Lojista 429
32 Móbile Lojista 429 | Junho 2026 | Ano XLIV DESENVOLVIMENTO Depoisdaenxurrada,aconta Meses após as enchentes que devastaram Ubá, o polo moveleiro enfrenta uma retomada lenta: a indústria voltou, mas o comércio ainda sofre Por: Júlia Magalhães e Kika Fazollo Q uando a água baixou, começou o trabalho mais difícil. As enchentes que atingiram Ubá (MG) no fim de fevereiro de 2026 destruíram estruturas, varreram estoques e paralisaram o polo moveleiro por semanas. Mas o que a cobertura emergencial não mostrou foi o que ficou depois: a conta que ainda não fechou, as promessas que não se cumpriram e a assimetria entre quem conseguiu se reerguer e quem ainda está tentando. “Muitas autoridades públicas vieram, gravaram vídeos e reportagens prometendo ajuda imediata, e muitas ainda não vieram”, resume o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ubá (Aciubá), Elias Ricardo Coelho. A frase é direta e desconfortável – e resume bem o estado de espírito de quem está na ponta da retomada. Os números ajudam a dimensionar o problema. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a fevereiro, março e abril de 2026, Ubá registrou saldo negativo de 311 postos de trabalho. O número pode parecer modesto, mas o contexto muda a leitura. Nos dois anos anteriores, a cidade acumulou saldo positivo de 1.885 admissões. A enchente interrompeu uma trajetória consistente de geração de emprego. E, de acordo com o presidente da Aciubá, há um agravante: parte das demissões não aparece nas estatísticas porque as empresas atingidas ainda não conseguiram pagar as rescisões, o que mantém os trabalhadores formalmente vinculados. Envato A reconstrução de cidades após enchentes exige obras de infraestrutura, drenagem e logística Divulgação O presidente da Aciubá, Elias Ricardo Coelho, acompanhou de perto a articulação por crédito e apoio aos empresários atingidos
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