Relembre: Rio grande e cheio no Sul
Reportagem conta histórias de pessoas e empresas de Muçum (RS) que foram atingidas pelas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul três vezes
Publicado em 1 de maio de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Maio de 2024, há exatamente dois anos, o povo brasileiro se viu diante de uma catástrofe que, por muitas vezes, acostumou-se a testemunhar apenas pela televisão em outros países do planeta. Chuvas incessantes no Rio Grande do Sul fizeram com que as águas de rios e lagos do estado provocassem enchentes em diversas áreas, inundando ruas, expulsando pessoas de suas casas e vitimando muitas vidas.
Na ocasião, a chuva começou no dia 27 de abril e não parou mais. De forma incessante seguiu por dez dias, oprimindo diversos rios, alagando municípios e destruindo o que encontrava pela frente. Quando deu um respiro, havia impactado quase 100% das cidades gaúchas, desabrigando quase 630 mil pessoas e matando 183 pessoas, segundo a Defesa Civil, com 27 ainda desaparecidas.
A maior catástrofe climática do estado, segundo o próprio governo, comoveu o Brasil e provocou uma onda de solidariedade em ajuda às pessoas e famílias desalojadas. Muitas perderam itens pessoas, roupas, eletrônicos, móveis, casas e o terreno onde viviam.
Após os primeiros alagamentos em Canoas, Novo Hamburgo e Porto Alegre, com a cheia do lago Guaíba, as enchentes chegaram à Região Sul do estado, em cidades como Pelotas e Rio Grande. O rios Gravataí, Sinos, Jacuí, Pardo, Caí e Taquari transbordaram.
No leito deste último rio está a cidade de Muçum, onde estão localizadas três indústrias moveleiras: Ozini, Decibal e Cubica. Elas viram 80% da zona urbana do município ser destruída. Em 2024, segundo o censo do IBGE, a cidade contava com 4694 habitantes.
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