Produção de móveis em 2023 termina com leve queda

Segundo IBGE, produção de móveis em 2023 registra queda de 1,3% em comparação ao desempenho de 2022

Publicado em 5 de fevereiro de 2024 | 09:40 |Por: Thiago Rodrigo

A produção de móveis em 2023 registrou queda de 1,3% em relação a 2022. A leve queda na produção no comparativo demonstra um desempenho melhor em relação a 2022, quando a produção caiu 16,2% contraposto ao ótimo desempenho de 2021. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Produção de móveis em dezembro

A produção de móveis em dezembro de 2023, comparado a novembro de 2023, cresceu apenas 0,2%. Em relação a dezembro de 2022, o setor moveleiro registrou queda de 3,8%. Na média móvel trimestral, a produção de móveis obteve crescimento de 1,3%, mostrando o melhor desempenho no último trimestre do ano.

Indústria geral

Em dezembro de 2023, a produção industrial nacional cresceu 1,1% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Em relação a dezembro de 2022, a indústria avançou 1,0%, após quatro meses de crescimento nesta comparação: novembro (0,7%), outubro (0,2%), setembro (0,2%) e agosto (0,4%) de 2023.

A média móvel trimestral em dezembro foi de 0,7%. Em 2023, a indústria acumulou variação de 0,2%, depois de acumular queda de 0,7% em 2022. No quarto trimestre de 2023, ante o mesmo período do ano anterior, a indústria acumulou alta de 1,1%.

Ao avançar 1,1% em dezembro de 2023, frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, o setor industrial marcou o quinto mês consecutivo de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 2,5%. No resultado desse mês, verifica-se comportamento positivo de perfil disseminado, uma vez que três das quatro grandes categorias econômicas e 14 das 25 atividades industriais pesquisadas tiveram crescimento.

Com esses resultados recentes, a produção industrial ultrapassa o patamar pré-pandemia (0,7% acima de fevereiro de 2020); mas ainda se encontra 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Ainda na série com ajuste sazonal, no índice de média móvel trimestral, com o ganho de ritmo verificado nos últimos meses, o total da indústria, em dezembro de 2023, intensificou a trajetória ascendente iniciada em fevereiro de 2023.

Análise da indústria

No indicador acumulado no ano, o setor acumulou variação positiva de 0,2% em 2023. Em 2022, havia fechado com queda de 0,7%. Macedo destaca que, no fechamento do ano de 2023, permaneceu a característica de predomínio de atividades industriais no campo negativo, uma vez que somente nove dos 25 ramos mostraram crescimento na produção.

Os destaques positivos foram registrados por indústrias extrativas, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis e produtos alimentícios. Já entre as atividades com indicadores negativos destacam-se veículos automotores, produtos químicos, máquinas e equipamentos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.

“Quando avaliamos o ano de 2023, observamos dois períodos distintos. O primeiro semestre foi marcado por um comportamento predominantemente negativo da indústria geral, com uma queda de 0,3% no período. Já no segundo semestre, há, claramente, uma melhora de ritmo na produção industrial, resultando num crescimento de 0,5%. Isso também fica muito visível quando observamos o indicador mês contra mês imediatamente anterior, com cinco meses de taxas positivas consecutivas, culminando com a expansão de 1,1% em dezembro. Com isso, o acumulado do ano, que ficou negativo uma boa parte de 2023, passou para o campo positivo, fechando o ano com variação positiva de 0,2%”, analisa Macedo.

Brazilian Furniture no Imm Cologne

Ele observa que o resultado da indústria geral em 2023 foi puxado pelas indústrias extrativas – cujo crescimento é sustentado tanto pela extração de petróleo quanto de minérios de ferro. Já indústria de transformação, que tem a maior parte dos ramos industriais no campo negativo, teve um comportamento de menor intensidade e fechou o ano com um recuo de 1,0%, queda mais intensa do que a verificada em 2022, quando havia recuado 0,4%.

Macedo explica que os resultados da indústria em 2023 estão sendo impactados pela gradual melhora dos indicadores macroeconômicos e de emprego e renda. “Esse avanço recente da produção industrial pode ser explicado pelo comportamento positivo do mercado de trabalho, com redução na taxa de desocupação e aumento na massa de rendimentos; e por uma inflação em patamares mais controlados, especialmente no segmento de produtos alimentícios. Vale destacar também a contribuição positiva das exportações, especialmente no que se refere às commodities. Também se observa, ao longo do ano, o início da flexibilização na política monetária com a redução na taxa de juros. São fatores importantes para se entender o movimento recente da indústria para o campo positivo. Mas vale a ressalva que é um resultado muito próximo da estabilidade”, ressalta Macedo.

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