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50 FORNECEDORES SOB MEDIDA 345 COLUNA Trump não é os Estados Unidos e os Estados Unidos não são o mundo BIRAMIRANDA Publicitário, especialista em ESG com cursos no United Nations System Staff College e na EDX - Solve - Mit (Massachu- setts Institute of Technology). Fundador e Líder de Estratégia na YPY Consulting - Consultoria em Sustentabilidade e Presidente da Associação de Assistência e Desenvolvimento Humano DaRua (Entidade dedicada a acolher pes- soas em situação de rua em SP). linkedin.com/in/biramiranda Por Bira Miranda E mpresas oportunistas já mu- daram e mudarão o discurso e as atitudes, mas mesmo em ter- ritório estadunidense serão muitas as empresas que se posicionarão de maneira ainda mais firme em prol de um modelo de gestão alinhado às práticas ESG. A Europa e a China nunca foram e nunca serão subservientes aos Estados Unidos, principalmente nesta fase Trumpista. O avanço de práticas ESG e o movimento crescente de ações conjuntas pelo clima não serão interrompidos, até porque, infelizmente, os eventos climáticos extremos continuarão a ocorrer e jogarão na cara de todos a urgência de se moverem juntos. Eu acredito no amadurecimento e na adaptação, com soluções práticas emergindo, com aborda- gens mais realistas e sustentáveis. O impacto ao longo do tempo será mais amplo e consistente. Nós sempre soubemos que ESG é uma jornada, uma ultramaratona e não uma corrida de cem metros. Aqui no Brasil, a Natura e a Vivo já se posicionaram reforçando seus compromissos com a sustentabi- lidade e muitas outras seguirão o mesmo caminho. Seguirão porque sabem que pesquisas de diversos institutos comprovam que os consumidores brasileiros, majo- ritariamente, reconhecem mais e preferem comprar de marcas comprometidas com questões socioambientais. Destaco que o Brasil ganhará ain- da mais importância nos próximos anos como um ponto focal para boas práticas ESG e oportunida- des de negócio imensuráveis. O mundo precisará cada vez mais de energia e nós somos o berço da energia renovável, com múltiplas fontes limpas, uma matriz inigua- lável. O nosso agro tão podero- so terá o desafio de evoluir e a oportunidade de buscar ser “mais ESG” e sem dúvida, abocanhará cada vez mais espaço neste novo cenário. Por fim, até mesmo nossos gaps sociais gigantes são um terreno fértil para o desenvolvimento de metodologias sociais, para implantação de projetos que con- ciliem preservação ambiental com desenvolvimento humano e com a potencialização de comunidades vulneráveis. Por tudo isso e claro, reconhecendo as dificuldades e as barreiras que teremos de transpor, eu tenho convicção de que Trump fará mais mal ao país dele do que ao mundo e parafraseando o poeta Mário Quintana, ele passará e nós passarinho.
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