Mercado de casa e decoração cresce e soma R$ 127,7 bilhões
Estudos do IEMI mostram que o mercado de casa e decoração avança com mais domicílios, famílias menores e alta em cama e decorativos
Publicado em 17 de fevereiro de 2026 | 08:44 |Por: Julia Magalhães

O mercado de casa e decoração no Brasil vem ganhando tração por motivos que vão além da reposição pontual. Segundo estudos do IEMI – Inteligência de Mercado, o consumo de itens para o lar entrou em um ciclo mais contínuo, puxado por renovação, conforto e funcionalidade. Ao mesmo tempo, mudanças estruturais no perfil das famílias e no número de domicílios têm aumentado a frequência com que ambientes são reorganizados e atualizados.
No mobiliário, o consumo no varejo brasileiro de móveis e colchões alcançou R$ 127,7 bilhões em 2024, com 404 milhões de peças comercializadas. O levantamento aponta ainda consumo per capita de R$ 601 por ano e R$ 3,7 bilhões em vendas no e-commerce. Outro dado destacado pelo IEMI é a predominância da produção nacional: 96% das peças vendidas foram fabricadas no Brasil.
Do lado industrial, a produção de móveis e colchões somou R$ 91,6 bilhões em 2024, com 439,9 milhões de peças produzidas e 282,7 mil postos de trabalho ocupados. Já na linha lar, que reúne artigos de cama, mesa, banho e decorativos, a indústria brasileira atingiu R$ 31,9 bilhões em produção em 2024, com 1,016 bilhão de peças produzidas e 1,2 bilhão de peças consumidas no País.
Por que o mercado de casa e decoração cresceu
Os estudos do IEMI associam o avanço a mudanças de longo prazo no modo de vida. Em 20 anos, o Brasil passou a ter mais lares e famílias menores, o que tende a acelerar o giro de consumo de itens para casa.
No recorte de 2004 a 2024, o instituto aponta aumento do número de domicílios, de 60 milhões para 78 milhões, e redução do número médio de moradores por residência, de 3,0 para 2,7.
O perfil do consumidor também se transformou no período. A idade média subiu de 29 para 36 anos, enquanto a parcela da população com 45 anos ou mais passou de 23% para 38%. Na leitura do IEMI, esse envelhecimento relativo costuma se refletir em maior interesse por conforto, durabilidade e melhoria do bem-estar dentro de casa.
“Esse movimento traduz uma mudança clara no padrão de consumo: itens para casa deixam de ser compra pontual e passam a acompanhar novos usos do lar e novas exigências do consumidor”, afirma o diretor e consultor do IEMI, Marcelo Prado.
Têxteis crescem com decorativos e cama
Nos têxteis para o lar, os dados do IEMI indicam avanço relevante no consumo interno. Entre 2000 e 2024, o segmento cresceu 93% em volume de peças. Dentro dessa evolução, dois grupos concentraram o ritmo: artigos decorativos, com alta de 147%, e roupas de cama, com crescimento de 135%.
Em 2024, os artigos da linha cama responderam por 35% do volume produzido e por 38,2% das vendas em reais na indústria de linha lar. Para o IEMI, os números reforçam o peso das categorias ligadas tanto à renovação estética quanto ao conforto, em um contexto em que a casa ganha centralidade nas decisões de consumo.
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