Resistência e adaptabilidade em abrasivos
Norton e Sia Abrasivos contam soluções, inovações e composição com o maquinário em abrasivos e lixas para a indústria moveleira
Publicado em 12 de maio de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Na indústria moveleira, o lixamento é uma das etapas mais críticas da produção. Justamente por isso, os abrasivos se tornaram peças-chave para garantir eficiência e qualidade no resultado. Para isso, as soluções mais demandadas pelas indústrias moveleiras são lixas em cinta larga, com costados geralmente em papel ou tecido. Essas cintas de tecido são utilizadas para calibração das chapas e as de papel são usadas nas peças utilizadas na fabricação dos móveis, geralmente usando grãos mais finos para acabamento mais liso. Além desses produtos, também são utilizados discos com velcro para lixamento manual em lixadeiras roto-orbitais e folhas de lixa para ajustes manuais.
Dividido por processos, nos iniciais, quando o objetivo é o corte e o desbaste de superfícies em MDF, MDP ou madeira maciça, ganham espaço os abrasivos de alto poder de remoção, capazes de lidar com grandes volumes de material sem perda de desempenho. Já no acabamento, quando o cuidado com os detalhes passa a ser determinante, a demanda se volta para abrasivos mais finos, que entregam superfícies uniformes e livres de marcas.
Em áreas de difícil acesso, como perfis ou superfícies curvas, entram em cena os abrasivos de espuma, conhecidos por sua flexibilidade e capacidade de distribuir a pressão de forma homogênea. “Essa combinação entre resistência e adaptabilidade é a mais procurada pelas indústrias do setor para atender desde o desbaste inicial até o polimento final”, aponta Eduardo Melo, gerente nacional de vendas Sia Abrasivos.
Segundo ele, a adoção de abrasivos no maquinário do parque fabril não é uma escolha meramente técnica, mas estratégica. Para que cumpram seu papel com máxima eficiência é essencial que haja compatibilidade entre o tipo de abrasivo e o maquinário utilizado, seja em lixadeiras portáteis, calibradoras ou máquinas estacionárias. Outro ponto crucial é a preocupação com a extração de pó: discos multifuros, por exemplo, ampliam a vida útil da lixa, reduzem custos operacionais e tornam o ambiente de trabalho mais limpo.
Fabio Freitas, gerente de vendas do segmento industrial da Norton Abrasivos, assinala que é essencial avaliar a compatibilidade entre o abrasivo e a máquina, considerando fatores como: pressão de trabalho, velocidade de corte, tipo de grão abrasivo e tratamento da superfície requerido pelo cliente. Além disso, o ajuste correto da tensão da cinta, a escolha do costado adequado e a manutenção periódica da lixadeira garantem melhor performance e vida útil dos abrasivos. “Há outros fatores como manter a sequência granulométrica iniciando com o grão mais grosso e finalizando com o mais fino, reduzindo 50% do grão anterior a cada etapa, o que é extremamente importante para conquistar o acabamento perfeito”, diz.
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