamentos, desativa linhas, amplia unidades e realiza investimentos continuamente. Se o controle patrimo- nial não acompanha esse ciclo, chega ummomento em que a empresa possui uma realidade física, outra contábil e, eventualmente, uma terceira considera- da para fins de seguro”, afirma. PATRIMÔNIO Divulgação Institutos meteorológicos apontam que há mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte durante a primavera e o verão de 2026-2027

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