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41 JANEIRO/FEVEREIRO 2026 De acordo com Victor, as perspec- tivas para 2026 são positivas, mas com os pés no chão. “Penso que veremos avanços mais consisten- tes, principalmente para marcas bem-posicionadas e com processos estruturados. Existe um movimento claro de retomada do consumo, impulsionado por uma maior conscientização sobre sono, saúde e bem-estar. Produtos com tecnologia, durabilidade e proposta clara devem ganhar ainda mais espaço”, avalia. Para a Colchões Castor, o ano de 2025 foi de ajuste e amadureci- mento para todo o setor. “Não foi um ano de crescimento acelerado, mas foi importante para reorgani- zar a indústria depois do período pós-pandemia. O que percebemos foi uma busca maior por eficiência, revisão de mix e mais foco em valor agregado”, analisa o gerente de marketing da marca. Para ele, as empresas passaram a olhar menos para volume puro e mais para dife- renciação, tecnologia e qualidade. “Foi um ano que preparou o terreno para ciclos mais saudáveis daqui para frente”. FATORES DO MERCADO Sempre pode ocorrer alguns riscos que podem afetar a boa pers- pectiva para o ano, tanto fatores externos quanto internos. Por outro lado, o colchão é um produto es- sencial, diretamente ligado à saúde e qualidade de vida, o que faz com que o setor seja mais resiliente do que outros segmentos de bens duráveis, mesmo em cenários mais desafiadores. Ainda assim, Raduan Dias, da Abicol, aponta que qualquer piora em juros pode afetar o consumo de bens duráveis, como o colchão. O fator Copa do Mundo pode gerar uma realocação temporária do con- sumo, enquanto o cenário político e pré-eleitoral tende a aumentar a cautela em investimentos e decisões de compra. “Além de que qualquer instabilidade em químicos, espumas, têxteis, aço e logística pode pressio- nar margens”, diz o presidente. Segundo ele, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul tem potencial de beneficiar o setor, pois garante maior competitividade na entrada de insumos, máquinas e tecnolo- gias europeias, reduzindo custos e modernizando processos; oportuni- dades de exportação de colchões e componentes, embora esta abertura comercial pode aumentar a concor- rência e exigir que o setor colchoeiro brasileiro esteja preparado para competir em eficiência, qualidade e posicionamento de mercado. O gerente de marketing enxerga com bons olhos o acordo, principal- mente para o médio e longo prazo. “O acordo pode trazer oportunida- des interessantes, principalmente em acesso à tecnologia, insumos e possíveis nichos de exportação. Para aproveitar esse cenário, o setor brasileiro precisa continuar investin- do em qualidade, inovação e certifi- cações com padrões internacionais, elevando o nível da indústria como um todo”, pontua. CONSUMIDOR O consumidor está muito mais informado e exigente, ele pesqui- sa, compara e mede os valores da marca, como qualidade, durabili- dade, garantia e confiança. E deve continuar criterioso e racional, comparando preço, garantia e re- putação, buscando custo-benefício, com maior atenção a durabilidade, conforto e suporte postural, além de valorizar marcas com comunicação clara, assistência técnica e entrega eficiente. Diante disso, Victor, da Castor, aponta que o preço já não é mais o único fator. “Benefícios concretos, experiência de compra e credibilidade da marca têm pesado cada vez mais na decisão final. Por isso, na Castor prezamos tanto por esses pilares, para nunca perdermos nossa essência”. Abicol Luciano Raduan Dias, presidente da Abicol

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