Carraro: escolha que permanece
Aos 65 anos, Carraro reforça base industrial, atualiza posicionamento e amplia integração com o varejo
Publicado em 26 de maio de 2026 | 08:05 |Por: Julia Magalhães

Completar seis décadas e meia no mercado é resultado de uma construção que atravessa ciclos econômicos, mudanças no varejo e transformações no comportamento de consumo. Para a fabricante, essa trajetória combina base fabril sólida, capacidade de adaptação e presença constante no ponto de venda.
“Chegar aos 65 anos é resultado de uma construção consistente, feita por pessoas, decisões e capacidade de adaptação”, afirma o gerente de marketing e desenvolvimento de produto da Carraro, Eduardo Nuncio.
Fundada em Bento Gonçalves (RS), a companhia mantém duas unidades fabris e uma estrutura com mais de 400 colaboradores. Segundo Nuncio, essa base representa mais do que escala produtiva. “Ela traduz a continuidade de uma empresa que se fortaleceu a partir do trabalho, da experiência industrial e da leitura constante do mercado”, diz. Ao longo das décadas, evoluiu sem romper com aquilo que sustenta sua identidade.

O gerente de marketing e desenvolvimento de produto da Carraro, Eduardo Nuncio, destaca integração entre portfólio, posicionamento e apoio ao varejo | Crédito: Divulgação Carraro
O marco é trabalhado sob o conceito “A escolha feita pra ficar”. Mais do que uma celebração institucional, a proposta é transformar a data em movimento de relacionamento com o mercado. A companhia prepara ações de comunicação e iniciativas internas, além de apresentar novidades na Movelsul. “A participação na feira será uma oportunidade de mostrar, na prática, como a empresa vem evoluindo seu portfólio, sua leitura de mercado e sua forma de apoiar o varejo”, explica Nuncio.
Esse apoio passa também pelo reconhecimento de marca construído no dia a dia das lojas. “Marca forte não se consolida apenas pela comunicação. Ela se fortalece quando o consumidor encontra o produto, reconhece o nome, entende a proposta e sente segurança para comprar”, afirma o executivo. Na avaliação dele, essa lembrança encurta o caminho entre exposição e decisão de compra, oferecendo ao lojista argumentos comerciais mais consistentes.
Ao longo dos anos, acompanhou a transição de um varejo predominantemente físico para um ambiente mais complexo, com grandes redes, e-commerce, marketplaces e consumidores mais informados. A resposta envolveu ajustes no portfólio, na operação e nos canais.
“Hoje, não basta desenvolver um bom produto. É preciso pensar como ele será apresentado na loja, como será comparado on-line, como será entregue, montado, divulgado e percebido pelo consumidor final”, diz Nuncio.

Unidade industrial da Carraro nos primeiros anos de operação em Bento Gonçalves (RS) | Crédito: Divulgação Carraro
Em um mercado pressionado por preço e comparação on-line, o trabalho sobre valor percebido começa ainda no desenvolvimento. O cuidado envolve materiais, acabamento, engenharia, facilidade de montagem e apresentação no ponto de venda. “A Carraro não quer ser apenas uma opção de móvel. Quer ser uma decisão segura”, resume.
Os investimentos recentes em melhoria contínua, automação e qualificação de processos buscam ampliar consistência e competitividade. Para o lojista, isso se traduz em portfólio alinhado ao comportamento atual de compra e maior segurança na negociação. O olhar para o futuro já está em curso. Aos 70 anos, a meta é ser reconhecida como uma companhia ainda mais preparada para o novo morar, mantendo a confiança construída ao longo de mais de seis décadas.
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