Tok&Stok protocola pedido de IPO

A Tok&Stok surgiu em 1978, fruto do empreendedorismo do casal, Régis e Ghislaine Dubrule, recém-chegado da França ao Brasil

Publicado em 10 de novembro de 2020 | 11:16 |Por: Cleide de Paula

De acordo com a Reuters, a empresa de móveis e acessórios de decoração para casa Estok, conhecida pela sua marca Tok&Stok, pediu em 20 de outubro, registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). O IPO é quando uma empresa decide entrar na Bolsa de Valores do seu respectivo país. Essa operação servirá para a companhia captar recursos, que pretende usar para investir em expansão, transformação digital, desenvolvimento de nova marca, além de aquisições e para melhorar estrutura de capital.

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As empresas costumam abrir o capital motivadas essencialmente pelo aumento de capital e pela liquidez dos ativos. O processo, que será coordenado por Itaú BBA, Credit Suisse, Bank of America, Bradesco BBI, Santander e UBS-BB, também servirá para atuais acionistas da empresa, incluindo fundos geridos pelo Carlyle venderem fatias no negócio.

Criada há 42 anos e com foco nos públicos das classes A e B, a Tok&Stok tem atualmente 59 lojas. No acumulado até setembro, a companhia teve receita líquida de R$ 668 milhões, queda de 23,4% ante mesma etapa de 2019, refletindo entre outros fatores os efeitos da pandemia da Covid-19. A margem Ebitda caiu de 15,7% para 5,9%.

O sortimento da companhia é de mais de 10.000 SKUs, sendo 75% exclusivos. Para o Co-founder & CEO da Onfly, Marcelo Linhares, isso é uma bela vantagem competitiva. A Receita da empresa é de R$ 1,2B com 12,5% de EBITDA. O e-commerce responde por 24% das vendas em 2020, versus 11% em 2019. Marcelo Linhares avalia que o e-commerce cresceu 69% em 2020 e 94% em 2019.

“Se acompanhar o múltiplo do grupo Soma, o valor de mercado vai bater R$ 5B.. Se for comparada a Lojas Quero-Quero, que já valorizou 27% desde o IPO, e não vende uma agulha on-line, ela bate R$ 3B. Ainda não está claro qual é o percentual de emissão primária e secundária. Isso também pode influenciar a apetite dos investidores (embora no caso da Quero-Quero, ninguém tenha questionado)”, avalia o CEO.

Segundo o Documento Reservado, o fundo Carlyle, dono de 60% da Tok&Stok, está decidido a realizar o IPO da rede varejista desde 2019 – o restante do capital permanece nas mãos do casal Régis e Ghislaine Dubrule. A emissão de ações seria a porta de saída dos norte-americanos do negócio.

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