Projeções e Cenários

É sempre importante estarmos atentos

Publicado em 15 de janeiro de 2021 | 16:53

Não importa qual é o ano e nem o que aconteceu ao longo dele, tem uma coisa que se repete no último trimestre ao longo de toda uma vida: o desenvolvimento do planejamento estratégico. Um momento de sentar com os principais stakeholders do negócio e projetar o futuro de curto, médio e longo prazo, avaliando diversos cenários possíveis, alguns otimistas e outros nem tanto.

Por mais que sejamos extremamente honestos em nossas projeções – apartidários e isentos de ego – jamais conseguiríamos prever esta montanha-russa que foi 2020, um ano que iniciou com grandes projeções otimistas, foi apavorante e rapidamente fechado, teve uma retomada vertical que perdeu força na falta de matéria-prima. UAU, que ano!

Alguns gestores conseguiram prever diversas destas mudanças e conseguiram antecipar mudanças de rota e até mesmo aproveitar a oscilação do mercado, outros tiveram que tomar decisões com muita rapidez correndo grandes riscos e diversos acabaram sendo engolidos pela situação. A grande pergunta que fica é: Qual a diferença entre estes grupos?

Quando pequeno lembro do meu pai, que dedicou sua vida a agricultura, ouvir diariamente uma rádio Argentina em horários específicos. Ao perguntar a ele o porque ele respondia que estava observando o clima argentino pois, 2 dias depois ele se repetiria aqui no RS. Um agricultor, semianalfabeto com projeções diárias do seu negócio, preparado para tomar decisões com 48hs de antecedência em busca do melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, que maravilha.

A rádio argentina, o ano de 2020 e as incertezas do corona vírus, todos estes eventos nos apresentam a ressignificação de algumas palavras:

1. Projeção: É muito importante projetar o futuro de curto, médio e longo prazo, baseados nos eventos passados e nas perspectivas futuras. Podemos projetar para 1, 2, 5 anos ou até mais, desde que nossas projeções sejam sólidas e cuidadosamente estudadas.

2. Cenário: Precisamos aprender com o passado para tomar cuidado com o futuro, precisamos avaliar cenários não apenas com desejo, mas com experiência e ouvindo aqueles que já passaram por diversas destas situações. Precisamos ouvir os pessimistas também, pois quanto maior a potência, maior a necessidade de um sistema de freio compatível.

3. Estratégia: Muito mais que uma palavra a ser rasgada em reuniões, ela tem o fundamento da avaliação e acomodação das peças nas suas melhores posições. A estratégia vai muito além do ataque ou da defesa, ele tem a ver com os passos de transição entre as posições de cada peça sem sacrifícios desnecessários.

Esta ressignificação é importante quando todos estes fatores são somados ao tempo que, muito além de um cronometro em disparada, nos fazem perceber que um ano pode ser muito tempo para uma nova tomada de decisão, ou seja, o planejamento estratégico precisa ser revisado constantemente assim como nossas projeções, cenários e estratégias.

O senso de urgência de diversos administradores, torna-os diferentes. A percepção de que uma mudança – quando necessária – precisa ser imediata é o que mantém empresas em crescimentos e negócios em expansão ao redor de todo o mundo. Não estamos falando de magia, milagre os bolas de cristal que leem o futuro mas de pessoas que estão sempre atentas ao que está acontecendo ao seu redor e utilizando estas informações em benefício de seus negócios.

Somos esmagados pelo excesso de regras, mesmo sabendo que algumas precisam ser revisadas. Somos sufocados por gestões engessadas, deixando de lado a atualização de alguns conceitos. Esperamos ansiosos pelo momento certo de realizar novos planos, mesmo sabendo que o momento certo jamais chegará. Ficamos nervosos com a pressão na tomada de algumas decisões que acabamos de respirar, mas a grande verdade é que a segurança não nos permite olhar para fora do padrão, não nos permite OUSAR.

Se tiver uma lição para se tirar de tudo isso que passamos em 2020, com certeza é de que em toda analise SWOT, a imprevisibilidade dos fatores externos podem ser cruciais para o seu sucesso, sendo assim, precisamos sintonizar a radio argentina diariamente, para não sermos pegos de surpresa.

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Luis Henrique Roman

é consultor na área de Gestão Empresarial e Vendas com mais de 15 anos de experiência no mercado moveleiro. Realizou treinamentos em 22 estados brasileiros e capacitou mais de quatro mil profissionais

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