Marketplace se consolida como peça fundamental do e-commerce brasileiro

O crescimento dos marketplaces ganhou velocidade na pandemia e não parou. Expectativa é de crescimento superior a 50% do setor até 2024.

Publicado em 22 de fevereiro de 2023 | 12:24 |Por: Everton Lima

A venda de móveis e eletrodomésticos pelos marketplaces parece ter se consolidado como uma maneira eficiente de fazer e-commerce no Brasil.

A pandemia de Covid-19 obrigou muitos lojistas a venderem online. Contudo, nem todos tinham como arcar com os custos dessa empreitada. Logo, fazer parcerias com redes de marketplaces, como Magalu, Mercado Livre e Amazon, mostrou-se uma boa saída.

Ao mesmo tempo, essas marcas já haviam chamado a atenção dos consumidores, facilitando as vendas dos lojistas.

Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) mostram que os marketplaces representaram 51% de todo o faturamento do e-commerce brasileiro em 2020.

Uma segunda pesquisa, encomendada pela Americanas.com, mostrou que 79,3% dos lojistas entrevistados disseram que seus negócios cresceram quando eles decidiram entrar nos marketplaces.

Já um relatório do Webshoppers mostra que 84% dos lojistas que vendem online usam os marketplaces em suas estratégias de marketing. O estudo ainda sugere que as vendas por marketplaces devem crescer 54% até 2024.

Contudo, como já publicado aqui no eMóbile, a crise da Americanas.com, uma das marcas mais importantes desse setor no Brasil, pode impactar esses resultados.

E-commerce deve movimentar mais de R$185 bi neste ano

As vendas registradas no e-commerce brasileiro chegaram a R$ 169,6 bilhões em 2022, um aumento de 5% em comparação ao ano anterior, segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico).

Após o boom da pandemia, a entidade aponta que a tendência é o comércio eletrônico seguir em expansão. A previsão é que o crescimento do e-commerce seja de R$ 185,7 bilhões em 2023.

Para os próximos quatro anos, o cenário é favorável, ainda segundo a ABComm. O faturamento esperado é de R$ 205 bilhões em 2024, R$ 225 bilhões em 2025, R$ 248 bilhões em 2026, e R$ 273 bilhões em 2027. O perfil dos compradores é formado majoritariamente por pessoas de 35 a 44 anos, da classe C e moradores da região sudeste.

O aumento nas vendas on-line também converge com o crescimento do consumo via mobile, que representa 55% de todas as vendas, ante 45% via desktop.

Os smartphones se popularizaram nos últimos anos, sendo que o Brasil tem mais de dois dispositivos digitais por habitante, de acordo com a Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas empresas, da Fundação Getúlio Vargas.

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