Resumo do segundo dia da Movelpar Conference 2021

Inovação, sustentabilidade e crescimento focado no lucro são recomendações para o setor moveleiro

Publicado em 27 de janeiro de 2021 | 08:45 |Por: Cleide de Paula

O segundo dia da Movelpar Conference 2021 (e último), evento digital que iniciou as ações da Movelpar neste ano, trouxe números e análises sobre o setor moveleiro, comportamento do varejo e tendências para que as indústrias e lojistas do segmento entendam as estratégias de crescimento necessárias para o avanço no mercado. Os efeitos da pandemia de Covid-19 e as incertezas para o término da crise sanitária precisam ainda ser considerados mesmo em um cenário de ações de tentativas de retomada da economia.

Resumo do primeiro dia da Movelpar Conference 2021

No segundo dia da Movelpar Conference, Marcelo Prado, diretor do IEMI – Inteligência de Mercado, enfatizou as perdas do setor moveleiro em relação ao consumo em 2020 sobre 2019, mas ressaltou o crescimento do e-commerce e as perspectivas de avanço com as mudanças no perfil do consumidor e a valorização de atributos ligados aos móveis como sustentabilidade ambiental e inovação. “A disputa de preços no mercado será acirrada e esse é o grande desafio das empresas hoje que precisam aumentar o valor percebido dos produtos, investir em inovação, diferenciação e comunicação, expandindo a demanda existente para novos mercados e qualificando a oferta de produtos para os atuais clientes”, afirmou.

Em relação às tendências de consumo, Prado ressaltou pontos de atenção que são ativos para o investimento do setor moveleiro com foco no comportamento do consumidor que privilegia hoje o home office, ambientes pequenos, multifuncionalidade, customização, e-commerce, logística reversa, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social.

Izabela Camargo segundo dia Movelpar ConferenceEntre os desafios, a dica é escalonar a competição de custos do mobiliário, aumentar volumes e preços dos produtos, estimular valor percebido pelo consumidor, construir diferenciais próprios das marcas e competir em todas as faixas de preço, além de investir para ser encontrado pelos consumidores, com diversificação dos canais de venda. “Para sobreviver as empresas vão precisar crescer a taxas superiores no mercado e terão que ter o crescimento centrado no lucro, o que vai depender da inovação para o alcance da longevidade dos produtos”, salientou.

Ainda no segundo dia da Movelpar Conference, o economista Carlos Alberto Braga fez uma análise dos efeitos da crise de saúde pública mundial e os seus reflexos na economia do mundo e do Brasil. Segundo ele, o nível de incerteza global já vinha se estendendo com os acidentes de clima, decisões geopolíticas e questões ligadas às políticas comerciais globais. “A pandemia de Covid-19 só aumentou a ansiedade dos mercados e o grau de incerteza sobre quando a crise vai terminar, prolongando as consequências do momento atual e futuro. Temos vários cenários de riscos e oportunidades e será fundamental identificar variáveis e traduzir as análises em diferentes impactos. Nesse contexto, o papel da liderança empresarial será significativo. A capacidade dos líderes de fazer com que os times se comportem de forma estratégica, focados em produtividade e diferenciação, é a aposta para a retomada do crescimento da economia”, ressaltou.

Inovação

Izabela Camargo segundo dia Movelpar ConferenceA inovação e os processos de transformação da vida foram os focos da palestra de Camila Farani, também no segundo dia da Movelpar Conference. Ela é investidora de 40 startups no Brasil que integram um amplo ecossistema e impactam mais de 3 mil famílias no país. “O meu propósito é transformar a vida das pessoas pela inovação e pelo empreendedorismo, ajudando a transformar o ambiente de negócios e de educação no Brasil”, afirmou.

Camila destacou os seis tipos de inovação que as empresas devem prestar atenção para investir e se sobressaírem no mercado, entre elas a inovação incremental (melhorias contínuas), inovação de produto (sucessivas melhorias de acordo com o comportamento do consumidor), inovação de processo (implementação de uma nova melhoria de produção ou método de entrega), inovação de serviço (serviço novo ou melhorado) e inovação disruptiva (inovações que descolam empresas estabelecidas). “A pergunta é: Qual o próximo ciclo que pode destruir meu negócio? ”, provocou.

Entre as tendências da inovação, Camila destacou as plataformas digitais, a inteligência artificial, a indústria 4.0, a economia colaborativa, as experiências imersivas e a internet das coisas. “A minha dica para as empresas se destacarem na inovação é dedicar 70% do tempo para as coisas mais importantes a fazer, 30% para o que somente você pode fazer e 10% para aprender sobre inovação. Equipes colaborativas, mente aberta, cultura de inovação e foco em solução é o que trará aprendizagem contínua com foco em novas tecnologias e novas experiências para o consumidor”, salientou. (com informações da Assessoria de Imprensa)


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