Mercado Livre e Shopee são as plataformas de compra mais usadas nas comunidades

Dados são do levantamento feito pelo Outdoor Social Inteligência, a Pesquisa Favela Real – Comportamento e Consumo, resultado de entrevistas com 462 moradores de 15 comunidades de 11 capitais brasileiras

Publicado em 27 de junho de 2022 | 08:19 |Por: Portal eMóbile

A expansão do e-commerce nos últimos anos possibilitou que as compras chegassem a mais pessoas e regiões. As comunidades brasileiras são um exemplo de onde esse impacto pode ser visto. Somando as 15 maiores favelas do Brasil, o potencial de compra é de R$ 9,9 bilhões, e 38% desses consumidores optam pelas lojas online. O dado é do levantamento feito pelo Outdoor Social Inteligência, a Pesquisa Favela Real – Comportamento e Consumo.

Em entrevista com 462 moradores de 15 comunidades de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, São Luís e Belém, a empresa que mapeia dados exclusivos sobre esse poder de compra e consumo na favela também levantou os itens mais comprados por esses consumidores. Entre eles, se destacam os setores de eletroeletrônicos e de carros e motocicletas.

As plataformas de compras mais utilizada nas favelas são Mercado Livre (49%), Shopee (37%), Ifood (31%), Americanas (25%) e Magazine Luiza (20%). “Mercado Livre e Shopee se destacam pela cultura de startup, visão global, e por enxergarem a favela sem preconceito. O modelo de marketplace que vende de tudo, desde um sapato a um eletroeletrônico, também reafirma esse olhar para a favela como potência e que lá a audiência para ser alcançada”, afirma Emilia Rabello, CEO da holding Outdoor Social.
Barreiras logísticas

Rabello explica que, mesmo que 82% dos entrevistados que afirmaram optar pelo e-commerce recebam o produto na porta de casa, a logística ainda é uma barreira importante para a expansão das compras on-line dentro das comunidades.

Não basta disponibilizar os produtos para esse público sem olhar para suas necessidades. Rabello destaca que, para viabilizar a entrega porta a porta, as empresas devem olhar para dentro das favelas, gerar empregabilidade e renda para os moradores, para que eles realizem as entregas. Alguns projetos como Favela Brasil Xpress e o NaPorta já viabilizam essas entregas dentro das comunidades cadastradas, o que além de contribuir com a expansão do setor de comércio eletrônico, também gera emprego aos entregadores locais.

“O consumo online está em expansão, mas ainda existe um oceano azul muito grande para ser navegado. A expansão desse mercado depende dos investimentos da indústria e dos grandes varejistas. É preciso um olhar especial para esse público. Falar diretamente com os moradores dessas comunidades”, finaliza Rabello.

Fonte: Mercado e Consumo

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