Recuperação judicial da Casas Bahia: veja valores devidos às empresas moveleiras
Total devido pelas Casas Bahia às empresas moveleiras presentes entre os 200 maiores é de R$ 412,6 milhões
Publicado em 19 de agosto de 2026 | 11:50 |Por: Thiago Rodrigo

Desde o último domingo (16 de agosto), a Casas Bahia entrou em recuperação judicial. É a segunda vez em dois anos que isso ocorre, após a rede de varejo de móveis e eletrodomésticos ter recorrido a um processo de recuperação extrajudicial, do qual saiu poucos meses depois de homologado. O pedido soma dívidas de R$ 17,3 bilhões, sendo R$ 16,4 bilhões com credores sem garantia, R$ 754 milhões trabalhistas e R$ 154 milhões com micro e pequenas empresas.
No domingo anterior ao protocolo, a companhia havia divulgado prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, o oitavo resultado negativo consecutivo. Assim, foi divulgado uma lista com os 200 maiores fornecedores credores da Casas Bahia. A base contém 1.181 credores únicos e totaliza mais de R$ 8,8 bilhões, do qual os 200 maiores credores representam 97,70% desse total. Entre os maiores credores está a Samsung, com R$ 937 milhões, com a Electrolux em segundo com R$ 700 milhões e a Whirpool em terceiro na lista de principais credores, com R$ 653 milhões.
Empresas de móveis
Entre as fabricantes de móveis na lista dos 200 maiores credores da Casas Bahia, está a Linoforte, de Osvaldo Cruz (SP), com mais de R$ 77,6 milhões a receber. Já a fabricante de móveis e eletros, Itatiaia, possui quase R$ 46 milhões de valores a receber, representando 0,52% do total da Casas Bahia. A Móveis Europa aparece na 35ª posição da lista, com quase R$ 34 milhões. A quarta empresa moveleira da lista é a Luizzi Estofados, de Rio Claro (SP), tem pouco mais de R$ 26 milhões a receber. Confira abaixo uma lista com fabricantes de móveis entre os 200 maiores fornecedores credores na recuperação judicial da Casas Bahia:
– Umaflex Móveis e Colchões: R$ 24,5 milhões
– Demóbile Móveis: R$ 22,9 milhões
– Herval Móveis e Colchões: R$ 20,2 milhões
– Hellen Móveis e Colchões: R$ 15,7 milhões
– Mademarques Móveis: R$ 15,4 milhões
– Poliman Móveis: R$ 12,6 milhões
– Cama Inbox: R$ 11,8 milhões
– Herval Nordeste: R$ 11,3 milhões
– Artely Móveis: R$ 11,3 milhões
– Maranhão Colchões: R$ 7,1 milhões
– Dobuê Movelaria: R$ 7 milhões
– MGA Indústria Moveleira: R$ 5,7 milhões
– Base Indústria de Colchões: R$ 5,6 milhões
– Viero Móveis: R$ 5,4 milhões
– Nesher Móveis: R$ 4,7 milhões
– Nobre Móveis: R$ 4,4 milhões
– CBP Colchões: R$ 4,3 milhões
– Colibri Móveis: R$ 4,2 milhões
– Matrix Móveis: R$ 3,9 milhões
– Santos Andirá: R$ 3,5 milhões
– Paludetto & Cia (Albatroz e Palumóveis): R$ 3,4 milhões
– Roville Móveis: R$ 3,2 milhões
– Politorno Móveis: R$ 3,1 milhões
– Madetec Móveis: R$ 3,1 milhões
– DJ Móveis: R$ 2,8 milhões
– Colchões Castor: R$ 2,4 milhões
– Mercosul Espumas Industriais (PróDormir e Probel Colchões): R$ 2,4 milhões
– Fabone Móveis: R$ 2 milhões
– Móveis Peroba: R$ 2 milhões
– Patrimar Móveis: R$ 1,6 milhões
– Bartira Móveis: R$ 1,5 milhões
O total devido pelas Casas Bahia às empresas moveleiras presentes entre os 200 maiores (que representa 97,7%) é de R$ 412,6 milhões para 35 fabricantes de móveis. Os dez maiores somam R$ 295,1 milhões, o equivalente a 71,5% do total, concentrando aproximadamente três quartos de todo o crédito do grupo de empresas moveleiras. As empresas de móveis representam R$ 367,7 milhões (89,1% do valor total), enquanto as de colchões representam R$ 44,9 milhões (10,9%) – são 80% de empresas móveis contra 20% colchões, ainda que algumas empresas fabriquem os dois produtos. Também chama a atenção a presença da fabricante de móveis Bartira, empresa que faz parte do grupo da rede de varejo.
Indústrias fornecedoras
Há também algumas fornecedores da indústria moveleira dentro da lista, como as fabricantes de painéis de madeira Dexco S.A (R$ 20,3 milhões) e Eucatex S.A. (R$ 6,8 milhões), a Rochesa Tintas e Vernizes (R$ 3,9 milhões), a Bigfer Ferragens (R$ 3 milhões) e a ADF Ondulados & Logística (R$ 2,6 milhões), totalizando aproximadamente R$ 37 milhões devidos.







