Móveis Lopas: design que vira argumento de venda

Em 41 anos, a Móveis Lopas reforça a aposta em modelos certos e em suporte ao lojista para elevar fechamento e ticket

Publicado em 26 de junho de 2026 | 08:41 |Por: Julia Magalhães

Em 2026, a Móveis Lopas completa 41 anos com um desafio conhecido do varejo: permanecer entre as marcas lembradas na categoria de dormitórios em um cenário de consumo mais racional, imóveis menores e busca crescente por funcionalidade. Na leitura da empresa, o caminho passa por combinar design e competitividade com decisões de produto ancoradas em uso real, detalhes de acabamento e previsibilidade de entrega.

Nesta entrevista, o gerente de comunicação, marketing e produto da empresa, Wellington Bernardes, explica como linhas como a Loop, com cantos arredondados, e soluções multifuncionais como Esthela e Bliss dialogam com novas demandas do morar. Ele também detalha a orientação de mix para o lojista, o papel do suporte no ponto de venda e como a estrutura integrada do Grupo Lopas se traduz em vantagem prática no dia a dia da loja.

Móbile Lojista | A Lopas completa, em 2026, 41 anos de atuação. O que está sendo feito hoje, em produto e estratégia?

Wellington Bernardes | Hoje trabalhamos muito focados em unir design, funcionalidade, competitividade e leitura de mercado. O objetivo é manter a Lopas relevante para o lojista e desejada pelo consumidor, sempre evoluindo em produto, experiência e serviço.

Lojista | Os cantos arredondados aparecem como elementos de design na Loop. De onde veio essa escolha e o que ela muda na percepção do consumidor na loja?

Bernardes | A Loop mostrou que o lojista vende melhor quando consegue expor o ambiente completo e transmitir conceitos. A principal recomendação é trabalhar composição e ambientação, porque isso aumenta a percepção de valor e acelera a decisão de compra. Os cantos arredondados vieram da busca por um design mais leve, acolhedor e contemporâneo. Isso muda muito a percepção no ponto de venda, trazendo sensação de conforto e sofisticação. Desde o lançamento, evoluímos principalmente em acabamentos, detalhes e percepção de produto.

Lojista | Qual é a lógica por trás do desenvolvimento de dormitórios completos: facilitar a compra do ambiente, aumentar ticket do lojista, reduzir indecisão do consumidor ou proteger margem? O que pesa mais hoje?

Bernardes | Hoje o maior peso está em facilitar a decisão de compra do consumidor e aumentar o potencial de venda do lojista. Quando o ambiente já nasce pensado de forma completa, o ticket cresce naturalmente e a venda fica mais fluida.

Lojista | A Esthela e o Bliss são multifuncionais com proposta própria. O que eles resolvem para o consumidor e o que representam para o lojista?

Bernardes | Esthela e Bliss nasceram para atender novos comportamentos de consumo, principalmente espaços menores e necessidade de multifuncionalidade. Para o lojista, eles funcionam tanto como complemento de venda quanto como porta de entrada para novos públicos. O consumidor ficou mais racional e seletivo. Isso aumentou a busca por produtos multifuncionais, melhor aproveitamento de espaço e móveis com maior valor percebido.

Lojista | Qual mudança foi mais clara na compra de dormitórios no último ano e como isso mexeu no sortimento e no desenvolvimento do produto?

Bernardes | Hoje detalhes como acabamento, ergonomia, puxadores, divisão interna e sensação tátil fazem muita diferença. O vendedor precisa traduzir isso de forma simples, mostrando praticidade, conforto e experiência de uso no dia a dia.

Lojista | O que mudou no comportamento do consumidor de móveis na leitura de vocês nos últimos meses? E o que vocês enxergam como tendência para os próximos meses?

Bernardes | O consumidor está mais atento à funcionalidade, estética e experiência. A tendência forte é de dormitórios mais acolhedores, com design leve, formas orgânicas e soluções inteligentes para espaços compactos.

Wellington Bernardes, gerente de comunicação, marketing e produto da Lopas, detalha como detalhes de acabamento e exposição ajudam a decidir a compra no PDV | Crédito: Divulgação

Lojista | O que define uma linha certa para o lojista?

Bernardes | A linha certa é a que consegue equilibrar giro, margem e facilidade de exposição. Hoje o lojista busca produtos acertados, com boa aceitação no ponto de venda e capacidade de gerar resultado de forma consistente.

Lojista | Qual é a orientação de mix para o varejo: profundidade em poucos modelos ou variedade maior?

Bernardes | Acreditamos mais em profundidade estratégica em modelos certos do que excesso de variedade. O varejo precisa de produtos acertados e com boa sustentação comercial.

Lojista | Na visão de vocês, o histórico de reconhecimento da empresa no Top Móbile?

Bernardes | Esse reconhecimento é resultado de consistência. Produto, relacionamento, distribuição, suporte comercial e presença nacional trabalham juntos para fortalecer a lembrança da marca.

Lojista | O Grupo Lopas reúne fábrica, CasaRégia, Easy House, Pica-Pau e transportadora própria. Onde essa estrutura vira vantagem concreta para o lojista?

Bernardes | Nossa estrutura integrada gera mais agilidade, controle logístico, nível de serviço e proximidade com o cliente. Isso impacta diretamente no prazo, atendimento e confiabilidade para o lojista.

Lojista | Que suporte a Lopas entrega para ajudar o lojista a vender mais? Vocês medem o resultado desse suporte?

Bernardes | Entregamos suporte comercial, conteúdo digital, treinamento, ambientação e apoio de marketing. Hoje medimos muito o retorno através de giro, ativação de produtos e performance dos clientes.

Lojista | Juros altos, imóveis menores e consumidor mais seletivo já pressionam o setor. Como isso apareceu no mix da Lopas: tamanhos, categorias, faixas de preço?

Bernardes | O cenário trouxe maior busca por produtos inteligentes, multifuncionais e com melhor relação entre valor percebido e preço. Espaços menores e consumo mais racional influenciaram diretamente nosso desenvolvimento de mix.

Lojista | Por fim, o que o lojista pode esperar de novidade da Lopas nos próximos meses?

Bernardes | O lojista pode esperar continuidade em inovação, fortalecimento do suporte comercial e produtos cada vez mais conectados ao comportamento real do consumidor e às necessidades do varejo.

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