Projeto Brazilian Furniture lança estudo ‘Do Brasil para o Mundo’

Estudo “Do Brasil para o Mundo” apresenta consolidado da produção, consumo doméstico e comércio externo de móveis e colchões nacionais

Publicado em 8 de novembro de 2021 | 11:00 |Por: Thiago Rodrigo

Conectadas por meio do Projeto Setorial Brazilian Furniture, de incremento à competitividade e à internacionalização da indústria e do design de móveis brasileiro, a Abimóvel – Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário e a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos acabam de lançar a edição 2021 do estudo “Do Brasil para o Mundo”.

Desenvolvido pelo Iemi – Inteligência de Mercado, o estudo reúne informações e resultados consolidados do setor no período de 2015 a 2020, com exclusividade para as indústrias associadas ao Projeto Brazilian Furniture, trazendo um panorama da produção doméstica e do comércio exterior com base em dados estatísticos de fontes oficiais e de referência.

As análises e os comentários inseridos conferem ao material propriedades necessárias de uma ferramenta de apoio à gestão e ao planejamento das empresas brasileiras do setor moveleiro interessadas na promoção de suas exportações.

Produção de móveis no Brasil

Falando especificamente do consolidado de 2020 na comparação com 2019, dado mais recente, a produção de móveis e colchões no País apresentou retração de cerca de 1,5% em volume. O que, frente aos efeitos negativos da pandemia sobre a produção e o comércio na primeira metade do ano passado, confirma uma retomada significativa da indústria e do varejo do setor no segundo semestre. Em valores nominais, ainda, foi observada uma expansão de 2,2% no último ano, quando verificada a variação em reais (R$), sem descontar a inflação.

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Quando analisado o período do estudo como um todo, de 2015 até 2020, porém, a produção apresentou queda mais acentuada, cerca de 6,9%, marcada pela forte crise econômica brasileira ocorrida nos anos de 2015 e 2016. Ainda assim, no período de seis anos foi possível inferir um aumento de aproximadamente 21,2% no valor da produção, também em reais e sem descontar a inflação.

Quem produz móveis no Brasil

A indústria moveleira está presente em todas as regiões do País, mas com grande concentração no Sul e no Sudeste, com as empresas e os empregos estando distribuídos em 11 polos produtores localizados nestas regiões.

Por meio das análises levantadas a partir do estudo é possível afirmar que apesar dos ciclos econômicos e flutuações macroeconômicas, essas empresas continuam a demonstrar resiliência, mas agora buscando maior eficiência a partir da adoção de processos produtivos mais enxutos para que consigam sobreviver.

Produção de móveis cai

É importante apontar, porém, que apesar da adaptabilidade desses negócios, o número de empresas moveleiras no Brasil apresentou uma queda de 2,5% entre 2019 e 2020, e o número do pessoal ocupado também recuou 1,5% no último ano. Em número de unidades produtivas ativas no setor, pode ser verificado que tal retração foi contínua ao longo dos anos, caindo 12,3% entre 2015 e 2020.

No total, considerando-se as cinco regiões do País, o número de empresas ativas na indústria de móveis e colchões nacional em 2020 foi de 18,1 mil empresas. A produção do setor foi de 431,6 milhões de peças, gerando, assim, uma receita bruta de R$ 71,5 bilhões.

Consumo interno e externo

Quando falamos no consumo interno, o chamado consumo doméstico aparente, este sofreu uma redução de 2,1% no último ano, quando verificado o número de peças. Enquanto em valores (US$), a variação foi negativa em aproximadamente 22,3% entre 2019 e 2020, em função, sobretudo, da desvalorização do real (R$).

Se considerarmos os valores ofertados ao mercado pelos produtores locais e pelos importadores, excluídas as exportações, chegaremos a um consumo interno de móveis de aproximadamente 424 milhões de peças em 2020. Em valores esse consumo foi de cerca de US$ 13 bilhões, a preços de fábrica/atacado (sem o markup do varejo). Mais uma vez, demonstrando uma reação surpreendente ao relembrarmos o desempenho do setor no terceiro trimestre do ano, devido às restrições físicas e econômicas relacionadas à pandemia de Covid-19.

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Do total de peças produzidas, 3,9% são destinadas à exportação. Embora o Brasil seja o sexto maior produtor mundial no setor, o País ocupa, no entanto, a 27ª posição no ranking dos maiores exportadores globais na área, com participação de 0,5% no comércio internacional.

Esse panorama é considerado abaixo do seu real potencial, com campo considerável para o crescimento da participação dos móveis e colchões brasileiros no mercado global. Questão explorada com afinco no conteúdo do estudo, inclusive pontuando-se caminhos e possibilidades para o incremento da competitividade internacional de nossa indústria e design.


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