Fornecedores 362

30 FORNECEDORES SOB MEDIDA 362 Mello costuma falar que, na ope- ração real de uma fábrica, o ativo é vivo. “Constantemente a fábrica tem movimentações com novas aquisições e baixas nos ativos. Novas máquinas são compradas, outras dei- xam de existir. É comum em muitas empresas o controle patrimonial não acompanhar essas movimentações, o que deixa o valor contábil desatu- alizado. O erro que muitas empresas cometem é utilizar o valor registrado na contabilidade como base de cál- culo do prêmio a ser contratado. Este valor não representa mais o valor real necessário para adquirir os mesmos ativos ou reconstruir uma estrutura similar”, diz, enfatizando que essa divergência pode permanecer silen- ciosa por anos e aparecer justamente no pior momento. Um incêndio parcial, por exemplo, não destrói apenas máquinas. Pode atingir instalações, equipamen- tos auxiliares e diferentes ativos que fazem parte de uma cadeia produtiva. Um alagamento pode comprometer bens adquiridos em períodos distintos e registrados sob critérios diferentes. Quando chega o momento de dimensionar o prejuízo, ter documentação consistente sobre existência, localização, características e valores dos ativos deixa de ser uma questão administrativa. É por isso que o debate sobre seguro patrimonial começa antes da con- tratação ou renovação da apólice. Ele passa pela capacidade de uma companhia conhecer aquilo que pre- tende proteger. “Seguro não deveria ser pensado isoladamente da gestão patrimonial. Antes de discutir quan- to proteger, precisamos ter seguran- ça sobre o que existe, onde estão e quais informações sustentam aquele valor. Uma avaliação feita anos atrás pode não refletir mais uma planta que recebeu investimentos, substi- tuiu equipamentos ou passou por expansão. O patrimônio mudou. A pergunta é se a informação mudou junto com ele”, explica Fernando. O seguro patrimonial de uma indústria deve ser atualizado com as mudanças e investimentos que ocor- rem frequentemente, com o CEO da Saraf Controle Patrimonial indicando sincronizar o que acontece na evo- lução patrimonial com a cobertura de riscos. “Ficar restrito a atualizar o seguro apenas na renovação da apó- lice pode deixar descoberto novos investimentos importantes realizados neste meio tempo”, frisa. Novas linhas de produção, expansões, aqui- sições relevantes, grandes reformas, transferências de equipamentos e desativações podem alterar mate- rialmente o patrimônio ao longo do ano. “Se a empresa acabou de investir dezenas de milhões em uma nova linha de produção, não faz sentido esperar muitos meses para que essa mudança reflita no seguro da empresa”, ressalta. Se não houve nenhuma mudança material na estrutura, no mínimo se deve reavaliar os valores para atualização das apólices. PLATAFORMA A Saraf desenvolveu uma plata- forma para inventário e gestão do ativo fixo, a Central de Ativos, justamente a partir dos proble- mas que encontrou ao longo dos anos dentro das empresas. É uma plataforma web, integrada a apli- cativo para atividades de campo, criada para transformar o controle patrimonial e inventário físico em um processo contínuo de gestão. Nela, as empresas podem orga- nizar seus ativos por unidades e localizações, realizar inventários, registrar fotos e informações dos bens, acompanhar divergências, controlar movimentações e execu- tar inventários rotativos. Também é possível estruturar fluxos para solicitações e aprovações de movi- mentações, mantendo a rastreabi- lidade das alterações ocorridas ao longo do tempo. O objetivo é evitar aquele cenário muito comum em que a empre- sa realiza um grande inventário, organiza toda a base e, alguns meses depois, começa novamente a perder qualidade porque as mo- vimentações não são registradas. “Nossa visão é que a tecnologia deve manter o patrimônio organi- zado depois que o inventário ter- mina”, frisa. A Central de Ativos pode ser contratada diretamente pela empresa por meio de licencia- mento de uso da plataforma. De- pendendo da necessidade do clien- te, ela também pode fazer parte de um projeto mais amplo da Saraf envolvendo inventário físico, con- ciliação físico-contábil, avaliação patrimonial para seguros, revisão de vida útil, impairment ou gestão patrimonial continuada. “Dessa forma, conseguimos atuar tanto com organizações que precisam da tecnologia para administrar internamente seus ativos quanto com empresas que procuram uma solução completa de governança patrimonial”, conclui. PATRIMÔNIO Saraf Fernando Mello, CEO da Saraf Controle Patrimonial: “muitas empresas ainda tratam a gestão patrimonial como despesa e não como estratégia”, frisa

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