Últimos meses

Sabemos da importância de avaliar o passado para construir o futuro ou até mesmo para resgatar processos, porém as reflexões nos traziam tempos passados (anos) e não dias ou meses como agora

Publicado em 25 de maio de 2021 | 15:32

Pronto para dar continuidade ao desenvolvimento de um material de treinamento de um dos meus mais importantes clientes, iniciei minha frase com: nos últimos anos. Percebi, porém, que a sequência daquilo que seria escrito não tinha nada a ver com anos mas sim com dias ou no máximo meses, o que me fez também perceber o quanto perdemos a noção de tempo e até mesmo de cronologia dos fatos.

Ultimamente (penso ser a palavra mais adequada) a cada nova matéria lida, a cada nova palestra assistida e na verdade em cada reflexão que fazemos, sempre nos deparamos com a utilização de tempo, a diferença é que esta relação está cada vez mais curta, principalmente para quem trabalha com vendas. Sabemos da importância de avaliar o passado para construir o futuro ou até mesmo para resgatar processos, ações e porque não técnicas que podem favorecer nossos resultados, porém, as reflexões nos traziam tempos passados (anos) e não dias ou meses como agora.

E dia 21 de março recebi uma pesquisa que tratava hábitos de consumo dos clientes nesta nova fase de fechamento de mercado (iniciado também em março) o qual me deixou boquiaberto, pois teria sido realizado em um curtíssimo espaço de tempo o que não permitiria fazer uma relação de presente ou futuro com o passado, afinal de contas o “passado” tinha menos de 30 dias. Neste momento, percebi o quanto as transformações têm se tornado mais frequentes e também percebi que reaprender é uma tarefa diária, realmente diária.

Reaprender é uma opção, não uma obrigação, afinal de contas para que haja a entrada é necessário sempre termos suficientes saídas, isso faz parte do processo de seleção natural das coisas. Certa vez ouvi que nos tornamos velhos; o que não significa obsoletos, mas sim experientes e até mesmo grandes professores. O que nos torna descartáveis ou dispensáveis é o fato de mantermos nossas convicções – ultrapassadas – sem a capacidade de acompanhar as mudanças do tempo e reinventarmos processos.

Imagine uma empresa que tinha 100% de seu negócio no ambiente físico e há um ano teve que fazer uma mudança e migrar para o Últimos meses mercado digital com uma fração de tempo curta. Quando começou a entender o funcionamento do ambiente digital o varejo reabriu, então retornou suas atividades para a “loja” agradecendo aos céus por voltar à sua tradição de negócio – sem pensar no comportamento do cliente –, mas que em pouco tempo acabou tendo suas portas fechadas novamente e desperdiçou um ano de aprendizado por achar que tudo voltaria a ser como antes.

E aquela loja de móveis planejados que entendia ser impossível a apresentação de projetos de forma não presencial mas precisou mudar seu conceito e passou a oferecer tal serviço por conta da mudança de cenário. Esta mesma loja, após a reabertura do varejo físico, não mais ofereceu tal serviço pois entendeu que aquilo era passageiro, sendo assim não qualificou seu time de vendas para este cenário que a poucos dias atrás foi retomado.

São diversos exemplos que nos provam que as mudanças têm sido cada vez mais frequentes e que precisamos de uma resiliência cada vez maior para mudar de acordo com as necessidades do momento. Precisamos entender que não mandamos no tempo e que, mesmo não concordando com algumas atitudes do mercado, somos obrigados a responder prontamente aos ajustes repentinos unindo nossas lideranças e liderados para que mantenham-se enxergando o copo meio cheio sempre. Mesmo que não seja uma tarefa fácil e para a qual nós mesmos não estejamos preparados, mas sabemos que é necessária e pode se tornar um verdadeiro diferencial sobre a concorrência.

Assim como o processo de vendas que não sofreu mudança de etapas e processos mas sim mudou a importância de cada um deles, o mercado físico não acabou, porém a percepção do cliente tem sofrido constantes ajustes de rota e precisamos nos adequar a isso. Precisamos REAPRENDER, fazendo avaliações passadas e principalmente um planejamento futuro sobre tudo isso, afinal de contas permitimos certas liberdades para nossos clientes e não podemos simplesmente tirá-las achando que depois de toda a facilidade ofertada tudo voltará a ser como era.

E onde entra o tempo em tudo isso? O tempo entra no aprendizado constante e na importância de não procrastinar. O tempo torna-se um aliado daqueles que entendem que porta fechada não significa férias remuneradas. O tempo bem aproveitado com pesquisas, leituras e palestras é um grande parceiro da mudança de resultados daqueles que não o desperdiçam com o excesso de inutilidades.

Gosto de pensar que o processo de vendas é uma receita culinária, onde os processos são comuns às receitas, porém a mudança de ingredientes e até mesmo de recursos faz com que o tempo utilizando em cada uma das etapas também mude para que o objetivo final seja alcançado, sem falar que assim como a culinária, a venda depende muito de carinho, atenção, empatia, amor e um desejo forte de satisfação após o elogio do outro.

Com um mercado cada vez mais dinâmico e uma exigência de adaptação cada vez maior, a aplicação errada do tempo pode nos afastar muito dos nossos objetivos, mas não pense que o tempo seja necessário apenas para estudos e aprendizado, a final de contas a saúde da mente está em permitir satisfazer todas as nossas necessidades, inclusive as sociais.

#naduvidaouse!

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Luis Henrique Roman

é consultor na área de Gestão Empresarial e Vendas com mais de 15 anos de experiência no mercado moveleiro. Realizou treinamentos em 22 estados brasileiros e capacitou mais de quatro mil profissionais

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