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39 JANEIRO/FEVEREIRO 2026 mudança pelo cliente, isso é feito automaticamente. “Se o cliente fala ‘eu não quero mais 2,30 m, quero 2,80 m’, o sistema já sabe que para 2,80 m tem que aumen- tar uma dobradiça e que o espaça- mento de cada dobradiça dessa é X. Tudo é automático”, conta Ari Valarini. Nisso, o programa gera um chamado código ISO que vai dizer onde está cada furação em cada ponto da peça. “Não precisa de um marceneiro, não precisa de um especialista que fique medindo. A hora que o centro de furação lê o código de barras, ele executa onde cada furo foi determinado, cada ponto a ser trabalhado, cada lugar de dobradiça”, enaltece o diretor comercial da Giben. Outro fator é que o centro de fura- ção Flexdrill não tem a limitação do Sistema 32. “Ele fura onde necessá- rio. Se quer fazer um puxador cava ele vai fazer”, ressalta. A Flexdrill tem seis modelos, com três e quatro eixos e diversas opções de ferra- mentas, desde o básico com fresa- dor superior, seis furações inferio- res, 18 superiores e 8 horizontal até 250 brocas. A Giben vendeu para uma empresa do Rio Grande do Sul uma linha com quatro furadeiras posicionadas no qual, antes, um scanner lê o código de barras da peça e direciona por esteiras para uma das máquinas executar o tra- balho. “São peças desde o tamanho de um celular até algo como uma lateral de roupeiro. E segue uma peça atrás da outra, não importa o que você vai colocar, o sistema faz essa gestão é direciona para a má- quina cujo conjunto de brocas que tem na máquina atenda”, explica. EQUIPE DE VENDAS Ari tem feito um trabalho com sua equipe comercial para ir a cidades menores e encontrar marcenarias que possam ou buscam evoluir seu negócio com as novas tecnologias em máquinas. “Tenho certeza de que em Irati, por exemplo, tem uma fábrica de marceneiro sob medida. Então [meu vendedor] tem que ir ao melhor de Irati. Este marceneiro está esperando alguém que chegue lá e mostre para ele a tecnologia e o coloque a par do que está aconte- cendo no mundo”, assinala. A equipe comercial da Giben hoje é composta por 26 representantes em todo o Brasil, além de mais quatro pessoas internas. A Multi, que atua em Belo Horizonte e na Grande BH, é uma das empresas representantes que convence o marceneiro de que as tecnologias da Giben agregam ao produto por ele produzido. Isto é feito através da demonstração de máquinas em seu showroom próprio. “Se o marceneiro tiver o recurso para comprar, com certeza vai comprar, porque sabem fazer tudo. Esse é o tipo de representante que a gente quer, o completo”, diz o diretor. Tanto para marcenaria quanto para indústria, a Giben tem feito bons negócios, e uma das possibilidades são projetos especiais, como a mon- tagem de uma fábrica completa, automatizada e integrada. A com- panhia forneceu maquinário para uma fábrica inteira no Rio Grande do Sul em um dos maiores fabrican- tes e renomados do Brasil. Ela conta com um gerenciador de chapa com mais de 80 posições diferentes de padrões de cores. “São dois sistemas Nesting cortando, com robô de descarga que distribui para o circuito de coladeiras que vai colar todos os lados da peça, ou um só lado ou três lados, o que tiver na etiqueta de identificação. Vai entrar na célula de furação, furar e o robô vai descarregar no final. Isso deve es- tar montado mais ou menos no meio do ano. Tudo sem quase nenhum funcionário, operando praticamente sozinha”, conta Valarini. Dessa forma, a empresa espera seguir forte no mercado moveleiro, prolongando a fase de crescimento também em 2026, a começar com o Open House. “Queremos apresentar para as pessoas que são do mercado uma nova fase da Giben e mostrar o que vão encontrar de tecnologia dentro da nossa fábrica, demonstrar o quanto a mente dele poderá ser aberta em tudo o que a gente pode oferecer”, diz Valarini. No espaço serão exibidas seccionadoras, cola- deiras de borda, centros de furação, entre outros, totalizando mais de 15 máquinas, incluindo máquina formadora de caixas de papelão e que vão continuar sendo expostas para visitantes futuros. Giben “O momento que a Giben vive hoje é de ter quatro vezes o faturamento que tinha há seis anos”, frisa Valarini
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