Lojista 431

NOSSA CAPA C r i a ç ã o R e v i s t a M ó b i l e Curvas florais, vidro reflecta e iluminação LED @thelamoveis artely.com.br Facebook: artelymoveis Instagram: artely_moveis O rack Fiori e a mesa de centro Fiori, da Artely, ilustram a capa desta edição da Móbile Lojista. Os produtos integram a coleção de lançamentos do segundo semestre da marca e traduzem a busca por um design autoral, alinhado às tendências de decoração. Inspirado nas formas delicadas de uma flor, o conjunto apresenta linhas curvas que conferem leveza e personalidade ao ambiente. O vidro reflecta é um dos principais diferenciais das peças, ao criar uma leitura contemporânea e valorizar os acabamentos. No rack, a iluminação interna em LED reforça o efeito visual e destaca o móvel na composição da sala. Desenvolvidos para compor uma sala de estar completa, eles unem design, funcionalidade e alto valor agregado, reforçando o posicionamento da Artely como especialista em complementos para sala. Para o lojista, a coleção amplia os argumentos de venda ligados a design autoral e sofisticação, com potencial para elevar o ticket médio na composição do ambiente. Os dados mostrammuito mais do que aquilo que foi vendido. Eles revelam o que deixou de ser vendido e, principalmente, o motivo. Essa mudança também altera a forma como devemos enxergar determinadas categorias. Os complementos para sala são um bom exemplo. Durante muito tempo foram tratados como itens acessórios dentro do mix. Hoje, no ambiente digital, desempenhamum papel muito maior. Mesas laterais, mesas de centro, aparadores, estantes decorativas, carrinhos de bar e objetos de apoio possuem características extremamente favoráveis ao comércio eletrônico. São produtos visualmente atrativos, despertamdesejo rapidamente, possuemmenor complexidade logística e permitem que o consumidor transforme um ambiente sem realizar uma reforma completa. Além disso, funcionam como excelentes produtos de composição. Quem compra um sofá dificilmente compra apenas um sofá. A inspiração leva à combinação. O ambiente vende o ambiente. Por isso, categorias como essas vêm ganhando relevância não apenas pelo volume de vendas, mas pela capacidade de aumentar ticket médio, ampliar margem e gerar recorrência. Omesmo raciocínio vale para a loja física. Quando o gestor conhece o comportamento digital do consumidor, ele deixa de organizar seu showroom apenas pelo histórico comercial e passa a expor aquilo que desperta interesse naquele momento. As campanhas tornam-se mais acertadas. A negociação com fornecedores ganha argumentos concretos. O desenvolvimento de novos produtos passa a ser baseado em evidências, e não apenas em percepção. Na indústria, essa transformação é igualmente importante. Fabricar deixou de ser apenas produzir bem. Tornou-se produzir aquilo que o consumidor demonstra procurar. Muitas vezes, pequenas adaptações de medida, acabamento, cor ou funcionalidade surgem muito antes nos relatórios de busca do que nas reuniões de desenvolvimento. Os fabricantes que aprendem a acompanhar esses movimentos reduzem riscos, aceleram lançamentos e aumentam a aderência do portfólio. Existe uma frase que repetimos com frequência no mercado: “o consumidor sempre tem razão”. Talvez seja hora de atualizá-la. O consumidor sempre deixa sinais. A diferença é que, no passado, esses sinais apareciam apenas depois da venda. Hoje, eles aparecemmuito antes dela. Quem continuar escolhendo seu mix apenas pelo que vendeu ontem provavelmente continuará vendendo o que sempre vendeu. Quem aprender a interpretar a intenção de compra começará a vender aquilo que o mercado ainda está descobrindo. No varejo de móveis, a próxima vantagem competitiva não estará em ter mais produtos. Estará em entender primeiro quais produtos o consumidor já começou a procurar.

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