Lojista 428

32 Móbile Lojista 428 | Maio 2026 | Ano XLIV NEGÓCIOS | KITS PARANÁ Gestão horizontal, crescimento estruturado Com novo modelo decisório, fortalecimento do portfólio e avanço consistente nas exportações, Kits Paraná reposiciona marca e consolida nova fase de crescimento Por: Júlia Magalhães e Thiago Rodrigo A ssumir a presidência de uma empresa com mais de seis décadas de história exige mais do que continuidade. Exige direção. Quando Evaldo Arruda chegou ao comando da Kits Paraná, em agosto de 2021, o desafio não era apenas administrativo. Tratava-se de redefinir modelo, ritmo e cultura organizacional em um setor cada vez mais pressionado por velocidade, inovação e eficiência. Com trajetória iniciada em 1989 e passagem por praticamente todos os setores da companhia – da área operacional à diretoria financeira –, Arruda conhecia a estrutura por dentro. A mudança, portanto, não partiu de uma ruptura abrupta, mas da leitura de que o setor exige novas respostas estratégicas e maior capacidade de adaptação. Como ele resume, “aquilo que nos trouxe até aqui não é o que vai nos levar para os próximos 60 anos”. A principal transformação ocorreu no modelo de gestão. A estrutura vertical deu lugar a um formato horizontal, baseado em autonomia orientada por metas e indicadores. Um grupo de gestores – chamados internamente de “guardiões” – passou a dividir decisões estratégicas e operacionais, cada um responsável por seu orçamento e resultados, acompanhados em reuniões semanais. Nesse contexto, ele defende que “é melhor tomar dez decisões e acertar sete do que tomar duas e acertar uma. Velocidade hoje é fundamental”, sintetizando a lógica do novo momento. A transição exigiu ajustes culturais. Foram três anos de implementação de métricas, definição de responsabilidades e amadurecimento do modelo. A autonomia concedida às equipes é acompanhada por metas claras e acompanhamento constante. Para Arruda, “sem informação você não vai para lugar nenhum. Trabalhamos com números, objetivos e metas muito bem definidos”. PESSOASNOCENTRO DAESTRATÉGIA Se a governança mudou, o eixo estratégico escolhido foi ainda mais estrutural: pessoas. A empresa, que reúne atualmente cerca de 400 colaboradores em suas unidades, passou a investir de forma mais sistemática em integração, reconhecimento e desenvolvimento interno. Na visão do presidente, “nós não criamos empresas de sucesso. Nós desenvolvemos pessoas. E essas pessoas criam empresas de sucesso”. A valorização interna se traduz em metas compartilhadas, políticas de premiação e maior proximidade entre liderança e equipes. Para o executivo, o maior desafio da indústria hoje não está em tecnologia ou equipamento, mas em atrair e manter talentos. “Equipamento você compra. Evaldo Arruda defende cultura baseada em desenvolvimento de pessoas como eixo da nova fase da empresa Divulgação Kits Paraná

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