Lojista 430
42 Móbile Lojista 430 | Julho 2026 | Ano XLIV ATENDIMENTO o momento certo. O vendedor que desaparece depois da visita perde para o concorrente que ficou presente. “Clientes compram quando sentem confiança. E confiança não nasce da pressão. Nasce da credibilidade.” A recomendação boca a boca ainda move muita venda no varejo moveleiro. Um cliente bem atendido, mesmo que não compre na primeira visita, volta. E traz outros. Um cliente mal atendido, mesmo que compre, raramente retorna. Para o lojista que quer evoluir o atendimento sem grandes investimentos imediatos, Campos aponta um caminho que começa no comportamento antes de chegar à tecnologia. “Antes de investir em tecnologia, o lojista deve investir em comportamento.” O diagnóstico é preciso. Muitas lojas acumulam problemas de atendimento que nenhum software resolve. Vendedor que fala mais do que ouve, equipe sem padrão, cliente que visitou e nunca mais recebeu um contato. São lacunas que custam vendas todos os dias e que não aparecem em nenhum relatório porque a loja nem sabe que as tem. Os primeiros passos, segundo Campos, são simples: cumprimentar cada cliente com atenção genuína, fazer mais perguntas e falar menos, padronizar o atendimento da equipe, criar processos simples de acompanhamento pós-visita, registrar informações dos clientes num CRM ou mesmo numa planilha organizada, e realizar treinamentos curtos e frequentes. “Muitas lojas procuram soluções complexas quando ainda não dominam o básico. Uma equipe preparada, que escuta bem, entende as necessidades do cliente e acompanha o processo de compra, normalmente gera resultados muito maiores do que qualquer tecnologia isolada.” A transformação que o varejo moveleiro enfrenta não é a substituição do vendedor pela IA. É a elevação do padrão do que se espera dele. O consumidor que chega à loja com a pesquisa feita, os modelos comparados e o preço verificado não precisa de um vendedor que repita o que ele já sabe. Precisa de alguém que o ajude a enxergar o que a internet não mostra, a qualidade real do material, o acabamento que só se percebe de perto, o conforto que só existe quando se senta, a adequação ao estilo de vida de uma família específica. “Quem apenas repete características do produto vira um catálogo humano”, conclui Campos. “Quem ajuda o cliente a tomar uma decisão segura se torna indispensável.” Divulgação O consultor de varejo Ricardo Campos: “O vendedor deixou de ser uma fonte de informação e passou a ser um consultor de escolhas” “No final das contas, móveis e decoração não são apenas produtos. São parte da história que as pessoas querem construir dentro de casa. E quem entende isso vende muito mais” Ricardo Campos consultor de varejo
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