Móveis e artigos do lar perdem 700 milhões de consumo com efeito do Covid 19

Previsão leva em conta um encolhimento do PIB brasileiro em – 5,89 %, o que pode aumentar e piorar ainda mais o volume financeiro a ser perdido pela queda do consumo

Publicado em 3 de julho de 2020 | 14:01 |Por: Portal eMóbile

Em estudo recente realizado pela IPC Marketing Editora e divulgado também pelo portal eMóbile, o consumo geral dos brasileiros em 2020, deve ficar em 4,465 trihões de reais.

Este número significa (-) 5,39 % em relação aos R$ 4,7 trilhões de 2019 e menos ainda, se comparado aos R$ 4,9 trilhões de consumo projetados para 2020, antes da pandemia, que previa um crescimento do PIB em + 2,17% neste ano.

Destes números gigantescos, 1,5% é a projeção para gastos em Móveis e artigos do Lar, o que significa dizer que teremos R$ 6,6 bilhões em consumo destes itens, que na verdade chegaria a R$ 7,3 bilhões com a projeção de crescimento de 2,17% do PIB, antes da pandemia.

Fácil de concluir que por conta da pandemia, com o comprometimento do crescimento previsto para o PIB em 2020, a perda para o segmento de moveis e de artigos do lar, pode chegar a R$ 700 milhões.

Classes sociais e consumo

O estudo, que também recebe a denominação de IPC Maps, mostra que dos 211,7 milhões de cidadãos brasileiros, 179,5 milhões estão nas áreas urbanas e apresentam um consumo per capita de R$ 23 mil, contra apenas R$ 9,9 mil de consumo per capita da população rural.

A exemplo de 2019, as capitais devem continuar perdendo espaço no consumo, ficando em 28,29%, enquanto o interior avança com 54,8%. Aumento também nas regiões metropolitanas que ficam com 16,9% do potencial de consumo de móveis e artigos do lar.

As classes A e B1 encolheram, impactando positivamente a classe B2 em + 6,8% na quantidade de domicílios em relação a 2019, passando a liderar o consumo.

Regiões, municípios e consumo

A Região Centro Oeste apesar de ampliar em 7,9% sua participação no consumo, respondendo por 8,86% dos gastos previstos, fica longe do Sudeste com 48,42%, Nordeste com 18,53%, Sul com 17,97% e Região Norte com 6,23%.

O estudo mostra que os 50 maiores municípios brasileiros representam 38,7% da massa consumidora o que equivale a R$ 1,759 trilhão de tudo o que é consumido. As 10 maiores consumidoras são as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília – que recuperou o 3º. Lugar – Belo Horizonte, Curitiba – que subiu para o 5º. Lugar, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Manaus e Goiânia.

Onde gastamos nossa renda

Interessante também destacar que os idosos são uma categoria consumidora em crescimento e já superam os 30 milhões de indivíduos. A população economicamente ativa – entre 18 e 59 anos – são 60,5% do total de brasileiros, e representam 128 milhões de habitantes. Os jovens e adolescentes – entre 10 e 17 anos são 24,1 milhões, e as crianças – até 9 anos – são 29,4 milhões de indivíduos.

 

Por: Valcidio Perotti

Diretor e jornalista – é fundador da Alternativa Editorial/Revista Móbile que neste ano entra no seu 40º. ano de integração e estímulo ao crescimento da cadeia moveleira.

 


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