Rotocrom celebra 50 anos de história
Em 2026, Rotocrom completa 50 anos de história como gravadoras de cilindros impressores para rotogravura no processo de pintura de móveis
Publicado em 14 de agosto de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

No processo de pintura de móveis em linhas de produção, um fator importante para a impressão da tinta é a rotogravura. Ela tem grande importância para o setor moveleiro porque permite reproduzir com alta fidelidade texturas, veios, cores e padrões decorativos que imitam materiais naturais, especialmente madeiras nobres. Isso possibilita fabricar móveis mais acessíveis sem renunciar à aparência estética desejada.
A rotogravura é valorizada devido à alta qualidade de imagem e definição dos detalhes e elevada velocidade industrial. Para esse processo acontecer, é preciso realizar a gravação de cilindros para rotogravura, que desempenham papel fundamental nesse mercado. “O cilindro gravado é o que determina a qualidade do desenho, da textura e das cores transferidas para o papel decorativo ou revestimento”, declara o diretor e sócio fundador da Rotocrom, Fernando Larumbe. Desse modo, quanto mais precisa a gravação, mais realista será o efeito visual obtido no móvel final.
A procura por superfícies que reproduzem madeira, pedra, tecidos e outros acabamentos continua crescendo no setor moveleiro, criando oportunidades para empresas que desenvolvem cilindros capazes de reproduzir desenhos cada vez mais sofisticados. No setor moveleiro, especificamente no processo de pintura de móveis em linhas de produção, a rotogravura tem grande importância porque permite reproduzir com alta fidelidade texturas, veios, cores e padrões decorativos que imitam materiais naturais, especialmente madeiras nobres. Isso possibilita fabricar móveis mais acessíveis sem renunciar à aparência estética desejada.
A rotogravura é valorizada, devido à alta qualidade de imagem e definição dos detalhes e elevada velocidade industrial. A gravação de cilindros para rotogravura desempenham papel fundamental nesse mercado. O cilindro gravado é o que determina a qualidade do desenho, da textura e das cores transferidas para o papel decorativo ou revestimento. Quanto mais precisa a gravação, mais realista será o efeito visual obtido no móvel final.
Ela não está na estrutura do móvel em si, mas nos revestimentos decorativos aplicados sobre painéis de MDF, MDP ou compensados. Está presente em painéis de TV, tampos de mesa, cabeceiras de camas, pisos laminados, portas, laterais e fundos de armários. “O consumidor geralmente vê um acabamento que parece madeira maciça, mármore, tecido ou couro, mas muitas vezes trata-se de um padrão decorativo impresso por rotogravura em papel ou filme plástico que foi posteriormente laminado sobre o painel”, explica Larumbe.
Há cerca de 50 anos, os móveis eram de madeira natural, mais pesados, menor variedade de padrões e acabamentos feitos com vernizes. “Mesmo existindo a rotogravura nesta época, a participação no setor moveleiro, era limitada”, afirma. Segundo ele, nos anos 2000, ocorreu uma transformação importante.
“Houve um crescimento acelerado do MDF e MDP, o que reduziu o uso de madeira maciça para produção de móveis em grande escala, ficando por conta de pequenas empresas de marcenaria com móveis personalizados”, diz. Nessa fase, a rotogravura tornou-se peça-chave, pois os consumidores queriam móveis com aparência de madeiras nobres, mas a um custo menor. “A impressão de padrões de carvalho, cerejeira, mogno e outras espécies passou a ser amplamente utilizada”.
Atualmente, a rotogravura está em praticamente todos os segmentos da indústria moveleira seriada, proporcionando impressões de altíssima resolução, reprodução fiel dos veios da madeira, efeitos táteis que simulam relevos naturais, produção em larga escala e grande variedade de acabamentos. “Em muitos casos, é difícil para um consumidor identificar visualmente a diferença entre uma superfície decorativa de alta qualidade e uma lâmina natural de madeira”, pontua.
Para Larumbe, o mercado latino-americano de móveis tem projeção de crescimento até 2030, com o Brasil figurando entre os principais impulsionadores da região. “Isso tende a aumentar a demanda por MDF, MDP, papéis decorativos e revestimentos impressos, áreas que dependem de cilindros gravados para reproduzir texturas e padrões decorativos”, avalia.
Leia mais em reportagem na edição 359 da Móbile Fornecedores









