Biesse renova máquinas de showroom em evento
Biesse apresenta tecnologias em máquinas para madeira e vidro e promove palestra sobre inteligência artificial para a gestão das empresas
Publicado em 10 de abril de 2026 | 18:00 |Por: Thiago Rodrigo

Nos dias 9 e 10 de abril, a fabricante italiana de máquinas e equipamentos para os setores de madeira, vidro, pedra e compósitos, Biesse, promoveu a primeira edição Material Days no Brasil. A ação na sede da Biesse em Curitiba (PR), contou com demonstrações técnicas de dez máquinas, além da conversa com especialistas sobre aplicações e performance, além de possibilidades para diferentes modelos de negócio do setor moveleiro e de vidro.
Entre as máquinas em demonstração no showroom, estão as coladeiras de borda Rover Edge Go e Stream Edge Up, dois centros de usinagem Rover Multi Go e mais o centro de usinagem Rover Multi Up, a lixadeira Rover Fin Up, o sistema de estoque Winstore X3, além das máquinas para o setor de vidro Intermac Multi Go, Multi Up, Edge Go e Cut Go. O evento marcou a renovação do showroom sendo totalmente atualizado, que integra diversas soluções e reforça o compromisso da Biesse com a evolução contínua e a excelência tecnológica, além de nova divisão de produtos em três categorias: Go, Up e Pro – leia mais na edição 356 da Móbile Fornecedores.
Inteligência artificial nas empresas
Estruturado para estimular a troca de conhecimento entre profissionais do setor, contou com palestra sobre Inteligência Artificial aplicada à gestão empresarial. Com o título “IA Generativa: a nova ferramenta do líder empresarial”, Luiz Bagattini, mentor de empresas, mostrou como a inteligência artificial pode apoiar líderes na organização de informações, na comunicação e na tomada de decisões no ambiente corporativo.
Segundo Bagattini, o conhecimento deixou de ser centralizado em bibliotecas, para ser acessível com a internet e, atualmente, o conhecimento está disponível de maneira simples através do diálogo. “Consigo ter o conhecimento que preciso através do diálogo. É um momento de virada ou não é? É uma oportunidade ou não”, questionou e justificou dizendo que é porque o ser humano criou algo que pensa como a gente. “A IA (Inteligência Artificial) é programada por humanos, mas tem a liberdade do diálogo. O conhecimento está falando com a gente. A gente pergunta e ele responde. Antes, a gente pesquisava e conforme a resposta era dada, a gente a interpretava”, iniciou.

Palestra realizada no primeiro dia de evento contou com mais de 40 pessoas presentes
Isso traz, segundo ele, um ponto de inflexão, uma mudança de rota nas pessoas e empresas proporcionado pela explosão do conhecimento. “A maneira que vivemos diariamente não pode ser o mesmo em termos de conhecimento, pois existe uma maneira mais fácil e rápida de fazer aquilo e quem faz isso sai na frente. Temos ao nosso lado muitas informações. Temos de analisar como vamos navegar com tanta informação. Meu desafio com vocês é entenderem que ela não é uma ferramenta que vocês tem de buscar, mas uma escolha que tem de fazer”, destacou Bagattini.
O mentor levantou para os empresários presentes se eles querem ser passageiros ou capitães nesse novo mundo de inteligência artificial. A diferença que o passageiro não vai se esforçar e estudar, mas o capitão sim, vai entender e aplicar no negócio. “Em muitas coisas nós somos passageiros, e a causa e efeito está ligado a isso, o que vamos ser causa e o que vamos ser efeito”, apontou.
IA generativa
Entre as inteligências artificiais, há dois tipos, a generativa e a operacional. Ias como o ChatGPT, Gemini, Copilot e outros, utilizam a linguagem chamada de generativa, que é a IA do qual o mentor destacou em sua fala como foco da palestra, diferente da IA operacional.
“A IA generativa será cada vez mais usada porque temos de pensar em diversas frentes ao mesmo tempo. A operacional é o braço da empresa para trabalhos repetitivos e substitui tarefas, não o pensamento. Já a IA cognitiva é o cérebro da empresa. É para cada um de nós, temos uma biblioteca instantânea que responde nossas dúvidas. Com isso, só não evolui quem não quer. Vocês como líderes têm a missão de passar esse recado para seus funcionários”, salientou.
Essa mudança que estamos vivendo, segundo Bagattini, não tem custo a não ser que seja muito usada e, principalmente, é generativa por gerar novas informações, como texto, desenho, música. “O uso diário da IA significa que a sociedade está entendendo que isso faz a diferença. O Brasil está no top-3 de quem mais usa o ChatGPT, atrás de Estados Unidos e Índia, com quase um terço do uso”, disse.
Assim sendo, o empresário pode utilizar a IA como copiloto, já que as pessoas devem fazer uso delas como mentora para dar dicas e ideias, sendo um parceiro intelectual que ajuda no negócio. “A administração dos negócios não será mais a mesma. É só aprender a usar isso. Isso é uma habilidade prática e a IA ajuda a pensar melhor antes de agir. Temos uma tecnologia na palma da mão, gratuita, que nos ajuda a pensar melhor”, frisou.
Bagattini também salientou que isso a IA cognitiva não tira pessoas do mercado de trabalho, mas as desenvolve. Ao contrário da IA operacional que as troca por máquinas. “A IA não é a causa, a causa é sua decisão de agir. A transformação é o CPF dentro do CNPJ”, disse e concluiu: “Não uso a IA para decidir por mim, mas para me ajudar a pensar melhor”.







