Qual o senso de urgência em uma crise?

A colunista Andrea Krause avalia quais os rumos que as empresas podem tomar para enfrentar os períodos de crise ou de baixa demanda

Publicado em 21 de julho de 2020 | 10:13

Há uma enorme pressão sobre a direção ou rumo que as empresas precisam focar para enfrentar os períodos de crise ou de baixa demanda.

Para direcionar as mudanças, os donos de empresas são obrigados a escolher entre criar soluções urgentes, imediatistas ou pouco duradouras.

O responsável por integrar a equipe para criar ideias ou soluções na crise, ou reunir opiniões sobre as mudanças que farão sentido, tem a chance de fazer escolhas muito distintas. Por isso o sentido de urgência traz algumas reflexões: posso fazer diferente? Posso pensar em rever meus critérios? Isso afeta as minhas oportunidades? Como medir os impactos da minha decisão? Será que resolvendo esse problema, ou um outro aparecerá? Como posso ser mais assertivo?

Desenvolver uma nova maneira de pensar o problema transforma o resultado de uma empresa. Mas é preciso, na urgência, ser mais adaptável, rápido e entender os verdadeiros papéis da equipe. As ideias nem sempre nascem rapidamente, e muitas pessoas podem apresentar um bloqueio da criatividade. É nessa hora que as empresas precisam buscar especialistas que tragam algum tipo de contribuição para a sua dor.

Um exemplo de ferramenta de métodos e processos que pode ajudar as empresas a solucionar problemas e direcionar caminhos mais criativos é o Design Thinking, processo que utiliza o pensamento do design como abordagem principal e coloca o ser humano como centro das discussões, criando soluções com as pessoas, e não para as pessoas, perguntado: O que? Porque? E Como?

Apoiados nos pilares da empatia, colaboração e experimentação, questionam comportamentos para criar soluções para um problema gerado, sem crise. No Design Thinking há uma visão multidisciplinar, seu caráter colaborativo permite a participação das pessoas para pensar em soluções desconectadas com a urgência, permitindo rever valores e desmistificar antigas crenças.

Outro método é a espiral de aprendizagem criativa, já que ideias não nascem tão rapidamente, mas acontecem depois de ciclos, o motor do pensamento criativo. Na visão do autor, o pensamento passa por 5 estágios: imaginar, criar, brincar, refletir e novamente imaginar, por quantas vezes forem necessárias, e esse ciclo permite cultivar a criatividade nas pessoas, ajudando a tornarem-se pensadores criativos, em pares, com um jeito de pensar, com divertimento, fazendo algo que mais gostamos, as nossas paixões e propósitos.

Essa transformação no comportamento das pessoas, para empreitadas mais criativas, constrói novas estratégias e muda as necessidades, ensina a escutar ideias novas, e repensar os processos internos nas empresas.

Ambas as ferramentas valorizam a empatia,  capacidade de ver o mundo através dos olhos de outras pessoas, suas opiniões e necessidades , com profunda compreensão dos problemas, através dos seus pensamentos e das suas motivações . A empatia é o inicio do estágio do Design Thinking, com as fases seguintes em Definir, Idealizar, Prototipar e Testar. Assim é possível resolver urgências, e comunicar bem o seu negócio, de forma criativa e colaborativa.

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Andrea Krause

Designer e especialista em comportamento de consumo, formada em Desenho Industrial pela FAAP, com Mestrado pela FAUUSP. Com mais de duas décadas de experiência no desenvolvimento de materiais para o setor moveleiro e de construção civil. Atua como consultora de marketing, ministra cursos e palestras sobre Tendências. Estuda macrotendências do morar e formação de gosto, especialista do tema “Cor”.

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