Acimall divulga resultados de vendas de máquinas italianas em 2025
Balanço preliminar de 2025 da tecnologia da madeira e do móvel sobre vendas de máquinas italianas é divulgado pela Acimall com registro de queda
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Em 2025, o mercado de máquinas e tecnologias para madeira e materiais derivados da madeira atingiu um valor de produção de 2,168 bilhões de euros, uma queda de 10,4% em relação a 2024. As vendas de máquinas italianas no mercado interno totalizaram 710 milhões de euros (-2% em relação ao ano anterior); as exportações diminuíram (1,458 bilhão de euros, -13,9%) e as importações aumentaram (240 milhões de euros, +5,3%). O consumo aparente manteve-se em 950 milhões de euros, praticamente estável (-0,3%) em relação aos 953 milhões de euros de 2024, enquanto a balança comercial ficou em 1,218 bilhão de euros, registrando uma redução de 16,9% em comparação com os doze meses anteriores.
Esses são os números processados pelo Escritório de Estudos da Acimall, associação membro da Confindustria que representa os fabricantes italianos de máquinas, equipamentos e ferramentas para a indústria de processamento de madeira e móveis. Esses dados preliminares devem ser avaliados no contexto de um período afetado pelos impactos da pandemia: enquanto 2020, o “ano da Covid”, atingiu 1,848 bilhão de euros, com uma redução de 18,4% em relação a 2019, os anos seguintes registraram uma forte recuperação: 2,530 bilhões em 2021 (+37%), 2,646 bilhões em 2022 e 2,650 bilhões em 2023, um recorde histórico para o setor.
O aumento expressivo de encomendas impulsionou a indústria por três anos, sustentando um nível de investimento sem precedentes que resultou em uma renovação profunda e abrangente do parque de máquinas. Assim, inevitavelmente, os anos seguintes “voltaram ao normal”: 2024 fechou com um valor de produção de 2,420 bilhões de euros (8,7% a menos que o recorde de 2023) e 2025, como vimos, confirmou essa tendência.
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“A onda excepcional de investimentos dos últimos anos só poderia provocar uma inversão de tendência na temporada atual”, diz Dario Corbetta, diretor da Acimall. “Infelizmente, essa redução, que eu consideraria natural, foi combinada com outros fatores negativos para o nosso setor, principalmente o ‘desaparecimento’ de alguns mercados (Rússia, Bielorrússia e, em parte, Ucrânia) pelos motivos que todos nós, infelizmente, conhecemos. Enquanto isso, a produção chinesa praticamente dominou todo o continente asiático e se aproximou da América do Sul, onde os fornecimentos italianos e europeus ainda mantêm suas posições. Nosso setor continua obtendo sucesso na América do Norte e na Europa e olha com crescente atenção para a África, que permanece o grande desafio do futuro”, avalia.
“Nesse cenário, o mercado italiano continua sendo um destino fundamental, atingindo um valor próximo a um bilhão de euros, o que o torna uma das regiões mais importantes nos fluxos globais de tecnologias para a madeira”, acrescentou Corbetta.
“Nossos contatos constantes com empresas do setor mostram sinais positivos, confirmados pela pequena queda nos valores de referência em comparação com o total (de 725 milhões em 2024 para 710 milhões em 2025). Esses sinais continuarão em 2026, como resultado dos novos incentivos para máquinas ‘fabricadas na Itália’ e ‘fabricadas na Europa’ introduzidos pelo governo italiano”. Essa tendência – conclui Dario Corbetta, diretor da Acimall – terá um impacto direto na Xylexpo, a feira de tecnologia para madeira e mobiliário, que acontecerá de 9 a 12 de junho e reafirmará seu papel como principal vitrine da tecnologia italiana e internacional.







