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19 JANEIRO/FEVEREIRO 2026 Equipamentos mais modernos permitem modularização, criação de efeitos diferenciados, formas mais arredondadas e maior percepção tátil, além de nuances geométricas mais sofisticadas. Isso gerou uma nova janela de oportunidades para o mobiliário se reposicionar na curva de desejo dos consumidores, bem como avanços significativos em efeitos sistêmicos por meio de novos rolos, matrizes e aplicações diretas sobre a chapa ou substrato, algo observado pela Tecbril. Para Reis, os projetos de design evo- luíram e hoje estão mais alinhados às possibilidades reais que uma linha UV oferece. “Ainda assim, existe es- paço para explorar novas tendências, especialmente quando o processo deixa de ser orientado apenas pelo resultado financeiro imediato e passa a valorizar diferenciação e identidade do produto”, afirma e acrescenta: “A diversificação é indispensável quando se opta por um material pintado, pois a principal vanta- gem da pintura UV é justamente a flexibilidade. Navegar entre cores sólidas, padrões geométricos, efeitos especiais e madeirados permite aten- der diferentes perfis de mercado e ampliar o ciclo de vida dos produtos. Sistemas mais elaborados deman- dam maior controle de processo, de- senvolvimento técnico e, em alguns casos, investimentos adicionais em equipamentos e insumos. No entan- to, esse custo é compensado pelo maior valor agregado do móvel, pela diferenciação frente à concorrência e pela redução de comoditização do produto”. TENDÊNCIAS Quando aliada à pesquisa de ten- dências, desenvolvimento de cores e parceria técnica com fornecedo- res, a indústria moveleira consegue transformar o acabamento em um verdadeiro elemento de design e identidade de marca. Como resulta- do, consegue criar e seguir tendên- cias de revestimento e acabamento no design de móveis, seja em estilos naturais, contemporâneos, rústicos e urbanos. Sobre o que está em evolução no mercado de móveis neste ano, segun- do a percepção das fornecedoras de tintas e vernizes UV, a busca por equi- líbrio entre estética e desempenho está entre as principais tendências, conforme aponta o gerente comer- cial da Tecbril. “Nos estilos naturais, seguem em evidência acabamentos de baixo brilho, superfícies foscas, toque suave e cores que reproduzem com fidelidade a madeira natural. No contemporâneo e urbano, ganham espaço os superfoscos, cores sólidas sofisticadas e superfícies limpas, com alto controle visual e tátil. Já no rústi- co, observa-se uma releitura mais téc- nica do aspecto natural, combinando aparência artesanal com resistência, estabilidade e facilidade de manuten- ção, atributos em que a pintura UV tem papel estratégico”, aponta. Para Broch, da Farben, as tendências de pintura de móveis caminham para acabamentos que combinam mate- rialidade, sofisticação e identidade. Segundo ele, nos estilos naturais se destacam tons terrosos e madeirados mais suaves, com desenhos discretos e acabamentos foscos que valorizam o toque; o contemporâneo aposta em cores profundas, neutros quentes e tons escuros sofisticados, com superfícies acetinadas e visual limpo; o rústico evolui para madeiras mais nobres e texturas inspiradas no cou- ro, aliando estética autêntica a maior controle técnico e durabilidade; já o urbano explora contrastes, cores intensas e neutros, com acabamen- tos foscos ou supermates, trazendo personalidade ao mobiliário. “A pintura UV permite traduzir essas tendências com precisão, repetibilida- de e resistência, tornando o aca- bamento um elemento estratégico de design e posicionamento para a indústria moveleira”, opina o gerente da marca, enquanto Cenacchi, da Sayerlack, define: “A demanda maior é por padrões de impressão com de- senhos mais fiéis aos veios e tonalida- des da madeira, além de opções com relevo e efeitos visuais como o couro. Farben Sistema de pintura ultravioleta praticamente elimina desperdícios, tornando o processo mais eficiente e sustentável do ponto de vista industrial
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