Lojas Quero-Quero cresce receita em 2025 e amplia rede
A Lojas Quero-Quero divulgou nesta quarta-feira (4) os resultados do 4T25: receita bruta de R$ 857,9 milhões no trimestre (+3,2%) e 586 lojas ao fim do ano
Publicado em 5 de março de 2026 | 08:22 |Por: Julia Magalhães

A Lojas Quero-Quero divulgou nesta quarta-feira (4) seus resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), com alta na receita e expansão da rede, apesar de um cenário descrito pela companhia como mais promocional no varejo e de demanda mais fraca ao longo do ano.
No período, a empresa registrou receita bruta, líquida de devoluções e abatimentos (RBLD) de R$ 857,9 milhões, crescimento de 3,2% em relação ao 4T24. No acumulado de 2025, a RBLD somou R$ 3.172,3 milhões, avanço de 3,8% na comparação anual. Na prática, esse indicador representa a receita já descontadas devoluções e abatimentos, funcionando como uma régua mais próxima do que, de fato, ficou com a companhia.
Ainda no recorte operacional, as vendas mesmas lojas (SSS) – métrica que compara o desempenho de unidades que já operavam nos dois períodos – recuaram 1,5% no quarto trimestre e 1,8% em 2025, refletindo a desaceleração citada no relatório no segundo semestre, em um ambiente de juros mais altos.
Lojas Quero-Quero amplia rede
A Quero-Quero encerrou 2025 com 586 lojas. Ao longo do ano, foram 21 inaugurações e oito fechamentos. No quarto trimestre, a companhia abriu duas unidades. Com isso, a base cresceu 2,3% frente a 2024, enquanto a área de vendas avançou 1,2%.
Por formato, a rede fechou o ano com 23 lojas tradicionais, 382 unidades Mais Construção I, 145 Mais Construção II e 36 Mais Construção III. A presença segue concentrada na região Sul: 307 lojas no Rio Grande do Sul, 88 em Santa Catarina e 158 no Paraná. Fora desse eixo, a empresa manteve 15 unidades em Mato Grosso do Sul e 18 em São Paulo.
Margem e rentabilidade
O lucro bruto da companhia totalizou R$ 241,2 milhões no 4T25, queda de 6,1% na comparação anual. Em 2025, o lucro bruto somou R$ 904,3 milhões, recuo de 2,6%. A margem bruta sobre a RBLD ficou em 28,1% no trimestre, redução de 2,8 pontos percentuais frente ao 4T24, e em 28,5% no ano, queda de 1,9 ponto.
Segundo o documento, o movimento foi influenciado principalmente pela redução na margem de serviços financeiros, em um contexto de Selic mais alta – que aumenta o custo de capital – e de maior pressão promocional no varejo.
Serviços financeiros ganham peso
Na composição das receitas, o varejo avançou 0,1% no 4T25 e 0,3% no ano, representando 68,4% do total. Já a RBLD de Serviços Financeiros alcançou R$ 235,6 milhões no trimestre, alta de 9,5%, e R$ 893,2 milhões em 2025, crescimento de 12,0%.
A carteira líquida com juros originada pelos cartões VerdeCard somou R$ 1.013,1 milhões ao fim do período, com alta de 6,0% em 12 meses. O atraso sobre a Carteira VerdeCard ficou em 11,1%, ante 10,9% no fim de 2024.
EBITDA, resultado e dívida
O EBITDA foi de R$ 44,2 milhões no 4T25, queda de 34,9% na comparação com o 4T24. No ano, totalizou R$ 151,5 milhões, recuo de 36,1%. No lucro líquido, a companhia registrou prejuízo contábil de R$ 42,7 milhões no trimestre e R$ 161,9 milhões em 2025.
Em 31 de dezembro de 2025, a Dívida Líquida Ajustada era de R$ 207,1 milhões, com alavancagem de 1,4x quando comparada ao EBITDA dos últimos 12 meses. Os investimentos somaram R$ 10,5 milhões no 4T25 e R$ 49,4 milhões no ano, direcionados à abertura de lojas, reformas, logística e TI.
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