Na vitrine: racks, homes, painéis e estantes
Ambientes integrados, avanço estrutural das telas maiores e o ano de Copa do Mundo reforçam racks, homes, painéis e estantes como categoria estratégica no mix do varejo
Publicado em 18 de junho de 2026 | 07:55 |Por: Julia Magalhães

A sala de estar voltou ao centro da casa – e, com ela, os móveis que organizam, acomodam eletrônicos e ajudam a definir a atmosfera do ambiente. Racks, homes, painéis e estantes deixaram de cumprir apenas a função de suporte para a TV e passaram a responder a uma dinâmica mais complexa, que envolve integração de espaços, multifuncionalidade e valorização da área social.
No varejo, a categoria ganha relevância justamente por dialogar com essas transformações. Ambientes menores e mais conectados exigem soluções proporcionais, com melhor aproveitamento de circulação e organização inteligente. Ao mesmo tempo, 2026 traz um componente conjuntural importante: ano de Copa do Mundo costuma impulsionar a troca por televisores maiores, movimento que abre uma janela concreta para a renovação do entorno da TV.
A substituição da tela frequentemente vem acompanhada da busca por racks, homes, painéis e estantes compatíveis com novos tamanhos, mais capacidade de suporte e melhor organização de aparelhos. Trata-se de uma oportunidade direta para a categoria, que pode ampliar ticket médio ao combinar móvel principal e módulos complementares no mesmo projeto.
Os indicadores de mercado reforçam esse movimento. A NielsenIQ projeta crescimento entre 15% e 20% nas vendas de televisores no Brasil em 2026 em função da Copa, enquanto pesquisas apontam que cerca de 30% dos brasileiros pretendem adquirir uma Smart TV antes do torneio. Para o lojista de móveis, o dado mais estratégico está no comportamento de consumo dentro de casa.
Segundo a Worldpanel by Numerator, em pesquisa com mais de dois mil entrevistas realizadas entre fevereiro e março, 90% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos da Copa de 2026 em casa. Cerca de 57% afirmam que irão acompanhar as partidas com amigos ou familiares – entre as mulheres, o índice chega a 71%. O ambiente doméstico se consolida, portanto, como palco central de convivência e entretenimento, ampliando a relevância de soluções que organizem, acomodem equipamentos e valorizem o espaço social.
Nesse cenário, design e funcionalidade caminham juntos. Nichos multifuncionais, portas com amortecimento, módulos de apoio, soluções para organização de cabos e estruturas reforçadas tornam-se diferenciais competitivos no ponto de venda. Mais do que estética, o consumidor busca fluidez visual, praticidade no uso cotidiano e produtos que se integrem ao restante da decoração sem gerar excesso de informação.
A combinação de materiais também influencia diretamente a percepção de valor. Madeira, vidro e metal aparecem em composições que equilibram leveza e robustez, enquanto acabamentos neutros dividem espaço com tonalidades amadeiradas e contrastes contemporâneos. O desenho precisa ser atual, mas, sobretudo, versátil – capaz de dialogar com diferentes perfis de consumo e realidades regionais.
Por trás dessas soluções, os bastidores de desenvolvimento revelam um trabalho que vai além da criação estética. Fabricantes equilibram critérios técnicos, viabilidade logística, durabilidade, facilidade de montagem e controle de custos para entregar produtos competitivos. A regionalização do consumo também entra na equação: medidas, configurações e cores variam conforme hábitos e preferências locais, exigindo leitura atenta de mercado.
Sustentabilidade e inovação completam o conjunto de atributos que fortalecem a categoria. Processos produtivos mais eficientes, materiais de maior resistência e tecnologias que ampliam a vida útil das peças agregam valor e reforçam o posicionamento das marcas junto ao varejo.
Na vitrine: marcas Top
O segmento de Racks e Estantes integra a categoria Fabricantes de Móveis desde a criação do Prêmio Top Móbile, em 2006. Nos primeiros anos, Colorado, Província e Germai dividiram o protagonismo e marcaram o início da trajetória da categoria dentro da premiação.
Entre 2007 e 2017, a então categoria Fabricantes de Móveis de Decoração ampliou o recorte competitivo e trouxe destaque recorrente para Sier, que liderou diversas edições, além de nomes como Rudnick, Artesano, Universum, Dalla Costa e Herval. Paralelamente, racks e estantes mantiveram forte alternância no topo dentro de Fabricantes de Móveis, com Província, Colibri, Bechara e DJ Móveis figurando entre as posições de destaque.
A partir da década de 2010, DJ Móveis passou a consolidar presença frequente nas primeiras colocações, dividindo protagonismo com Província e, posteriormente, com Linea, Bechara e HB Móveis. Em 2018, a criação do segmento Home Theater e Painéis para TV ampliou novamente o escopo da categoria e refletiu a crescente importância do entorno da tela no mix do varejo.
Nos anos mais recentes, a liderança recorrente de DJ Móveis em racks e estantes convive com a alternância de marcas como Valdemóveis, Linea, Bechara e Dalla Costa no segmento de home theaters e painéis. A combinação entre permanência e renovação ao longo das edições evidencia a competitividade da categoria e reforça sua relevância estratégica para o mercado moveleiro.
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