Identidade, versatilidade e tendências em tecidos para móveis
Fornecedoras de tecidos para móveis destacam tendências e soluções para o móvel, bem como fabricantes de revestimentos sintéticos compartilham
Publicado em 21 de maio de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

O tecido é um elemento essencial para comunicar o posicionamento de um móvel, bem como a escolha do mesmo é fundamental para definir a identidade do mobiliário. Para isso, acompanhar pesquisas de forma constante é fundamental para acertar no melhor tecido para determinada peça. A grande macrotendência em tecidos é a busca pelo conforto, tanto no toque quanto no visual.
Desse modo, texturas como o bouclé, por exemplo, ganharam muito espaço por seu apelo sensorial e estético. Ao mesmo tempo, tecidos que simulam o linho e outras fibras naturais continuam sendo muito procurados por sua estética atemporal e versátil. “De forma geral, tecidos com texturas suaves e fáceis de combinar permanecem como uma escolha consistente no mercado, pois atendem a uma ampla variedade de estilos de decoração”, aponta Renato Jesus, diretor comercial da J. Serrano.
Ricardo Fatio, gerente de mercado da Döhler, também aponta que texturas de linho e aparência de natural se consolidaram como os favoritos do mercado e vêm se mantendo estáveis. Já tecidos com efeito mais fofo, como os bouclés e mesmo o tweed, também ganharam espaço. “Ambos funcionam superbem para sofás, poltronas de aproximação e cadeiras em cores neutras. São coringas dentro de uma casa, sendo escolhas certeiras e que, com certeza, irão encantar um público vasto”, declara.
Esta tendência global em torno das cores neutras e das texturas naturais, que trazem sensação de conforto e elegância, é igualmente observado pela Fiama. Além disso, Caio Gonzaga, coordenador de exportação da empresa, pontua que nos mercados do América Central e Caribe cresce o interesse por tecidos outdoor com alta resistência à luz solar e à umidade, algo essencial para o clima tropical. Já na América do Norte, há uma busca maior por jacquards estruturados e tecidos com aspecto artesanal, que reforçam a ideia de aconchego e autenticidade. Mais ao sul do continente, em países como Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai, as fibras naturais de linho, em seu aspecto mais clássico, são muito valorizadas.
Conclui-se então que o cenário atual confirma que o toque e a textura são protagonistas na escolha dos tecidos. Enquanto o veludo mantém seu posto de clássico contemporâneo, trazendo luxo e aconchego para sofás e poltronas. O bouclé, com sua superfície encorpada e volumosa, segue como símbolo de modernidade e acolhimento, muito associado a peças de design orgânico.
O chenille ressurge com força, especialmente após o destaque no Salão do Móvel de Milão, conquistando espaço por sua maciez, brilho discreto e versatilidade, adequado tanto para ambientes sofisticados quanto despojados. Já o jacquard reafirma sua relevância pela riqueza de padrões e pelo toque refinado. Com jogos de relevo, ele é a escolha ideal para quem busca elegância e resistência no mesmo artigo, aplicando-se a estofados de destaque.
Na cartela de cores, a tendência é clara, segundo Manuella Donati Madeira, supervisora de marketing da CKS Brasil: “tons naturais e terrosos como o terracota aquecem os ambientes, enquanto verdes e azuis esmaecidos evocam serenidade e conexão com a natureza. Essa paleta, combinada a texturas sofisticadas, traduz o desejo por espaços mais humanos, acolhedores e alinhados ao bem-estar contemporâneo”. Leia nas próximas páginas o que cada uma destas empresas oferecem em tecidos para o mobiliário, bem como o que Cipatex, York e Romplas destacam em revestimentos sintéticos para móveis.
Continue lendo a reportagem na edição 352 da Móbile Fornecedores








