Fornecedores 352

38 FORNECEDORES SOB MEDIDA 352 “Nosso público quer ver pessoal- mente, ter o toque, mas também quer ver a imagem. O consumidor que é digital vai olhar nosso site, Instagram, vê filmes, fala com arquitetos e ao mesmo tempo visita nosso showroom, quer estar lá den- tro, tendo um relacionamento em tempo real, mas também digital”, aponta Esther. Sobre tendência, Luiza Helena destacou no painel que as pessoas querem, principalmente, conforto. Luiz Antonio Valentim, líder de desenvolvimento de negócios em inteligência artificial da Dell Tech- nologies e Anderson Rios, CEO da Anderson Rios Consultoria, falaram sobre “Aplicações de IA na indústria moveleira”. Valentim, da Dell, apon- tou que a IA é uma onda enorme de oportunidade. “Toda empresa é uma empresa de dados, toda empresa é uma IA, e se a sua não for, será substituída por uma que é”. A fábrica da Dell no Brasil aumentou em 30% a qualidade dos produtos, a taxa de devolução despencou e a qualidade da imagem da Dell melho- rou bastante após incorporações de conceitos da Indústria 4.0. A inspe- ção de qualidade na Dell era visual, agora tem uso de scanner 3D. Anderson Rios é consultor moveleiro desde 2006 e mostrou um exemplo claro de como uma marcenaria pode usar o ChatGPT para elaborar um projeto e até passar um orçamento do mesmo. “Hoje, a ferramenta de IA, que parece tão longe, tão caro, tão difícil, já está na palma da nossa mão. Quem consegue contratar um design de produto? A IA pode uti- lizar ela como analista jurídico para fazer contratos. A tecnologia que vai vingar, que a grande massa vai usar, é aquela tecnologia que facilita a vida das pessoas, que é fácil”, disse. Fabrizio Panzini, diretor de políticas públicas e relações governamen- tais da Amcham, falou sobre Brasil e EUA e o papel da Amcham nas relações comerciais”, mostrando que a tarifa média aplicada pelo Brasil para os EUA é de 2,7%, enquanto para o resto do mundo é de 5,2%. Já Welber Barral, especialista em co- mércio internacional e advogado da Abimóvel em questões tarifárias na América do Sul, mostrou o motivo de Donald Trump criar as tarifas: “a primeira delas é para atrair inves- timento aos EUA, em outros para reindustrializar o país, em outros para melhorar a política comercial, além dos motivos políticos. “Na realidade, temos uma mescla de temas, como o caso do Brasil, que envolve política interna brasileira”, afirma ele que explicou todo o tema na palestra, e que pode ser lido no emobile.com.br . SEGUNDO DIA DE ATRAÇÕES O Prêmio Design da Movelaria Nacional teve o anúncio dos vence- dores no segundo dia, mas antes, o concurso da Movelaria Brasileira – premiação dos alunos do Colégio Sesi Paraná, destacou como a sus- tentabilidade pode ser uma aliada da indústria moveleira e reforçou que a educação está diretamente ligada à inovação. O ciclo de palestras iniciou com o painel “Reforma Tributária: impactos sobre a cadeia produtiva da indústria moveleira”, mediado pelo consultor tributário da Fiep, Alexandre Tortato. Nela, o advogado tributarista, Alberto Carbonário, destacou que a reforma representa uma mudança estrutural que visa reduzir o chamado “Custo Brasil”. A substituição de cinco tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) por novos modelos – o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) e o Imposto Seletivo – exige preparação imediata pelas empresas. A diversidade como diferencial competitivo nos negócios foi discu- tida pela fundadora da plataforma MPoiani, Marcele Poiani, com mu- lheres com atuação de destaque em diferentes segmentos. A executiva de RH, Jessica Sandini, apontou que ainda há muito a ser feito. “Mulhe- res são mais da metade da popu- lação brasileira – você quer deixar de fazer negócios com metade da população?”, provocou. Ela citou dados da McKinsey que mostram que, nos últimos dez anos, em- presas com equipes mais diversas e representativas tiveram desem- CONGRESSO MOVELEIRO Congresso Nacional Moveleiro Projeto Comprador proporcionou negócios para as indústrias brasileiras

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