Sustentabilidade ambiental: Duratex focada na redução de emissões

Duratex consolida um modelo de produção florestal que alia eficiência, sustentabilidade e inovação focada na redução de emissões

Publicado em 8 de janeiro de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

A redução de emissões na produção de painéis de madeira requer processos que otimizem o consumo de energia na produção, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, controle de emissões atmosféricas com filtros e sistemas de captação de gases que evitam a liberação de poluentes nas fábricas, uso de energia térmica a partir de biomassa e resíduos internos como fibras e pó de madeira, além de uso e reuso de água.

A Duratex, com quatro unidades produtivas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, consolida um modelo de produção florestal que alia eficiência, sustentabilidade e inovação. Para a otimização do consumo de energia na produção de painéis de madeira, a Duratex tem como principal estratégia o uso de uma matriz energética limpa. Nas fábricas, mais de 90% da energia consumida são de fontes renováveis, majoritariamente da biomassa gerada no próprio processo produtivo.

“Isso significa que usamos os resíduos da madeira, como cascas e cavacos, para gerar o calor necessário para secar e prensar os painéis. Essa prática, além de incorporar atributos de circularidade, reduz drasticamente nosso consumo de combustíveis fósseis e, consequentemente, nossas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, explica Hugo Scudeler, diretor industrial de painéis de madeira da Dexco, casa de marcas dona da Duratex.

O uso de biomassa como fonte de energia térmica é uma realidade em todas as fábricas de painéis da Duratex. Os principais resíduos utilizados são a casca de eucalipto e o pó de lixamento gerados no próprio processo. Praticamente 100% desses resíduos energéticos gerados são reaproveitados para alimentar as caldeiras, o que a torna autossuficientes em energia térmica e reforça as práticas de circularidade.

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Dessa forma, a empresa consegue realizar aproveitamento integral da madeira, do plantio à colheita. “Nosso modelo de negócio é baseado no aproveitamento integral da madeira. Na floresta, 100% da árvore é utilizada: o tronco vira painel, e os galhos, folhas e raízes permanecem no solo para protegê-lo e permitir a ciclagem de nutrientes. Na indústria, o aproveitamento também é total: a madeira é transformada em painéis, a casca e outros resíduos viram biomassa para energia, e até mesmo a cinza da queima da biomassa volta para a floresta como fertilizante. É um ciclo fechado”, explica o profissional.

As unidades fabris da Duratex são equipadas com sistemas de controle ambiental de alta performance, como ciclones e filtros de manga, que capturam o material particulado gerado no processo. O resultado direto para o meio ambiente é a preservação da qualidade do ar nas regiões onde a empresa atua, garantindo que as emissões estejam dentro dos limites estabelecidos pela legislação. “Embora o cálculo de redução percentual seja complexo, a eficiência desses equipamentos é superior a 99%, garantindo um impacto mínimo na atmosfera”, diz Hugo.

Com foco no reaproveitamento de resíduos e subprodutos industriais, desde 2015, mais de 300 mil toneladas de resíduos industriais deixaram de ser destinados externamente e foram transformados em composto orgânico, utilizado como insumo para a produção de florestas. Entre eles, as cinzas provenientes da queima de biomassa em caldeiras e o lodo gerado nas estações de tratamento de efluentes. O modelo é considerado referência no setor por garantir o aproveitamento integral da madeira, do plantio à colheita.

Esses resíduos são principalmente lodos de Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) e cinzas das caldeiras de biomassa. O processo ocorre por meio da compostagem: esses resíduos industriais são dispostos em pátios específicos e, após um período de maturação, esse material se transforma em um rico composto orgânico, que é usado como fertilizante no solo das plantações florestais. Essa prática permite o reaproveitamento da totalidade dos lodos e cinzas gerados nas unidades que contam com estas centrais de compostagem, fechando o ciclo de nutrientes dentro da operação da Duratex.

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Em 2017, a companhia implementou na unidade de Taquari, no Rio Grande do Sul, um novo projeto de tratamento de efluentes, que possibilita que 100% dos rejeitos gerados na fábrica sejam tratados e reutilizados no próprio processo produtivo de painéis de MDP. Com esse projeto, a empresa deixou de captar água do rio da cidade para nossas atividades e, além disso, trata todos os efluentes gerados na fábrica, sem descartá-los no meio ambiente.

Os principais resíduos presente no efluente são fibras de madeira e areia. A operação com circuito fechado foi viabilizada na unidade de Taquari (RS) pelas características específicas do processo desta fábrica, que conta apenas com o processo de MDP. “Nosso objetivo estratégico é buscar continuamente soluções que contribuam para ganhos em ecoeficiência das nossas operações. Já temos projetos avançados e em operação em outras fábricas para maximizar o tratamento e reuso da água, reduzindo a captação de fontes externas e o descarte de efluentes, em linha com nossa meta corporativa de reduzir a captação de água em 10% até o fim de 2025”, diz Hugo.

O tratamento em Taquari permitiu tratar e reutilizar todos os efluentes da Duratex nesta fábrica, deixando de captar água do rio da cidade, sendo um marco da ecoeficiência. A importância é dupla: localmente a empresa reduz a zero a pressão sobre os recursos hídricos do Rio Taquari. “Isso significa que deixamos mais água disponível para o abastecimento da comunidade e para a manutenção do ecossistema aquático, o que é vital em períodos de estiagem”, comenta o diretor industrial.

Globalmente, serve como um modelo de economia circular na prática, provando que é possível manter uma operação industrial de grande porte com impacto hídrico mínimo. “Essa iniciativa contribui para a segurança hídrica, um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo, e reforça nosso compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU”, aponta.

Entre outras iniciativas de ecoeficiência hídrica, a companhia capta água da chuva para irrigar seus viveiros de mudas e adota sistemas e mecanismos de reuso em seus processos industriais, como na galvanoplastia e na fabricação de chapas de fibra de madeira. Além disso, investe constantemente no aprimoramento da eficiência de suas estações de tratamento, a fim de que grande parte dos efluentes gerados por suas atividades possam ser reaproveitados em seus processos produtivos.

Sustentabilidade na indústria de painéis de madeira

A Duratex almeja ser referência em ecoeficiência hídrica com uso e reuso de água. O investimento na criação de lagoas armazena água da chuva e de processos industriais, sendo tratada e reutilizada na produção, ocorre na unidade de Taquari, que possui lagoas que acumulam a água da chuva que cai sobre a área da fábrica, também a água residual dos nossos processos, após. Essa água é então tratada nas Estações de Tratamento e reintroduzida na produção. “Desta forma, conseguimos reduzir em até 90% o volume de água captado durante a época chuvosa na região, diminuindo significativamente a necessidade de extração deste recurso de outras fontes”, conta o profissional da Duratex.

A companhia também capta água da chuva para irrigar seus viveiros de mudas e adota sistemas e mecanismos de reuso em seus processos industriais, resultados visíveis para a ecoeficiência hídrica da marca. “Os sistemas de reuso instalados em nossas fábricas nos permitem operar com o uso cada vez mais eficiente da água que captamos do ambiente”, pontua Hugo.

Além disso, a maior parte desta água volta para o ambiente em forma de vapor ou como efluente tratado. Estas iniciativas contribuíram diretamente para a redução de 12% no volume de água captado pelas fábricas da Duratex no Brasil em 2024, em comparação com 2021. O principal resultado para a marca é a resiliência hídrica: a operação se torna menos vulnerável a crises de escassez de água e reforça o posicionamento como uma marca que gera valor com responsabilidade ambiental.

Os investimentos em novas tecnologias e materiais que melhorem o desempenho ambiental dos painéis e reduzam seu impacto são contínuos. A Pesquisa e Desenvolvimento para criar produtos mais sustentáveis tem como exemplo o desenvolvimento de painéis de classificação E1, que utilizam resinas com níveis mais baixos de emissão de formaldeído na etapa de uso do produto. “Também focamos no ecodesign, pensando no ciclo de vida completo do produto, desde a extração da matéria-prima até seu descarte e reciclagem, buscando sempre reduzir o impacto ambiental em cada etapa”.

No campo, com técnicas e maquinários que otimizam a extração sem prejudicar o ambiente, por exemplo, a Duratex investe em técnicas de manejo florestal sustentável e em maquinário de colheita de alta tecnologia que reduz a compactação do solo e o impacto sobre a biodiversidade. Na indústria, realiza constantes melhorias nas linhas de produção, como a instalação de motores mais eficientes e uso de lubrificantes mais modernos, o que permite consumir menos energia térmica e elétrica por metro cúbico de painel produzido, reduzindo o impacto ambiental das operações.

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