3 Peças

Sabe aquela empacada, como se estivesse em aceleração constante e de repente acontece uma freada brusca? Se sim, fique tranquilo, mas não tanto

Publicado em 4 de setembro de 2020 | 11:13

Sabe aquela empacada, como se estivesse em aceleração constante e de repente acontece uma freada brusca? Quando isso acontece, seja no que for, perdemos a constância e a retomada se torna mais morosa, e, nesse caminho, se perdem informações, aumentam os desperdícios e a efetividade de qualquer trabalho. Usei uma forma figurativa, mas é bastante comum encontrarmos essas empacadas no chão de fábrica.

Aí na sua empresa, você consegue visualizar esse tipo de cenário em algum momento? Se sim, fique tranquilo, mas não tanto. Em uma organização temos inúmeras varáveis que podem comprometer o desempenho de um negócio, fazendo com que cada cenário seja especialmente único. No entanto, algumas peças são chave para que aconteça uma abordagem mais estratégica na resolução de problemas.

Peça 1- Pessoas – muitas vezes acabamos subestimando o recurso humano, mas é ele o responsável por realizar o que foi planejado. Qualquer estratégia pode ir por água abaixo se não tivermos pessoas capacitadas e motivadas para atuar. Para guiar por uma diretriz, deixando claro sobre o que e como fazer, e ainda garantir que os imprevistos sejam contornados, contamos com a Peça 2 – Processos e a Peça 3 – Tecnologia – essa vai permitir que tudo o que foi “desenhado” seja aplicado, é a tecnologia que vai colaborar na realização do trabalho e no controle e mensuração dos resultados. Olhando dessa forma, até parece simples, mas, agora imagine uma engrenagem, se um dos encaixes pular, ela sai fora do eixo, e assim funciona com todos os processos, sejam eles no início, no meio e no fim.

Uma coisa é realmente fato, não existe varinha de condão, o processo só vai ser contínuo, se essas 3 peças estiverem no compasso. Pode-se ter o processo mais bem desenhado, e o apoio da melhor tecnologia, porém, sem as pessoas (certas) teremos uma alienação do sistema, acarretando subutilização e consequentemente, a rotatividade, aliás, essa tal de rotatividade, quantas vezes colocamos a culpa nela para argumentar um processo que trava? Mas, e, se tivermos pessoas (certas) e tecnologia, mas não tivermos o processo bem definido? Nesse caso, me vem à cabeça muitas cenas, o que acontece na maioria das vezes é o que se chama de caos automatizado, sem processo = baixa qualidade. Por último, pode-se ter pessoas (certas) e processos bem definidos, mas faltar tecnologia, aqui, considero um dos pontos mais impactantes, podendo gerar um sentimento de ineficiência, é como se rodasse, rodasse, mas não saísse do lugar, gerando desmotivação nas pessoas e consequentemente aumentando o custo operacional. E acredite, em alguns casos não temos nenhuma dessas peças, ou pior, temos peças demais, mas não as necessárias, e muitas vezes, o tempo acaba consumido em tentar encontrar falhas, quando na verdade não se tem o subsídio necessário para oportunizar o resultado. Identificar de forma ágil e corrigir pode trazer de volta a estabilidade da organização, caso contrário podemos perder a vitalidade da empresa.

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Mas lembre-se, quanto antes, melhor, quanto mais perto do chão, menor o tombo, e caso o momento seja de pensar em avançar uma casa com os negócios, não mova o peão sem antes fazer essa análise estratégica, ou poderá comprometer o cheque mate!

Boa sorte, e bons negócios, na dúvida, conte comigo!

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Claudia Lens

Formada em Design de Interiores, pós-graduada em Engenharia da Produção, residente em Arapongas, onde está situado o maior polo moveleiro do Paraná. Atua há 10 anos em consultoria, assessoria e coaching para indústria moveleira. Participou como técnica e coordenadora de projetos de inovação para a indústria com troca de conhecimentos junto a instituições nacionais e internacionais. Atuou em vários programas para fomento da indústria através de workshops, palestras e treinamentos, desenvolveu projetos para feiras e eventos do setor moveleiro, tendo entre os trabalhos realizados, espaços para o Congresso Nacional Moveleiro, MOVELPAR e FIQ entre os anos de 2009 e 2018. Participou como coautora na publicação de pesquisa etnográfica “Desejos e Rupturas” e de pesquisas em feiras e eventos do setor, nacionais e internacionais, o que permitiu agregar conhecimento e expertise para realizar trabalhos focados no desenvolvimento de uma indústria mais inovadora. Em 2019, iniciou um trabalho profissional e independente, e, com ele, a oportunidade de trabalhar junto à indústria toda expertise adquirida ao longo desse tempo, realizando trabalhos em design estratégico, pesquisa e inovação, desenvolvimento de produtos, gestão de projetos e lean manufacturing, sempre com foco em metodologias que trabalham o desenvolvimento de produtos ou serviços competitivos e totalmente focados no consumidor.

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