Sindimol empossa nova diretoria para gestão 2026-2029

Gustavo Lombardi, da Panan Móveis, assume a presidência do Sindimol, com Ramon Rigoni na vice-presidência; gestão terá foco em competitividade

Publicado em 2 de setembro de 2026 | 20:19 |Por: Julia Magalhães

O Sindimol iniciou um novo ciclo de gestão com a posse da diretoria que estará à frente da entidade entre 2026 e 2029. A cerimônia foi realizada na terça-feira (1º), em Linhares (ES), e marcou a chegada do presidente Gustavo Lombardi do Nascimento, da Panan Móveis, ao comando do sindicato.

Lombardi sucede Vitor Guidini, da Cimol. Também assumiu o vice-presidente Ramon Rigoni, da Móveis Rimo, além dos integrantes do conselho fiscal e dos delegados representantes junto à Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

O sindicato representa mais de 130 empresas do segmento moveleiro e responde pela geração de 4 mil empregos formais na região. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, compilados pelo Observatório Findes.

Fundado em 1987, o Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do Espírito Santo atua na representação das empresas do setor e, ao longo de sua trajetória, ampliou sua agenda para áreas relacionadas ao desenvolvimento e à competitividade da indústria.

Prioridades do Sindimol

A nova diretoria do Sindimol assume com uma agenda que inclui produtividade, inovação, qualificação profissional, desenvolvimento de novos produtos, expansão de mercados e incorporação de tecnologia.

Durante a cerimônia, Lombardi apontou a competitividade das empresas e o fortalecimento do setor moveleiro regional entre os eixos da nova gestão. “Assumo a presidência com o compromisso de continuar fortalecendo o setor moveleiro e mantendo sua relevância para a região e o Estado. Vamos trabalhar para tornar nossas indústrias mais competitivas e reafirmar o papel estratégico que o sindicato exerce como agência de desenvolvimento”, afirmou o presidente do Sindimol.

O associativismo e a articulação das demandas da indústria também estiveram entre os temas da cerimônia. Representando a Findes, o primeiro vice-presidente da Federação, Eduardo Dalla Mura, destacou a atuação conjunta entre as entidades.

“Se comprometer uma instituição sindical é assumir uma missão coletiva. A FINDES segue ao lado do Sindimol, apoiando projetos, defendendo interesses e contribuindo para o desenvolvimento do setor. O associativismo é, antes de tudo, uma rede de colaboração. Quando nós industriais nos unimos, conseguimos defender pautas prioritárias, buscar avanços concretos e transformar realidades”, destacou Dalla Mura.

Representantes da indústria e do Sindimol durante a cerimônia de posse da nova diretoria, em Linhares (ES) | Divulgação Sindimol

Legado e desafios

Ao avaliar os últimos três anos à frente do Sindimol, o ex-presidente destaca o fortalecimento do associativismo e da representatividade do setor moveleiro de Linhares entre os principais avanços do período. Segundo ele, a gestão buscou aproximar as empresas, ampliar a participação dos associados e reforçar a construção coletiva das pautas do polo. “Tenho convicção de que um setor forte se constrói por meio da união, do diálogo e da cooperação entre suas lideranças”, afirma Guidini.

Entre as iniciativas desenvolvidas durante sua gestão, o ex-presidente destaca o projeto Crescer na Indústria Moveleira, criado para aproximar crianças e jovens do ambiente industrial e apresentar perspectivas profissionais ligadas ao setor. A ação foi iniciada há dois anos dentro da Associação Feminina de Educação e Mobilização Social (Afemol), projeto social ligado ao Sindimol que completa 20 anos em 2026.

“Mais do que falar sobre formação de mão de obra, estamos falando sobre formação de pessoas e sobre a responsabilidade que temos de conectar a sociedade ao valor da indústria”, diz Guidini. Para ele, o trabalho com as novas gerações representa um dos principais legados do ciclo encerrado.

Ao olhar para os próximos anos, Guidini aponta a formação e atração de mão de obra qualificada, o fortalecimento da competitividade, a ampliação da presença das empresas em mercados nacionais e internacionais e a profissionalização da gestão entre os principais desafios do polo moveleiro de Linhares.

A sucessão empresarial também aparece entre as pautas consideradas estratégicas. Segundo o ex-presidente, o avanço tecnológico e os investimentos serão importantes, mas o desenvolvimento de pessoas deverá permanecer no centro da agenda do setor.

“O futuro do setor não será definido apenas por tecnologia ou investimentos, mas pela capacidade de desenvolver pessoas. Por isso, iniciativas como o Crescer na Indústria Moveleira precisam continuar evoluindo e ampliando seu alcance, aproximando jovens da realidade industrial e mostrando as oportunidades que o setor oferece”, afirma.

Guidini também defende a continuidade do fortalecimento do associativismo durante a gestão 2026-2029. “Quando as empresas se unem em torno de objetivos comuns, ganham força para enfrentar desafios, representar seus interesses e construir soluções coletivas”, avalia.

Na visão do ex-presidente, essa articulação deverá contribuir para preparar o polo para os próximos ciclos de desenvolvimento. “Tenho confiança de que o Sindimol seguirá exercendo esse papel, preparando o setor para crescer de forma sustentável e garantindo que as próximas gerações encontrem um polo ainda mais forte, moderno e relevante do que aquele que recebemos.”

Após três anos à frente do Sindimol, Vitor Guidini destaca o associativismo e a formação de novas gerações entre os legados de sua gestão | Crédito: Divulgação

Diretoria 2026-2029

Além do presidente Gustavo Lombardi do Nascimento e do vice-presidente Ramon Frigi Rigoni, a diretoria executiva conta com a diretora administrativa Izabela Lombardi do Nascimento, da Panan Móveis, e o diretor financeiro Leonardo Merisio Massucatti, da MGM Móveis.

A diretoria suplente é formada por Gustavo Volponi Pessoti, da ACP Indústria de Móveis; Gilsomar Comper, da P2A Embalagens; André Melo Pessoti, da Imopel; e Rafael da Cruz Correia, da Indústria de Móveis Peroba.

No conselho fiscal, os titulares são Vitor das Neves Guidini e Ademilse Guidini, ambos da Cimol Indústria de Móveis, além de Lucio Peroba dos Reis, da Indústria de Móveis Peroba. Os suplentes são Nicholas Pessoti, da ACP Indústria de Móveis; Anair Guidini Massucatti, da Cimol Indústria de Móveis; e Rafael Motta Boamorte, da RMBM.

O Sindimol também definiu seus representantes junto à Findes. Gustavo Lombardi do Nascimento e Ramon Frigi Rigoni serão os delegados efetivos, enquanto Vitor das Neves Guidini e Lucio Mauro Peroba dos Reis atuarão como suplentes.

A nova diretoria permanecerá à frente do Sindimol até 2029. Entre as pautas apresentadas para o período estão produtividade, inovação, qualificação profissional, desenvolvimento de produtos, expansão de mercados e incorporação de tecnologia.

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