Tecnologia para aplicação de tecidos e revestimentos sintéticos

Fornecedores de tecidos e revestimentos sintéticos avaliam a respeito da tecnologia para aplicação desses produtos pelas indústrias de móveis e estofados

Publicado em 31 de julho de 2026 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

A tecnologia para aplicação de tecidos e revestimentos sintéticos em estofados na indústria moveleira brasileira evoluiu significativamente em tecnologia e processos produtivos nos últimos anos. Segundo algumas das principais fornecedoras de tecidos e revestimentos sintéticos a respeito de soluções para a produção, a conclusão é que o setor moveleiro brasileiro possui um nível tecnológico bastante competitivo e acompanha as principais tendências internacionais, ao passo que há muita margem de crescimento.

A indústria brasileira evoluiu muito nos últimos anos, com foco em qualidade. Hoje, há fabricantes de móveis com excelente capacidade produtiva, design competitivo e boa leitura de mercado. Também temos uma cadeia de fornecedores cada vez mais técnica, com produtos mais bem desenvolvidos e adequados às necessidades da indústria.

Ao mesmo tempo, ainda há bastante espaço para evolução. “Acreditamos que o próximo salto do mercado não será apenas em produto, mas em conhecimento técnico, especificação correta e integração entre indústria, fornecedor e aplicador”, avalia João Pedro Ladeia, diretor estratégico e operacional da Romplas.

De acordo com ele, o Brasil já tem tecnologia para produzir revestimentos sintéticos de alto padrão, mas o mercado ainda precisa avançar em cultura de especificação. “Ou seja, entender melhor qual material usar em cada tipo de móvel, ambiente e público. Essa maturidade técnica é o que vai elevar ainda mais o padrão da indústria moveleira nacional. Na Romplas, temos investido em estrutura industrial, laboratório, desenvolvimento de produtos, logística, mostruários e ferramentas comerciais para apoiar essa evolução do mercado”, declara.

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Cícero Mourato Henriques, gestor de produtos da Cipatex®, considera que há muitos fabricantes bastante atualizados que acompanham tendências internacionais e investem em processos cada vez mais modernos. Ao mesmo tempo, segundo ele o setor continua em constante evolução, principalmente em produtividade, desenvolvimento de novos acabamentos e soluções mais funcionais para o consumidor. “Acreditamos que o mercado moveleiro brasileiro possui um potencial muito grande e vem amadurecendo de forma consistente”, diz.

“Hoje, temos fabricantes extremamente qualificados e alinhados às tendências internacionais. Ao mesmo tempo, ainda existe espaço para evolução, principalmente em capacitação técnica, inovação sustentável e desenvolvimento de materiais com maior valor agregado. Acreditamos que o Brasil vive um momento muito positivo no setor, com empresas cada vez mais preocupadas em entregar qualidade, conforto e sofisticação ao consumidor final”, avalia Ludimila Oliveira, analista de marketing da Fiama, fornecedora de tecidos de Campinas (SP).

Segundo Adeliana Mª Oliveira Bigon, coordenadora de marketing da York, nos últimos anos houve avanços importantes tanto na composição dos revestimentos quanto nos processos produtivos. “Atualmente, o mercado busca materiais mais resistentes, de fácil manutenção e com melhor desempenho no uso diário. Também ganham destaque tecnologias que oferecem maior proteção contra manchas, facilitam a limpeza e aumentam a durabilidade do produto”.

Ela ainda observa uma crescente preocupação com qualidade, produtividade, sustentabilidade e diferenciação estética com espaço para evolução contínua, especialmente na adoção de materiais de maior valor agregado e no desenvolvimento de soluções que ampliem a vida útil dos móveis como, por exemplo, uso de revestimentos náuticos destinados a áreas externas, inclusive embarcações. “A colaboração entre fabricantes de móveis e fornecedores de revestimentos é fundamental para impulsionar ainda mais a inovação no segmento”, declara.

Hoje o setor conta com tecnologias que proporcionam maior facilidade de costura, melhor conformação em curvas e redução de desperdícios durante a fabricação. Para o consumidor final, os principais avanços estão em tecidos e revestimentos mais fáceis de limpar, com maior proteção contra líquidos e sujeiras do dia a dia. “Também houve melhorias na resistência ao desgaste, ao desbotamento e ao uso contínuo, contribuindo para uma maior durabilidade dos móveis”, acrescenta Renato Jesus, diretor comercial da J. Serrano.

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