Reformas e infraestrutura impulsionam tintas e vernizes no 2º semestre

Para Montana Química, setor de tintas e vernizes aposta em produtos de maior desempenho para sustentar o crescimento

Publicado em 8 de setembro de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

A indústria brasileira de tintas e vernizes deve manter o ritmo de crescimento no segundo semestre de 2026. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) projeta expansão próxima de 2% neste ano, impulsionada principalmente pelas reformas residenciais, pela manutenção de imóveis e pelos investimentos em infraestrutura. A projeção acompanha um ano importante para o setor. Em 2025, o mercado brasileiro ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 2 bilhões de litros de tintas comercializadas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O resultado confirma a força da cadeia mesmo em um ambiente de custos elevados e juros ainda altos.

Para a Montana Química, fabricante especializada em preservação, proteção e acabamento para madeira, esse cenário reflete um consumidor mais criterioso e um mercado que valoriza desempenho, durabilidade e menor custo de manutenção ao longo da vida útil das edificações. Antes da compra, é cada vez mais comum que profissionais e consumidores pesquisem características técnicas, comparem avaliações e busquem informações em diferentes canais. Sendo assim, fatores como rendimento, resistência às intempéries, facilidade de aplicação e atributos relacionados à sustentabilidade passaram a ter peso crescente na decisão de compra, reduzindo a influência do preço como único critério de escolha.

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“O mercado amadureceu. Hoje, o consumidor entende que a escolha de uma tinta ou de um verniz vai muito além da aparência. Durabilidade, proteção e menor necessidade de manutenção passaram a pesar na decisão de compra porque representa economia ao longo da vida útil da madeira e das construções. Essa mudança cria espaço para produtos de maior tecnologia e desempenho”, afirma Elaine Guedes, diretora comercial da Montana Química.

A construção civil continua contribuindo para esse cenário. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que o setor segue impulsionado pelas obras de infraestrutura, pelos programas habitacionais e pela recuperação gradual do mercado imobiliário ao criar, entre janeiro e abril deste ano, mais de 143 mil empregos formais.

Ao mesmo tempo, a indústria convive com desafios que seguem pressionando a rentabilidade. Oscilações nos preços das matérias-primas, energia e transporte continuam afetando os custos de produção, enquanto as exigências ambientais e regulatórias exigem investimentos constantes em tecnologia e desenvolvimento de produtos. Segundo Elaine, o desafio das empresas deixou de ser apenas produzir mais: “Hoje, competir significa entregar um produto que dure mais, exija menos manutenção e ofereça desempenho consistente. Quem consegue reunir esses atributos ganha espaço no mercado, mesmo em um cenário de custos elevados”, reitera a executiva.

Para a Montana Química, essa mudança favorece empresas que investem em tecnologia e inovação para aumentar a vida útil dos acabamentos e reduzir a necessidade de manutenção da madeira. A tendência acompanha uma demanda cada vez maior por soluções que ofereçam melhor desempenho ao longo do tempo, tanto em obras novas quanto na conservação de edificações já existentes.

Montana

Elaine Guedes

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