Arauco realiza investimento de bilhões em Projeto Sucuriú
Arauco que venceu pela primeira vez o prêmio Top Móbile, investe em nova fábrica de celulose em pequena cidade do Mato Grosso do Sul
Publicado em 1 de setembro de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Um dos maiores conglomerados industriais no mercado global nos setores de celulose, produtos de madeira, reservas florestais e bioenergia, o grupo chileno Arauco está realizando o investimento de US$ 4,6 bilhões (aproximadamente US$ 24 bilhões) dedicados à construção da primeira fábrica de celulose da companhia no Brasil, tornando-se a maior do mundo construída em etapa única.
A marca mais lembrada do Prêmio Top Móbile na categoria “Painéis de Madeira”, pela primeira vez em 21 anos de realização da premiação, está construindo sua fábrica no Mato Grosso do Sul (MS), no município de Inocência, a 337 Km de Campo Grande, capital do Estado, em uma área de 3,5 mil hectares a 50 km do centro da cidade e ao lado do Rio Sucuriú.
Denominado Projeto Sucuriú, é o maior investimento da história da Arauco, empresa com atuação nos setores de celulose, produtos de madeira, reservas florestais e bioenergia. Também representa uma transformação da cidade de menos de 10 mil habitantes, igualmente da região, do Estado do Mato Grosso do Sul e do Brasil.
A nova fábrica terá a capacidade de produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de mercado por ano e a previsão de início das operações é até o final de 2027. Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
– Empresa conta como se tornou carbono neutro
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do início da operação, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas áreas Industrial, Florestal e Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Todo o maquinário do Projeto Sucuriú contará com tecnologia da indústria 4.0, com controles de processos e simuladores para treinamentos operacionais e com a integração de soluções de conectividade, do processamento da madeira até o controle de qualidade da celulose, o que trará segurança e otimização para a operação e contribuirá para excelência na eficiência do uso de recursos.
A unidade industrial de celulose vai operar produzindo energia em larga escala e em um ciclo fechado (completo), com capacidade de geração superior a 400 megawatts (MW) e aproximadamente 200 MW destinados à demanda de consumo interno. O excedente, suficiente para abastecer uma cidade com mais de 800 mil habitantes, será fornecido ao sistema de comercialização de energia elétrica nacional.
Atualmente, 60% das obras do Projeto Sucuriú estão concluídas e os principais equipamentos para produção de celulose já começaram a ser instalados. A fase de terraplenagem ocorreu em maio de 2025 e exatamente um ano depois teve início a montagem eletromecânica. O empreendimento terá ferrovia própria, com 26 locomotivas e 721 vagões, entregues em março deste ano.
Em maio também ocorreu a instalação do balão da caldeira de recuperação, sendo o equipamento mais pesado da fábrica, com mais de 300 toneladas, instalado na maior caldeira de recuperação do mundo. Sendo o “coração” da fábrica, é responsável pela geração de energia elétrica renovável que alimentará a fábrica e terá seu excedente distribuído para o Sistema Nacional. O que “sobrar” de energia elétrica será suficiente para abastecer uma cidade do porte de Campo Grande (MS). Espera-se que a fábrica entre em operação no primeiro trimestre de 2028. Atualmente, a empresa opera no setor de celulose no Chile, Argentina e Uruguai.







