Lojista 429

23 Móbile Lojista 429 | Junho 2026 | Ano XLIV NA VITRINE: ELETROS | OPINIÃO Eletrodomésticos, umpotencial aindapouco explorado O Na vitrine desta edição coloca em evidência os eletrodomésticos, uma categoria diretamente ligada à rotina da casa e às decisões de compra que combinam necessidade, desejo e planejamento. Fogões, cooktops, geladeiras, fornos e air fryers deixaram de ser apenas itens funcionais e passaram a ocupar um lugar de destaque na estética da cozinha, no conforto do dia a dia e na percepção de valor do ambiente. Com cozinhas mais integradas, lares menores e consumidores cada vez mais informados, o desempenho dessa categoria no varejo está diretamente ligado à forma como o lojista apresenta as soluções. Mais do que expor produtos alinhados em uma parede, o desafio é transformar especificações em benefícios claros, facilitar a comparação e reduzir inseguranças comuns nesse tipo de compra, como dúvidas sobre medidas, instalação, consumo e assistência. Nesse contexto, vender eletros é vender confiança. E isso passa por ambientação, curadoria de mix e um atendimento que ajude o cliente a visualizar o uso real do produto dentro da sua cozinha. Dentro de uma loja de móveis, o setor de eletrodomésticos guarda um potencial que ainda vejo sendo pouco explorado. É uma categoria que o consumidor pesquisa, compara e, muitas vezes, já chega à loja com a decisão quase tomada. A questão que sempre me faço é: o que a loja faz com essa oportunidade que o próprio cliente entrega na porta? O que costumo encontrar no chão de loja são produtos enfileirados, lado a lado, sem contexto e sem intenção. E é preciso ser honesto: montar uma ambientação completa em um setor de eletrodomésticos não é viável para a maioria das lojas de móveis. Forçar isso trava o espaço e gera mais confusão do que inspiração. Mas acredito que três frentes simples e acessíveis transformam completamente a performance dessa categoria: organização intencional, comunicação visual clara e um vendedor que realmente vende. Na apresentação do setor, o básico bem-feito já muda tudo. Agrupamentos por categoria, precificação limpa e objetiva, produtos conectados à tomada sempre que possível – tudo isso comunica cuidado e profissionalismo. O cliente percebe, mesmo que inconscientemente, quando um espaço foi pensado para ele e quando foi montado apenas para ocupar área da loja. Para o consultor Vitor Rocha, da BluwComunicação, especializado emvarejo moveleiro, o atendimento do vendedor precisa deixar de ser reativo e voltar a ser consultivo. “Entender o que o cliente já pesquisou, qual é sua real necessidade e, principalmente, usar os argumentos que o on- line simplesmente não tem: a entrega que pode acontecer no mesmo dia, o pós-venda com rosto e endereço, a segurança de ver e tocar antes de decidir. Na internet, quando algo dá errado, o cliente fala comquem?” A loja física não vai ganhar do marketplace no preço – e não precisa. Ela pode ganhar em confiança, agilidade e experiência. “Esses são os diferenciais que precisam estar na boca do vendedor todos os dias”, conclui Vitor. Kika Fazollo é formada emLogística e pós- graduada emMarketingDigital. Atua há 25 anos nas áreas deMarketing, Estratégias de Comunicação Empresarial e Ampliação de Mercados e Gerenciamento de Produção com foco nomercadomoveleiro. Integra a equipe da Alternativa Editorial/Revista Móbile, levando aomercado soluções emprestação de serviços e comunicaçãomultiplataforma. SIGA @kikafazollo Contato: marketing@revistamobile.com.br Por: Kika Fazollo, marketing e comercial da Revista Móbile

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