Cores do ano 2027: Iquine escolhe Caroá e Jatobá
As cores do ano 2027 da Iquine partem dos biomas brasileiros e integram três paletas orientadas pelo Maximalismo Curado
Publicado em 14 de setembro de 2026 | 13:45 |Por: Julia Magalhães

As Cores do Ano 2027 da Tintas Iquine são Caroá, um verde suave e caloroso, e Jatobá, um verde escuro e profundo. A escolha resulta de um estudo realizado em parceria com o escritório inglês Studio Justine Fox, consultoria que relaciona psicologia das cores, comportamento, arquitetura e cultura em processos voltados à antecipação de tendências globais.
Para 2027, a fabricante também define o Maximalismo Curado como pilar estético. Traduzido como “um exagero organizado”, o conceito acompanha, segundo a empresa, aspirações contemporâneas ligadas à expressão pessoal e à autenticidade nos espaços.
A definição de duas cores busca representar a pluralidade brasileira por meio de tonalidades inspiradas na natureza do País. Ao mesmo tempo, a proposta estabelece uma relação entre contraste e complementaridade.
“O Brasil é vasto e rico demais para ser traduzido em uma única cor. Escolhemos duas tonalidades porque acreditamos na força dos contrastes e na harmonia da nossa diversidade”, explica o diretor comercial e de marketing da Tintas Iquine, Leonardo Vasconcelos.
“A nossa intenção é convidar o público a se reconectar com as suas raízes e levar para dentro de casa uma atmosfera viva, acolhedora e cheia de história”, complementa.
Cores do ano 2027
As referências para Caroá e Jatobá estão nos biomas brasileiros. De acordo com a Iquine, as duas tonalidades estabelecem um diálogo em torno da resiliência, relacionando a capacidade de florescer em condições áridas à força de raízes profundas.
O Caroá é inspirado na planta de mesmo nome, espécie nativa da Caatinga. Adaptada ao solo seco e ao sol intenso do semiárido, a planta também possui uma relação histórica com o artesanato. Sua fibra é utilizada na confecção de artefatos e redes de pesca.
A partir dessa referência, a Iquine chegou a um verde suave e caloroso. Na leitura desenvolvida pela empresa, o Caroá simboliza características relacionadas à singularidade e à engenhosidade brasileiras.
O Jatobá, por sua vez, é um verde escuro e profundo. Sua referência natural está presente na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica. A tonalidade é associada pela fabricante ao enraizamento seguro, à força natural e ao acolhimento. Além disso, a empresa apresenta o Jatobá como uma resposta de conforto à crise global de solidão, propondo uma base repousante e acolhedora para os espaços contemporâneos.
A complementaridade entre os dois verdes também está relacionada ao Maximalismo Curado. Nesse conceito, a abundância é acompanhada pela curadoria dos elementos utilizados na composição.

Divulgação Tintas Iquine
Paletas complementares
Além de Caroá e Jatobá, a pesquisa apresenta três paletas complementares. As composições foram estruturadas com sugestões de proporções para harmonizar as tonalidades nos ambientes.
A primeira é Pedra e Brisa, inspirada em paisagens florestais costeiras. A proposta busca clareza e calma mineral para criar um espaço cognitivo livre de desordem visual. A cartela reúne o azul de Parecis, o cinza-esverdeado de Tororó, a névoa profunda de Galena e a tonalidade clara de Marujada.

Divulgação Tintas Iquine
Já Terra e Traço têm como referência o modernismo tropical. Nesse caso, a proposta parte da solidez da terra e reúne tons terrosos, quentes e profundos. A paleta representa a tradução cromática mais expressiva do Maximalismo Curado entre as propostas apresentadas. Fazem parte da composição o amarelo luminoso de Manga, o tom quente de Cravo e as tonalidades de argila de Caipora e Jaqueira.
Por fim, Canto e Calor busca traduzir a energia cultural brasileira, com referências que vão do forró ao samba. A combinação trabalha vibração e contrastes ativos por meio do rosa de Açucena, do vermelho profundo de Forró e do azul-turquesa de Praia do Francês.

Divulgação Tintas Iquine







